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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O último canto do nosso amor (Poesia e análise de Musical)



Em seus braços, eu canto
esse último canto profano,
divinamente orquestrado pela dor
e embalado pela luz do amor.

A sua máscara é a minha sombra,
a sombra da sua vida, a lua dos meus dias.
Há sempre mais uma música da noite
para ser cantada aos amores.

Nenhum vinho foi tomado,
nenhuma prece foi proclamada,
nenhuma carta foi escrita,
nenhuma doença foi curada.

A vida furtou o nosso amor
e a realidade ceifou a nossa alegria,
eis que os tigres matam os fracos
e devoram todos os sentimentalistas.

Os leões caminham sob o sol
enquanto os cactos sobrevivem no deserto.
Mas, sob o sol forte, as flores murcham e secam.
Sob o sol forte, a delicadeza sempre morre.

A sua vida sempre foi um deserto
e eu fui o seu oásis em flor.
Mas toda miragem um dia acaba
e toda flor um dia murcha de dor.

Os espinhos do deserto sempre ferem
enquanto o sol arde para queimar a nossa pele.
Eu entrei naquele labirinto de sentimentos
e conheci o abismo de todos os tormentos.

Ainda me lembro do seu sorriso divino
sempre tão raro de ser arrancado
de uma alma tão cheia de tormentos,
raivas, medos, revoltas e lamentos. 

Uma face queimada e estranha,
uma face rejeitada pela própria mãe,
um corpo privado das lascívias,
um espírito isento de ternas alegrias.

E, após enforcar o próprio carrasco,
uma jovem bailarina o levou ao teatro.
No subterrâneo de um teatro, havia um fantasma
estranhamente muito vivo e de refugiada alma.

Refugiado e melancólico, ele vivia
a escrever óperas sobre a beleza
mesmo escondido na feiura e na frieza.
Somente a música compreendia a sua vida.

Apenas a música elevava o seu espírito
e exorcizava todos os seus mais sombrios demônios.
Somente a música compreendia a sua alma,
somente a música demonstrava o seu brilho.

A música poderia ser a sua única obsessão,
mas então ele conheceu a bela Christine Daaé,
a voz da sua música, a voz de sua ópera,
a voz da sua vida, a voz de sua alma.

Entre nuvens e barcos, nós cantávamos
a canção do esplendor da união
entre a Bela e a Fera, o fogo e o gelo,
a beleza e a descrença, a donzela e o ancião.

Havia a beleza dos candelabros que surgiam
da mais turva água em direção à luz.
E todas aquelas estátuas venusianas*
brilhavam naquele recanto barroco.

Minha camisola branca de tecidos macios
e as suas luvas negras e ásperas.
O tom de sua voz que me dava arrepios
e as nossas almas em brasa.

Esqueça a luz da razão hoje
e ouça a música da noite.
Eu fecho os olhos e me esqueço do sol,
libertando-me para os desejos lunares.

A lua é sempre tão sincera e transparente,
a noite é sempre permissiva e silente.
Sem a solenidade lúcida da claridade,
nós nos entregamos um ao outro com vontade.

A sensibilidade cega e ilumina,
o amor ilude e contamina.
Nosso romance assim visceral
sempre esteve fadado ao mal.

Antes de eu partir, meu amado,
vou cantar esse último canto de amor,
orquestrado pela beleza das sombras
e embalado pelo divino do profano.

Poesia escrita por Taty Casarino

*Estátuas Venusianas = Estátuas belas, abençoadas por Vênus ou Afrodite. Venusiana é uma expressão relativa ao planeta Vênus, o qual está associado à deusa Afrodite nos mitos astrológicos. Afrodite é a deusa do amor, da beleza e da sexualidade. 

Esta poesia foi inspirada na cena final do musical Love Never Dies.



***Sobre Love Never Dies (com Spoilers)***

Love Never Dies, também chamado de Phantom II: Love Never Dies, é um musical romântico com música e produção de Andrew Lloyd Webber, letras de Glenn Slater, letras adicionais de Charles Hart, libreto de Webber e Ben Elton, com material adicional de Frederick Forsyth e Slater. É sequência de O Fantasma da Ópera, musical de Lloyd Webber, e não do livro de Gaston Leroux.



