O Cantinho de Tatyana Casarino. Aqui você encontrará Textos diversos e Poesias simples com a medida do coração.









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domingo, 6 de novembro de 2016

O beijo do vampiro



Tantos fantasmas na estrada
esperando a carruagem da donzela.
Noite escura, ponte amaldiçoada,
o vampiro quer o beijo doce dela.

Lua cheia, céu profundo, estrelas,

cenário perfeito daquela fascinação.
E, quando o sangue derrama quente,
o vampiro vibra como um trovão.

Um vestido de renda negro que se alastra,

beijando lentamente todo o salão.
Misteriosas estátuas deslizam e se afastam,
os brincos de rubi brilham como um vulcão.

A cauda do vestido negro é o céu,

e sua pele branca resplandece como a lua.
A cauda do vestido negro é o mar
cujas ondas são tecidas pelo caminhar.

O vampiro dança com a donzela,

a Fera abraça docemente a Bela.
O leão se apaixonou pelo cordeiro,
naquela noite melancólica de Janeiro.

O vampiro beija o pescoço da dama,

que exala um suspiro de prazer e dor.
Sob a pele fria, há uma alma em chamas,
tremendo por dentro de tanto ardor.

Seus dentes despedaçam a renda do vestido,

buscando pelo sabor do ombro dela.
O castelo é acariciado pelo calor das velas,
que anunciam flamejantes cantos místicos.

Ele suspira enquanto os ombros dela sangram,

ele puxa os seus cabelos e sussurra uma tolice.
Ele está caminhando embriagado pelo vento profano,
mas ela já se comporta como uma imperatriz.

"Meus ombros doem." ─ Ela sussurra.

E, então, ele lambe os arranhões.
Bebendo do sangue da alma pura,
ele navega por obscuras tensões.

Ela suspira docemente durante o beijo,

recitando juras de eterno amor.
Nos olhos dele, há a malícia do cortejo
pronta para torturar o seu esplendor. 

Suas carícias mergulham no mar

daquele vestido negro de renda.
Ele é como o barco do amar,
provocando as ondas de sua tenda.

Ela é como uma sereia noturna,

e o mar é todo o seu corpo.
Seus seios são o porto seguro
onde a face dele pousa.




Poesia escrita por Tatyana Casarino. 

2 comentários:

  1. Em matéria de sensualidade misturada com agressividade, nada supera os vampiros. São discretos, estilosos, sofisticados... Mas quando se sentem ameaçados, ninguém segura eles! E como diz o ditado, "no amor e na guerra vale tudo"...

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  2. Olá, Mateus! Fico feliz que tenha gostado da Poesia! A sensualidade aliada à atmosfera gótica e agressiva tem tudo a ver com os vampiros. Publicarei mais poemas nesse estilo gótico. Grande Abraço!

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