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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Retrospectiva Cultural 2016


  Olá, pessoal! Hoje venho trazer na postagem uma retrospectiva cultural de 2016, onde destaco o livro, o filme, a música e a palestrante que marcaram presença em minha vida neste ano! Que tal conferir? ;)



                       


  1- Livro do Ano - Entre o Amor e a Guerra

   Romance espírita a respeito da Segunda Guerra Mundial escrito por Zíbia Gasparetto sob inspiração do Espírito Lucius. Trata-se da história de um jovem soldado francês chamado Denizarth que, solitário num campo de batalha, resolve vestir a roupa do soldado inimigo morto e fingir ser alemão para ser salvo por dois padioleiros alemães (pessoas encarregadas de transportar feridos em padiola ou maca). Apesar de estar em plenas condições físicas e mentais, fingiu mudez e insanidade mental no hospital para que a sua verdadeira identidade francesa não fosse descoberta. Como foi declarada a sua insanidade mental, ele não foi mandado aos campos de batalha, mas para um lar alemão, o lar de Ludwing (um combatente alemão), a fim de que pudesse haver a sua "recuperação". Todavia, a vida de Denizarth mudaria por completo naquele lar quando ele visse Ana, a irmã de Ludwing. O francês apaixonou-se completamente pela alemã. Nascia, então, um amor proibido em plena guerra (suspiros hehehe - Ah! como eu amo amores que se passam na guerra...).

Alguns trechos emocionantes do Diário de Denizarth:

"Muitos se perguntam o porquê da guerra. Alguns optam por ela, outros a planejam no jogo desmedido das ambições. Eu, porém, nem a planejara, nem tivera ambição política, nem sequer pudera optar. Vira a minha pátria ameaçada e não tivera outra alternativa senão a de sair para salvaguardar nossos lares em perigo. Jamais tivera vocação para armas de fogo, nem para matar, porém, vira-me na contingência de violentar minha natureza, para defender a própria vida e a dos companheiros. A amizade, o trabalho em equipe, isso eu já conhecia. Foi o que me ajudou a enfrentar a dureza das batalhas sem enlouquecer. Não sentia ódio, mas com o correr do tempo, vendo amigos tombar esvaindo-se em sangue, vendo vilas e cidades subjugadas, mulheres violentadas, crianças mortas, meu coração começou a enrijecer e a pensar que o inimigo também matava sem remorsos e sem tristezas"





"Fixei Ana que procedia a limpeza do quintal manejando a vassoura com rapidez. Quantos anos poderia ter? Talvez uns dezoito. Seus olhos cinzentos estavam profundamente tristes. Embora suas mãos estivessem maltratadas pelo trabalho duro, seu rosto era delicado, bem como seus cabelos trançados com simplicidade caindo-lhe pela espádua esquerda. Mesmo vestida com roupas simples e folgadas, seu corpo era delicado não possuindo a robustez que eu imaginava como atributo das jovens alemãs."

"Ana também se emocionava com meu contato. Enrubescia e eu sentia que seu corpo tremia como folha agitada pelo vento. Sabia que se a beijasse a teria submissa, entretanto, um certo pudor me interceptava os passos. Afinal, ela era uma alemã! Uma inimiga!! Onde estava meu patriotismo? Amá-la não seria trair meus companheiros tripudiando sobre minha consciência?"






"O monstro da guerra, nossos problemas, nossas lutas, nossas decepções, tudo desapareceu da nossa vida, enquanto estávamos nos braços um do outro. Eu não pensei em meus amigos mortos, nem nas jovens francesas desonradas, nem na França distante, nem na Alemanha odiada. Naquele instante, sentia vibrar meu coração de amor e só a custo conseguia sofrear o desejo de dizer-lhe palavras de carinho e de ternura, de gratidão e de compreensão. Há quanto tempo não sentia o carinho de uma mulher?"