 Considerado por muitos como uma espécie autônoma de "Fantasma da ópera 2" que deu sequência ao famoso musical The Phantom Of The Opera, Love Never Dies (O Amor Nunca Morre) não corresponde à obra literária original do enredo Fantasma da Ópera de Gaston Leoux. Há várias mudanças estruturais. Em Love Never Dies, por exemplo, Raoul não é tão bom moço (é um pai frio e um marido ausente) e Fantasma da Ópera (Erik) demonstra mais expressamente a sua excentricidade.


                      


   Meg Giry, a bailarina de cabelos louros e face angelical, também não tem nada de boa moça como no Fantasma da Ópera original. Ao invés de ser uma amiga fiel e amorosa, ela nutre uma secreta inveja por Christine, a qual sempre brilhou mais do que ela nos palcos.

  Além do mais, sua profunda irritação diante da obsessão amorosa/obscura de Fantasma da Ópera por Christine culminou em um homicídio: Meg Giry atira em Christine no final de Love Never Dies. Em algumas versões da peça, o homicídio foi doloso (com intenção de matar) e em outras versões o homicídio foi culposo, sendo decorrente de um acidente no auge de uma crise de loucura de Meg Giry.

  


   O Fantasma da ópera sente-se culpado pela morte de Christine, mas sua culpa é aliviada pela presença de seu filho (sim, nessa versão, o Fantasma tem um filho). Pelo visto, aquela noite em que Erik e Christine cantaram "The music of the Night" rendeu...

           


 
     Nos braços do Fantasma, Christine canta a última ópera de amor. É uma cena belíssima, tocante, profunda e visceral para quem gosta de romantismo e uma pitada (na verdade intensas pitadas) de drama melancólico no melhor estilo. Uns podem achar algo sentimentalista demais, mas quem gosta do gênero se emociona (e muito).

                      

  
    Com qualidade ímpar, Love Never Dies surpreende artisticamente. Essa cena final é uma das cenas mais belas e românticas do musical (muito embora eu acredite que eu não teria fôlego para cantar com uma bala no interior de minha costela esquerda, sangrando e morrendo hehehe). Talvez eu preferisse que o meu companheiro me levasse ao hospital mais próximo, mas o Fantasma resolveu cantar ópera envolvendo o corpo de Christine, a qual morre em seus braços. Ah! Meu Deus, estou tendo pensamentos mais realistas e pragmáticos hehehe, mas continuo com o romantismo de sempre. O romantismo incorrigível é a minha marca e eu amo Love Never Dies com todo o meu coração. :)

         


  Algo que sempre chamou a minha atenção na cena final é a maneira com a qual o Fantasma da ópera persuade Meg Giry a devolver-lhe a arma. Meg Giry, muito manipuladora, dá sinais de que vai cometer suicídio, culpando o Fantasma da ópera por só pensar em Christine obsessivamente e nunca ter dado valor ao trabalho dela no Teatro.

             


  Meg Giry confessa se sentir desvalorizada e tem um surto de loucura. Ela estava prestes a entregar a arma ao Fantasma e ir embora, mas então o Fantasma cita o nome da Christine em um verso (até a persuasão dele é cantada, minha gente), e ela atira em direção à bela cantora que falece.

A música da persuasão e do momento do tiro é esta:

THE PHANTOM:
Give the gun, Meg.
Give me the hurt, and the pain, and the gun, Meg.
Give me the blame for not seeing the things you have done, Meg.
Give me the gun, Meg.
Give me the chance to see you clear at last.


MEG:
See me clear at last…

THE PHANTOM:
You feel ugly, you feel used.
You feel broken, you feel bruised.
Ah, but me
I can see
All the beauty underneath.

MEG:
(Spoken)
Yes.


THE PHANTOM:
(Singing)
You've been robbed of love and pride,
Been ignored and pushed aside,
Even so
I still know
There is beauty underneath.


MEG:
(Spoken)
Yes!



THE PHANTOM:
(Singing)
Diamonds never sparkle bright
If they aren't set just right.
Beauty sometimes goes unseen.

We can't all be like Christine. ---- Verso que irritou a invejosa Meg Giry, a qual atirou em Christine logo em seguida. Fantasma, por que tu cantaste este verso? Só para fazer a rima toda bonita de unseen e Christine? Não precisava rimar, viu?

MEG:
(Spoken)
Christine? Christine. Always Christine!

