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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A dama e o plebeu




Era uma vez uma carruagem
que atropelou um plebeu.
A dama com coroa de pérolas
saiu a procurar pelo beijo que perdeu.

Naquela aldeia, tocava uma alegre música
que fazia dos nossos corpos uma estrela.
Em teu sorriso, eu via a alma única
que eliminava suavemente a minha tristeza.

Flautas e liras beijavam a poesia
enquanto eu e o meu amor rodopiavam.
Naqueles dias de dança, havia grande alegria
quando as nossas mãos se entrelaçavam.

E, assim, dançando doce e alegremente,
eu e o meu amado éramos um só.
É lamentável que a vida traga tristes fatos,
transformando nossos laços em grandes nós.

Os empecilhos terrenos devastaram a alegria!
E, sem piedade, a morte ceifou a sua vida!
Vejo, em meu coração, dois jovens nobres e idealistas
que conheceram as trevas da realidade maldita.

Não demorou para a morte vir me buscar.
Carregada nos braços dela, estive a flutuar.
No além, encontrei a sua doce alma.
No reencontro, resgatei a minha calma.

Dançando entre as estrelas cadentes,
eu e você somos um só esplêndido brilho.
Sinto-me tão leve, tão purificada, tão sorridente
nesse mundo etéreo, lúcido e colorido.

A dama e o cavaleiro se amam,
a dama e o cavaleiro proclamam
o amor pelos quatro cantos do mundo
em um enlace espiritual eterno e profundo.

Poesia escrita por Tatyana Casarino.

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