"O tempo, quando vivemos no inferno da guerra, se eterniza e se alonga. Parece que estávamos vivendo outra vida, em meio a um pesadelo insano e interminável. Por isso esquecemos tudo no instante em que estávamos juntos. Sabíamos que o amanhã era incerto. Se Ana, diante desse alternativa viera ao meu encontro, eu tinha mais certeza que de um momento para outro tudo poderia estar irremediavelmente perdido. Achei natural que ela viesse e sua atitude comoveu-me profundamente, embora não ousasse confessar. O amanhã por certo nos separaria, mas o hoje era nosso e deveríamos vivê-lo."





"Ana. Cuide-se bem. Cuide bem do nosso filho. Não sei se poderá ver-me de novo, nem se estarei vivo até lá, mas aconteça o que acontecer, eu a amo Ana, e não cometi nenhum crime. Sou inocente! Não me cabe a culpa da guerra. Jamais fui espião de ninguém. Durante meses permaneci encerrado em sua casa sem sair. Se eu fosse agente secreto, há muito teria saído de lá. Seu amor prendeu-me e por ele arrisquei a vida. Podia ter fugido para meu país, mas não queria perdê-la!"

"Foi então que no auge da angústia e da dor, pensei em Deus. Nunca fora muito religioso. Respeitava os diversos cultos que conhecera, mas sem arroubos nem entusiasmos. Foi a noção de minha impotência, ante a uma situação tão grave que me fez pensar em Deus, como único ser a quem podia recorrer. Senti vontade de rezar. Já algumas vezes nos combates rezara e lembrara de Deus, mas naquele momento cruciante senti pudor de orar diante do enfermeiro. Deus não precisava de palavras para ouvir-me e por isso, dirigi-lhe intenso e fervoroso pensamento, rogando proteção e auxílio. Mas, apesar da minha fé e da veemência do meu apelo interior nada aconteceu."

                    



     Este livro tocou profundamente o meu coração ao demonstrar que o amor, a esperança e a (os três tesouros mais preciosos da nossa vida na minha opinião) podem florescer até nos lugares mais inóspitos como um campo de batalha, a terra cinzenta e cruel da guerra. Muito embora as primeiras décadas do século XX sejam vinculadas ao cientificismo, crescia o Espiritismo na Europa paradoxalmente. É curioso perceber que a fé era cultivada naquele período tão sombrio das Guerras Mundiais... Ao mesmo tempo em que o poder da Igreja era enfraquecido diante de novas descobertas científicas, um novo modo de conexão com Deus era propagado... Um modo mais íntimo, profundo, contemplativo, meditativo e livre.
  Apesar de Darwin, Freud, Nietzsche e outros estudiosos do século XIX (eita século cheio de gênios, cientistas, filósofos, mudanças, conflitos, confusões e dramas) terem contribuído para uma visão mais cética e até mesmo mais "sombria" de mundo (considerando o realismo ácido de alguns e a falta de ternura humana nas teorias de Freud), Allan Kardec influenciou fortemente as tendências espirituais da civilização com seus estudos pioneiros a respeito de fenômenos paranormais.
   Surgia naquela Europa do século XX, triste e desolada por duas grandes guerras, a necessidade de saber o que acontecia com as pessoas após a morte. Por mais que as guerras tivessem deixado tantas desilusões e todos os motivos do mundo para as pessoas deixarem de crer em Deus, uma centelha de esperança acendia nos corações de órfãos e viúvas com a possibilidade de reencontrar as pessoa amadas no "outro lado da vida" ou no "além-túmulo". Sabe-se que reuniões espíritas aconteciam em vários lares espalhados pela Europa após a Segunda Guerra Mundial, onde os familiares estabeleciam uma nova forma de "comunicação" com os seus entes queridos do "outro lado da vida". 
   Por trás do semblante ateísta e cientificista da Europa do século XX, um novo misticismo borbulhava no âmago da civilização. Sob o semblante frio, lógico, bélico e estratégico da guerra, lutas espirituais e batalhas astrais também ocorriam na surdina... Não é segredo algum o fato de Hitler e muitos nazistas estarem envolvido em magias negras como, por exemplo, o culto ao "sol negro" e à suástica invertida. Sendo assim, muitos religiosos foram perseguidos na época da guerra, bem como sábios de escolas iniciáticas que trabalhavam para o bem e para a luz. 