No! I didn't mean to!

Confiram a letra da música da cena final na íntegra, bem como a sua tradução no site do Terra Letras:

https://www.letras.mus.br/love-never-dies/1815906/traducao.html

Ela nutria inveja diante do brilho de Christine e confessa sempre ter se sentido ofuscada e perdida. Fiquei pensando se Meg nutria algum sentimento de amor por Fantasma e ciúmes de mulher para com Christine... Mas vejo que a inveja era mais pessoal diante do talento da bela cantora. 

Minha opinião:

            


  Sinto a versão Love Never Dies mais realista e melancólica do que o Fantasma da Ópera original. Desde a primeira vez em que assisti ao Fantasma da Ópera, sempre refleti que Christine estava fadada à morte. Acreditava que ela poderia morrer queimada no incêndio do Teatro no dia do acidente com o lustre. Eu e minha mãe inclusive pensávamos que The Point Of No Return, música do primeiro musical, era uma "preparação" para a morte de Christine.


            


  A morte de Christine não me surpreendeu tanto assim em Love Never Dies muito embora a peça teatral leve o fã a acreditar que ocorrerá a morte de Erik (o Fantasma da Ópera seria um Fantasma de fato se ele morresse hehehe). O que mais me surpreendeu foi a falsidade e a personalidade de Meg Giry, a qual eu considerava uma amiga fofa, doce e sincera de Christine. Mas, pensando bem, desde o primeiro musical, Meg Giry lançava uns olhares tristes enquanto Christine cantava, demonstrando que ela não se alegrava tanto assim diante do sucesso da amiga. Além do mais, sempre haverá uma mulher loura vilã tentando roubar o seu lugar, o seu "bofe" e estregar a sua vida... Isso não é surpresa... É até um clichê hehehe. A rivalidade entre louras e morenas não é de hoje... hehehe.

              

        

  Em minha imaginação, eu prefiro acreditar na versão proposta pelo primeiro musical: a de que Christine ficou com Raoul e foi feliz, morrendo bem velhinha após criar seus lindos filhos. Eu sempre fui uma das poucas mulheres que admite gostar de Raoul. Desde a primeira vez que eu assisti ao Fantasma da Ópera (há sete/oito anos atrás), eu gosto de Raoul.

          


  E, desde a adolescência, eu reflito sobre o Raoul ser essencial à felicidade de Christine por trazer mais liberdade e leveza a ela. Isto é sério mesmo muito embora as minhas amigas pensem que eu gosto mais de Raoul por ele ser cabeludo e eu achar charmoso homem com cabelos compridos hehehe (o ator Patrick Wilson tem cabelos louros e compridos até a altura dos ombros para interpretar Raoul no filme de o Fantasma da Ópera da Warnes Bros de 2004, curiosamente um estereótipo semelhante ao príncipe Adam de A Bela e a Fera e a um certo personagem de um livro meu cujo enredo foi preparado quando eu tinha 16 anos).

                    


 Eu acredito que Christine escolheu Raoul não por ser a opção mais fácil, mas por ser a opção mais certa. Raoul tem uma personalidade mais "solar", leve e fluída do que o Fantasma, e eu creio que Christie necessitasse de alguém assim para ela ser uma pessoa mais feliz e equilibrada. Todas as minhas amigas, as mulheres da minha família e as mulheres que eu conheço dizem que gostam mais do Fantasma da Ópera do que de Raoul. Elas dizem que Raoul é "sem sal" e várias outras coisas como:

    


"O Fantasma da Ópera é mais sensual e intenso."

"O Fantasma da Ópera é o verdadeiro amor de Christine."

"Christine foi covarde ao optar por Raoul."

Christine pode ter sido "interesseira" ao optar por Raoul.

Entretanto, eu não acredito que Christine seja má, interesseira, covarde ou insensível por ter optado por Raoul. Muito pelo contrário, ela é bondosa, humilde, corajosa e muito sensível. A canção "All I Ask Of You" é a prova viva que havia amor (sim havia amor) entre Christine e Raoul de fato. É um amor mais leve, mais clássico, mais romântico e mais suave -- nem por isso podemos afirmar que seja uma relação "sem sal" ou de comodismo. Vejo amor e brilho nos olhos de Raoul e Christine em All I Ask Of You. Acredito que é imatura essa noção de que o amor é sempre explosivo, visceral, passional e obsessivo como o de Fantasma da Ópera.


