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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Brindando o desencanto



Lá no deserto há várias flores,
e, em meu peito, há tantas dores.
O mundo é sempre desencanto,
a alma sempre está em pranto.

O medo é maior do que a paixão,
a lágrima convence a minha razão.
Minha boca logo vai gritar
o que o mistério deveria calar.

Minha essência pura é volúpia,
fogo em brasas, vulcão e furacão.
Mas, este medo esfria os meus afetos,
a rigidez ensina os teus decretos. 

Olho no espelho este corpo vivo,
que um dia não será mais do que pó.
Olho no espelho este espírito despido,
ávido para subir as escadas de Jacó.

O mundo profano é sempre tolo,
barulhento, estimulante e insano.
Quero fechar os meus olhos assustados
e cobrir os meus ouvidos estupefatos.

Deus está no silêncio e no vazio,
Deus está naquele espaço profícuo
onde a sabedoria plena reina,
tecendo o destino dos mortais.

Vamos tomar uma taça de champanhe,
o teu sorriso é sempre tão magnânimo.
A tua voz é sempre tão suave e doce
quando lamenta o nosso desencanto.

Brindaste comigo com espumante
e exclamaste com ironia e verdade:
"Bem-vindo ao mundo da efemeridade!"

Oh! Mundo das inúteis tempestades.

Quero o teu calor assim na eternidade
para que um sorriso seja a glória da vida.
Beija-me com toda a tua espontaneidade,
hoje não busco filosofias, mas sim a verdade.

Poesia escrita por Tatyana Casarino




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