                

  

      Muitos políticos e pessoas influentes consultavam (e consultam até hoje) quiromantes (pessoas que fazem a leitura das mãos), cartomantes, e astrólogos. Lendas sobre radiestesia (arte de captar energias através de um instrumento como pêndulo) descobrindo submarinos através de contatos com cartas e mapas correm soltas pelo mundo místico (e nós sabemos como essas "lendas" contam a verdade...). 
       Feitas essas observações sobre o contexto histórico da Segunda Guerra e voltando a comentar acerca do livro citado, observa-se que Denizarth quase desiste de acreditar em Deus diante de tantas preces fervorosas que sua alma faz sem ser "ouvida" (aparentemente). Mas o que ele não sabia era que a mão de Deus protegia a sua vida a todo instante (e como protegia hehehe) e o seu encontro com Ana não aconteceu por mero acaso, visto que há sempre um propósito em tudo o que ocorre em nossa vida consoante os espiritualistas.
       Até mesmo nas situações mais caóticas onde a vida parece um jogo aleatório, anárquico e sombrio, paira uma ordem oculta que trabalha para equilibrar as coisas... Devemos treinar os nossos olhos profanos para ver a ordem no caos... E, então, os nossos olhos não serão mais profanos ou vendados, mas sim sábios e iluminados. Confesso que adoro histórias que trazem o Amor e a Guerra unidos num eletrizante fio, pois amo saborear esse paradoxo entre a ternura de um enlace romântico e a amargura da guerra. Neste paradoxo, paira a ordem desvelando o caos...
      Apesar do livro ser espírita, posso garantir que o personagem fica vivo (hehehe), mas haverá grandes conflitos provocados pelo amor que esse soldado francês sente pela bela alemã. Até conhecer a luz de Deus em sua vida, pode-se dizer que Denizarth come do "pão que o diabo amassou" (ditado antigo que conhecia com a minha avó hehehe). Considerado um "espião", ele foi torturado. Após a guerra, durante boa parte de sua vida, sofreu pesadelos e acabou ficando realmente perturbado mentalmente (no início da história ele fingia ser louco para não ser descoberto pelos alemães). 
       Sobre o romance com Ana, não vou ser estrega-prazeres revelando segredos e deixando escapar spoilers, mas posso dizer que a leitura vale a pena... O desfecho do enredo é emocionante e surpreendente... E, claro, por ser um livro espírita, há um pano de fundo bem diferenciado onde reuniões espíritas resolvem dilemas e histórias mal resolvidas da Guerra. A Doutrina Espírita consolou muitas pessoas nessa época, especialmente os enamorados, os românticos, os "excluídos" (pessoas que sofriam preconceitos sociais) e aqueles que tinham tendência ao suicídio... Nesse sentido, a Doutrina salvou muitas vidas ao esclarecer pessoas psicologicamente desequilibradas e impedir o suicídio destas. 
        Vale acrescentar que uma reunião espírita em especial é capaz de esclarecer muitas coisas mal resolvidas entre Denizarth e Ludwing (irmão de Ana que não aceitava o namoro entre ela e o francês). Além do mais, espíritos de luz trabalharam incansavelmente para curar a mente de Denizarth e fornecer equilíbrio psicológico a ele... Toda a ajuda do Alto não veio por acaso, mas por merecimento de Denizarth, o qual tinha um coração de ouro, um caráter firme e amor na alma. Posso garantir que um dia as preces dele foram atendidas de um jeito surpreendente e de tirar o fôlego. 