          



  Não acho que a opção de Christine por Raoul no primeiro musical foi comodismo ou covardia, mas foi uma opção muito verdadeira baseada no amor que mais trazia felicidade e paz de espírito à Christine. Acredito que ela amava os dois homens de fato (Erik e Raoul) de maneiras diferentes.

É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo? Nada é impossível. Christine era fascinada pela maneira com a qual o Fantasma da Ópera penetrava em suas fantasias mais obscuras e secretas. Desse modo, ela se envolveu em um amor que trouxe uma nova visão de mundo a ela: a de que a beleza está no interior das pessoas e de que é possível amar uma pessoa diferente. Mas ela também era fascinada pelo romantismo de Raoul e pela maneira com a qual Raoul curava os seus medos e trazia sorrisos ao seu rosto (mulher gosta de homem que a faz sorrir). 

                




   Amor não é só prazer e intensidade. Amor também deve trazer liberdade e paz de espírito, e acredito que essa seja a mensagem de Raoul e Christine. Sei que posso ser odiada por dar a minha mais sincera opinião hehehe, e que Raoul é bem impopular perto da popularidade de Fantasma, mas eu não ligo. Acredito que a ligação entre Erik e Christine jamais seria viável. E que o mais lindo da relação deles é justamente a qualidade das lições virtuosas e espirituais que eles receberam apesar da efemeridade. Erik aprendeu a ser uma pessoa melhor com Christine e Christine aprendeu a ser uma pessoa melhor com Erik hehehe. O intuito do encontro deles era fazer com que eles crescessem moralmente.

  Erik aprendeu a ser uma pessoa mais flexível, amorosa e tolerante com Christine. Ela derreteu o seu coração duro e adocicou o seu coração amargurado. O amor dela teve poder curador sobre ele. Para um homem desfigurado e rejeitado desde a primeira infância, ter sido amado por uma bela mulher teve um efeito incrivelmente terapêutico. O amor tem poder curador (essa é a lição mais bela da história na minha opinião).

          



   Todas as pessoas possuem um lado bom que pode ser despertado quando elas são tratadas com gentileza e doçura (eu acredito veementemente nisso). Por mais obscuro e amargurado que o Fantasma fosse, a doçura e a luz de Christine o cativavam. E essa fascinação por ela revelava um lado inconfessável dele: a de que, no fundo (bem lá no fundo da alma), ele ansiava pela luz apesar de se fazer de duro.


               

 

  Do mesmo modo, por mais bondosa e meiga que Christine fosse, a fascinação que nutria por Fantasma revelava um lado obscuro dela: a de que, embora ela parecesse angelical, ela também possuía sentimentos obscuros, densos e viscerais inconfessáveis. Erik e Christine eram o reflexo invertido um do outro. Há uma teoria psicológica e gnóstica que diz que todos nós somos espelhos um do outro, e eu acredito verdadeiramente nela. Vale lembrar que o Fantasma da Ópera sempre surgia do espelho de Christine...

               




   Sendo assim, o amor entre Erik e Christine trouxe curas psíquicas e fortaleceu os dois para seguirem em frente... ainda que distantes um do outro. Nem todo amor é possível. Não podemos cobrar de Christine o autossacrifício incondicional por Fantasma da Ópera. Ela não é um Anjo da Música fadado a viver no subterrâneo de um teatro para sempre. Será que a música realmente liberta? Todo excesso aprisiona. Ela estaria presa pela música ao lado de Erik. Ela é uma mulher que almejava levar uma vida mais leve e com liberdade. A escolha por Raoul foi uma escolha por liberdade sobretudo.

           



 A leveza de Raoul é um importante contraponto à intensidade de Erik. A intensidade fascina no início, mas leva à morte no fim (quase sempre)... Já a leveza pode construir um amor passo por passo como a lareira de outono cujo fogo ainda não é tão visceral, mas pode ser atiçado nos momentos certos com equilíbrio. E eu que sempre fui considerada "açucarada" e do tipo "emocional" refletindo sobre a importância da leveza e da lucidez em relacionamentos hehehe...