*Outros livros que eu li este ano e amei: 





Missionários da Luz (Chico Xavier pelo Espírito André Luiz - livro maravilhoso que ganhei de uma querida amiga gaúcha por carta);
Peter Pan (J. M. Barrie - autor);
Como Sonhar e Realizar os seus Sonhos (Carlos Wizard Martins - autor); 
O Tarô e a Viagem do Herói (Hajo Banzhaf - autor);
Toda Luz que não podemos ver (Anthony Doerr- autor - livro fabuloso que ganhei de uma amiga no meu aniversário cuja história também ocorre na Segunda Guerra Mundial);
Devocionário aos Santos Arcanjos;
Sugestões Oportunas (Carlos Torres Pastorino);
Meditando con los Ángeles (Sônia Café - autora);
O Dom Supremo (li novamente este ano hehehe - de Henry Drummond traduzido por Paulo Coelho);
As doze Casas (literatura astrológica cujo autor é Howard Sasportas);
Não faça tempestade em copo d´água (autoajuda cujo autor é Richard Carlson);
Código de um Cavaleiro (Ethan Hawke - autor);
O Mestre da Sensibilidade: Jesus, o maior especialista no território da emoção (Augusto Cury - autor);
50 Anjos para a Alma (o monge beneditino alemão Anselm Grun é o autor). 





Alguns livros que pretendo ler em 2017:




História da Beleza (organização de Umberto Eco - estou nas nuvens por ter ganhado este livro de Natal da minha avó Marusca, pois busco este livro há anos...);
Obrigado, com licença, desculpe: as três pérolas das relações interpessoais segundo o Papa Francisco (Rossella Semplici);
A Espiã (Paulo Coelho);
Decretos do "Eu Sou" para a Vitória (Metafísica Santa Ametista).
Rei Arthur (Howard Pyle)


2- Filme do Ano - Doutor Estranho (Doctor Strange)




Sinopse:

O neurocirurgião Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) sofre um acidente e, como sequela, ele perde a habilidade com as mãos. Desesperado para voltar a ser um médico de prestígio, Stephen vai ao Himalaia em busca de cura e lá se torna aprendiz da Maga Suprema, que o ajuda a se tornar um Mago sábio. 


Minha opinião:



   Amei ver este filme com o meu pai no Cinépolis RioMar Fortaleza/CE (Cinema 4 D do Shopping RioMar). Fazia tempo que eu não assistia a um lançamento tão emocionante no Cinema (confesso que sou daquelas que gosta de olhar filmes românticos antigos em casa). Amei o enredo e a atuação! Os atores foram fantásticos e a história ficou muito bem construída. Admito que não conhecia profundamente a história do Doutor Estranho, pois não estava familiarizada com todos os heróis dos quadrinhos da Marvel até a ocasião. Todavia, meu pai esclareceu alguns elementos da história para mim, já que ele entende perfeitamente desse universo de heróis da Marvel hehehe. Este filme merece ser escolhido como o filme do ano, pois tanto o enredo quanto os efeitos especiais me encantaram (e olha que está cada vez mais difícil ocorrer essa dupla combinação de encantamento hehehe). 

                      

    

     Como sou uma pessoa extremamente mística, é claro que eu amei ver elementos espirituais introduzidos na história. Quando a Maga Suprema mostrou ao Doutor Estranho um livro de Reiki, eu achei muito divertido o confronto entre o ceticismo dele e a magia dela hehehe. Ri muito ao ver Stan Lee, como um simples senhor dentro de um ônibus na participação especial,  lendo "As Portas da Percepção" e dizendo: "Que bobagem." Enquanto isso, uma mega batalha mística ocorria... hehehe. 
   Gostei muto dos efeitos especiais do 4D (primeira vez que assisti a um filme em 4D). Senti frio no cinema quando ventava no filme (da próxima vez levo casaco hehehe), minha cadeira girou diversas vezes, o meu pacote de pipocas voou pela sala de cinema toda, o salto alto do meu sapato enroscou no piso (da próxima vez vou de sapatilha), o meu cabelo balançava e a minha Sprite quase foi derrubada, mas mesmo assim eu estava com sorriso no rosto curtindo cada efeito especial hehehe. 
     O que eu mais gostei do filme foi a mensagem profunda que ele passou: a de que é importante olhar além da matéria. Independentemente de crer em Deus ou não, o materialismo não pode tomar conta de nossa vida, pois vamos morrer um dia. Portanto, precisamos cultivar valores como a humildade, a bondade, o amor e a fraternidade. Para um neurocirurgião soberbo e materialista, passar por experiências dolorosas para aprender a dar valor àquelas coisas que não têm preço, certamente foi preciso uma jornada difícil, emocionante e repleta de lutas.

                       

     

     Carros de luxo, relógios, ternos de marca, status profissional, aplausos... nada disso realmente importa. O que realmente importa na vida é o Amor! Doutor Estranho era um homem que tinha tudo, mas não tinha nada (por dentro). Então, ele precisou perdeu o que era mais valioso (a habilidade manual) para enxergar tudo o que há de mais precioso realmente na vida: a bondade e o amor. Ele salvava diversas vidas, mas a sua própria vida já não tinha mais sabor e ele nem se dava conta disso... Ele precisou aprender a salvar a própria vida, cultivando a sabedoria interna e expandindo os horizontes para o invisível... Afinal, nada vale sem sabedoria. A Sabedoria é o tesouro dos tesouros...

3 - Música do Ano: Thinking Of You de Katy Perry





Eu sei que a música é antiga, mas eu ouvi bastante a música em 2016. Já que este ano foi o ano dos romances que ocorrem durante a Guerra, resolvi homenagear esta música. Se você também ama romances que acontecem durante a guerra, sugiro os seguintes livros: A Casa das Orquídeas (Lucinda Riley) e  A Luz Através da Janela (Lucinda Riley - autora). Aqueles anteriormente citados Entre o Amor e a Guerra (Zíbia Gasparetto) e Toda Luz que Não Podemos Ver (Anthony Doerr) também valem a pena! 

*Acrescento, no entanto, que seria interessante que os autores de histórias românticas na guerra não se esquecessem de colocar um mapa da Europa no fim do livro e um glossário explicando alguns termos de guerra e nomes de armas fogo, rádios e aspectos científicos de aparelhos de espionagem! Minha gente, eu não tenho o mapa da Europa na cabeça, nem tampouco sei os nomes das armas ou domino a área de elétrons! ;) Fora esta observação, eu amo todos os autores que escrevem romances assim hehehe!

*É interessante observar que, nos romances de guerra, os americanos e os franceses sempre são "mocinhos" e os alemães "vilões" hehehe. Não obstante, em Toda Luz que Não Podemos Ver de Anthony Doerr, o rapaz alemão chamado Werner (gênio dos rádios) será o "herói" da história. ;) Este livro é fantástico!!!

 Sei que não é politicamente correta essa visão maniqueísta que nós temos em mente (vilões x mocinhos), visto que o mal está em toda parte numa guerra. Além do mais, uma guerra nunca é dividida em preto e branco, eis que é cinza e triste. Admito (um pouco envergonhada), no entanto, que eu adoro quando o "mocinho" é francês... Eu sou formada em Francês pela Wizard e apaixonada pela cultura francesa desde que me conheço por gente. Acho muito charmoso quando um homem fala francês. Infelizmente, os homens ficam com vergonha de fazer "biquinho" nas aulas de francês e há preconceito com quem estuda o idioma (pasmem!), pois dizem que o idioma é "feminino", "fresco" e delicado.