             



    Pelo visto, eu sou mais racional do que vocês pensavam hehehe. Continuo sendo poética e romântica, mas ainda acredito que o romantismo não precisa de grandes loucuras como muitos pensam. Acredito no romantismo feito através de simples gestos de cavalheirismo e que a felicidade reside nas coisas absolutamente simples. Gosto da simplicidade de Raoul. E, principalmente, gosto da leveza e do sorriso que ele traz. 



  Amor romântico não é para ser drama mexicano cheio de lágrimas. Amor romântico deve trazer doces sorrisos. E, quando você tiver de escolher entre dois amores, escolha aquele que borra mais o seu batom do que o seu rímel (frase que eu ouvi certa vez e gravei fortemente). É melhor beijar do que chorar.

              


  A angústia do amor passional traz um prazer eufórico meio sadomasoquista (no sentido emocional e não sexual do termo hehehe). Só o amor leve traz felicidade. ;)  


          



     Por toda essa interpretação que eu tenho do primeiro musical, eu prefiro o primeiro musical para sempre. Embora eu considere Love Never Dies belíssimo, eu não gostei de ver Raoul (aquele homem doce e leve) sendo transformado em um homem alcoólatra e em um pai ausente. Também não gostei de ver a doce e amável bailarina Meg Giry sendo transformada em uma pessoa amargurada, invejosa e assassina. Oh! Meu Deus! Descobrir que o seu marido é um alcoólatra e que a sua melhor amiga é falsa é tão terrível. Prefiro sonhar que Raoul é o bom moço da primeira versão e que Meg Giry é uma bela e confiável amiga. Eu acredito no Amor, gente. Eu acredito na amizade. Sou romântica incorrigível. Como é que pode essa versão do Love Never Dies, minha gente?


               


  

    Se Raoul não for um homem leve e Meg Giry não for uma amiga verdadeira, a história de Fantasma da Ópera perde todo o sentido original em minha opinião. De todo modo, acredito que Love Never Dies tenha uma lição de moral autônoma. Não gosto de ver Love Never Dies como uma sequência de Fantasma da Ópera ou como um Fantasma da Ópera 2.

                         


 

   Gosto de assistir Love Never Dies, compreendendo a história como uma história autônoma para não perder a magia da versão original. Apesar disso tudo, sou apaixonada por Love Never Dies hehehe, nutro indignação e paixão por essa versão hehehe.

        


 

   Se a amiga de Christine é falsa e se Raoul é falso, Love Never Dies passa a impressão de que o Fantasma da Ópera (Erik) era, na verdade, o menos obscuro de todos os personagens hehehehe. Irônico, não é? As aparências enganam... Melhor ter por perto uma pessoa "obscura" que admite os seus defeitos interiores e expressa a sua excentricidade do que uma pessoa "certinha" que esconde sentimentos ruins no armário como vícios, invejas, medos, raivas. Love Never Dies passa uma mensagem totalmente diferente do que aquela mensagem do Fantasma da Ópera original sobre a importância da leveza do amor que eu discorri acima ao falar de Raoul x Erik.

         




   Faz bem refletir sobre esse realismo ácido de Love Never Dies. Afinal, existem amigas falsas e homens alcoólatras. Apesar de toda essa realidade ácida, também há amor. O amor de Erik, apesar de obscuro, obsessivo e excêntrico, pode ser o mais verdadeiro. E pode ser o único amor que tem forças para sobreviver na eternidade. Quem sabe? O que vocês acham? Vocês, leitores, preferem o musical original "O Fantasma da Ópera" ou "Love Never Dies"? Comentem! Obrigada por terem lido até o fim. :)

Abraço!

Texto escrito pot Tatyana Casarino.

*Observação: Esta semana, dia 11 de Outubro, o Fantasma da Ópera completou 30 anos de Teatro Musical. Parabéns a todos os envolvidos! Há 30 anos emocionando as pessoas e ensinando que a beleza está no interior das pessoas e que, para despertar a luz de alguém amargurado pela vida, basta expressar amor e tratar a pessoa com gentileza e doçura. ;)


E, para quem quiser conferir, a cena final de Love Never Dies que inspirou o meu poema:



https://www.youtube.com/watch?v=nJEOQ6ecHb8

Love Never Dies

*Obs: No décimo quinto minuto (15:00) do vídeo, a cena começa a ficar mais dramática. A partir desse ponto, há a dramatização final.


Tatyana Casarino




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