  Eu considero homem que fala francês mega charmoso. Homens, não deem importância ao sarcasmo dos seus "amigos" e não desistam de estudar francês, por favor! Hehehe. O idioma não é "fresco" e sim culto e charmoso. Aposto que vocês farão sucesso com as mulheres enquanto os amigos sarcásticos de vocês estarão sem mulheres, sem cultura, sem charme e sem elegância. ;)




   No clipe da música citada, a cantora interpreta uma mulher que perdeu o amor de sua vida na Segunda Guerra. Apesar de se envolver com outro homem, ela não consegue tirar o seu amado de seus pensamentos. Vale ressaltar que, além do enredo emocionante, as roupas e a maquiagem dela são belíssimas (ela chora a morte do amado em grande estilo hehehe). Admito que me inspiro no estilo Pin Up e admiro o estilo de Katy Perry. ;) Ah! É interessante notar que a minha avó Marusca possui uma penteadeira igual a que Katy Perry tem no clipe hehehe (com um terço e a fotografia do meu avô grudada no espelho bem semelhante a de Katy Perry).

 Eu realmente amo o estilo Pin Up e o estilo retrô! Que tal sair por aí vestida como uma mulher do início do século passado? 

Vamos conferir o Clipe:

https://www.youtube.com/watch?v=wdGZBRAwW74


4- Palestrante do Ano: Sarah Vieira Carneiro

   




   Sarah Vieira Carneiro é cearense, psicóloga pela Universidade Federal do Ceará (UFC), pós-graduada em Psicologia na Universidade de São Paulo (USP-SP), Mestre em Psicologia Clínica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutoranda em Psicologia Clínica na Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Há mais de quinze anos pesquisa a respeito de uma temática extremamente complexa e delicada: o Luto. 
 Conheci a Sarah assim que cheguei em Fortaleza/CE e logo nós duas ficamos amigas. A simpatia foi imediata e notei que ela possui uma personalidade muita parecida com a minha: delicada, gentil, comunicativa e profunda. Sendo assim, me identifiquei bastante com ela e as conversas entre nós começaram a fluir de modo agradável e profícuo. 
   É incrível como as nossas personalidades combinam. Assim como eu, acredito que ela vive o paradoxo de ter uma personalidade misteriosa, profunda e introspectiva por trás de atributos como a transparência, a leveza e a extroversão. Ela consegue viver nos dois mundos: o mundo misterioso, introspectivo e silencioso dos arquétipos psicológicos e o mundo aberto, extrovertido e ativo da comunicação. 

   
*Netuno


      Depois de mergulhar nas profundezas de Hades (deus da morte, da profundidade, das verdades dolorosas e da transmutação) e nas brumas de Netuno (deus do mundo sensível, lembrando que o símbolo da Psicologia faz alusão ao tridente de Netuno), ela consegue voar pelos mundos de Hermes/Mercúrio, o Mensageiro, transmitindo todas as informações que descobriu. Deus abençoou a Sarah com o dom da palavra e eu tenho certeza que as palavras dela têm o poder da cura...

           
*Hermes, o mensageiro com asas nos pés


     

       Assim como eu, ela tem uma visão crítica em relação à condução da Psicologia e da Psiquiatria tradicionais atualmente. Ela também não concorda com esta "mercantilização" do sentimento, onde Indústrias Farmacêuticas ganham dinheiro sobre a "loucura" das pessoas. Mas será que está todo mundo ficando louco mesmo? O que é normalidade? Podemos medir a mente humana com uma régua e determinar o que deixa de ser "normal"? Essas são as perguntas que rondam o intelecto da Sarah (e o meu também). 
     Sabe-se que o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statical Manual of Mental Disorders - DSM) continua a incluir "transtornos". Mas será que estamos realmente descobrindo "novos" e "inéditos" transtornos mentais? Ou estamos "rotulando" desnecessariamente alguns comportamentos, reações ou personalidades existentes que podem ser analisados de forma mais leve, espontânea e natural? 
      Se não tomarmos cuidado com a "mania" cientificista de encontrar "nomes" e "criar" transtornos para todo e qualquer sentimento humano que não seja a alegria dos comerciais de televisão, daqui a pouco o Luto pode virar um transtorno mental, já pensou?
      Sou leiga no assunto (sou advogada e não psicóloga hehehe), mas já ouvi falar que o "luto continuado" ou "luto persistente" não é considerado "normal". Mas será que a ciência realmente tem o poder de dizer quanto tempo um sofrimento pode durar? Será que a Psiquiatria e a Psicologia realmente possuem uma régua capaz e medir os sentimentos humanos e determinar quanto tempo o Luto pode durar? Com sapiência e especialidade no assunto, Sarah traz vários esclarecimentos para nós a respeito do Luto em seu TED (Conferência de Tecnologia, Entretenimento e Design). 
      A dor de perder um ente querido é o sentimento mais difícil, complexo, desconcertante, apavorante e chocante que o ser humano pode enfrentar. Mas, por mais que o Luto seja doloroso, ele também é dotado de beleza. Acredite se quiser, mas há muita beleza no Luto, o qual também possui lado bom. 
     E qual seria o "lado bom" do luto? Através do luto, aprendemos a viver melhor, pois somente a morte pode nos ensinar o que realmente tem valor na vida. Depois de perder alguém, ficamos mais maduros, porque adquirimos uma nova visão sobre a vida. Sendo assim, abandonamos velhos medos, frescuras, birras, infantilidades e desajustes. Talvez essa dor desconcertante seja a que mais tenha o poder de "consertar" a nossa alma quando experimentada com consciência...

                       

      

       Rubem Alves já dizia que Ostra feliz não faz Pérola, e eu acredito verdadeiramente que a Flor de Lótus é ainda mais bela por emergir do lodo. Para mim, a arte da Psicologia é extrair pérolas da dor humana. Remédios psiquiátricos não extraem "pérolas", mas apenas "anestesiam" sintomas de modo falso e efêmero. 
      Somente teremos a cura verdadeira quando encaramos os nossos "monstros" interiores com transparência e coragem. Infelizmente, estamos numa sociedade que tem medo de sentir dor. Uma sociedade cada vez mais fútil que somente se preocupa em estar "feliz" no Facebook. As pessoas viajam pelo mundo e postam fotos, mas não são capazes de fazer a viagem mais incrível que existe no universo: a viagem para o centro do próprio coração. 
      É preciso encarar a vida com mais profundidade. Somente uma experiência com a morte traz para as pessoas as verdades dolorosas e a profundidade da vida. Não saberíamos distinguir a tristeza da alegria se não experimentássemos as duas emoções. Assim como a alegria e a tristeza são duas faces de uma mesma moeda, amor e luto também estão unidos num fio eletrizante e único.
     Há pessoas que possem medo de amar, pois têm medo de sofrer. Essas pessoas são covardes e mornas, pois nunca saberão viver com intensidade, profundidade e verdade. O sofrimento faz parte do amor assim como a tristeza faz parte da alegria. Se você realmente quer ser feliz, não seja covarde e não fuja da tristeza! Ame as pessoas intensamente e não tenha vergonha de dizer "eu te amo", pois nós nunca saberemos qual será o nosso último dia por aqui.





*Acredito que a palestrante citada combina muito bem com a postagem, pois eu escrevi muito a respeito da dor de perder a pessoa amada numa guerra (amo ler romances que ocorrem na guerra hehehe). Já pensou perder o amor de sua vida para uma guerra cruel?

  Confiram o TED da Sarah! Está imperdível:




    https://www.youtube.com/watch?v=YojuFAdXT4U

10 Coisas que aprendi sobre Luto / Sarah Vieira/ TEDx Fortaleza

Obrigada, leitores, por terem lido a postagem até aqui! Desejo um Feliz Ano Novo a todos! Que 2017 tenha muito Amor e Paz! Que o amor e a guerra somente se encontrem nos livros românticos, açucarados e eletrizantes que eu leio hehehe, mas jamais na vida real. Desejo saúde a todos para que os nossos entes queridos vivam por muito tempo ao nosso lado! Desejo a sensação quente do amor dentro do coração e a plenitude de Deus acariciando a alma! Feliz 2017!

Abraço,

Tatyana Casarino. 

Texto escrito por Tatyana Casarino, advogada, poetisa e amante das Artes e da Cultura. 








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