O Cantinho de Tatyana Casarino. Aqui você encontrará Textos diversos e Poesias simples com a medida do coração.









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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Mais Cristo, menos Freud



Eu bebi o cálice em flor,
chorei docemente a minha dor.
Dê a sua mão para mim,
deixe-me colocar o anel de vidro.

A aliança divina forma o mar
cujas ondas infinitas do amar
anunciam a salvação pelo redentor,
o Mestre que cura a dor pelo amor.

Não me rotule agora, baby, de maluco errado,
não me chame de louco como todos os outros,
não culpe os meus pais, não zombe do meu passado.
A minha libido não é o meu único retrato.

Eu não sou divido, eis que ego, para mim, é vaidade.
Eu sou fruto único da santíssima trindade.
Entre o Ego, o ID e o Super Ego, divisão do pântano,
eu fico com o Pai, o Filho e o divino Espírito Santo.

O pensamento humano nunca será desvendado,
a ciência age cegamente muitas vezes
como um cachorro perseguindo o próprio rabo.
Enquanto isso, eu me ajoelho e me curo.

Ao invés de intoxicar o meu divino organismo
com pílulas químicas ilusórias do cientificismo,
eu confesso a Deus a minha glória e a minha dor,
dispensando psiquiatras e clínicas sem amor.

No território das emoções, houve um Mestre,
o verdadeiro pai de todas as ciências mundiais,
o verdadeiro patrono das curas essenciais,
que ensinou a olhar os lírios do campo.

Os remédios para todos os males são simples:
perdoar setenta vezes sete vezes os irmãos,
amar incondicionalmente com todo o coração
e procurar o saber e a lucidez infinitamente.

É por isso que eu sempre digo
para todos os meus amigos:
"Procure mais Cristo e menos Freud".
A luz do primeiro é infinitamente mais forte.

O primeiro ensinou-me a ter a vida plena,
no mundo das ideias e no andar sobre a areia.
Já o segundo, fumando o seu charuto,
coisificou o homem como um ser bestial e bruto.

O primeiro ensinou-me a olhar para mim mesma,
cultivando a vida interior e vencendo a terrena.
Já o segundo ensinou-me a olhar para os outros,
encontrando culpados e rotulando traumas prontos.

O primeiro ensinou-me a garimpar a vida,
extraindo, da dor e do passado, joias divinas.
Já o segundo ensinou-me a culpar o passado,
incitando-me a ter raiva de todos e a ser ingrato.

O primeiro ensinou-me a ter a mente lúcida e produtiva,
a acalmar as tempestades e a andar sobre as águas emotivas.
Já o segundo ensinou-me a ter nostalgia e malícia,
enxergando a culpa no passado e a libido nas avenidas.

É por isso que eu sempre digo
a todos os meus amados amigos:
"Procure mais Cristo e menos Freud".
A luz do primeiro é infinitamente mais forte.

Poesia escrita por Taty Casarino.

Observação:
  
   Esta é uma poesia crítica e, essencialmente, irônica. A poesia não busca atacar, fundamentalmente, Freud enquanto pessoa histórica, mas o personagem "Freud" tão "caricaturado" pela psicologia moderna e pelo cientificismo. É inegável a importância de Freud para a história da Psicologia, bem como para o pensamento moderno. É evidente que muitas de suas teorias são geniais, mas a idolatria de Freud nos tempos modernos é tão absurda que dá a impressão de que ele é considerado um "deus" para muitos.
 Não tenho nada contra psicólogos, pois tenho muitos amigos da área da psicologia e, inclusive, já frequentei uma psicóloga maravilhosa na infância, a qual auxiliou o meu processo de autoconhecimento e da superação da fobia escolar. A minha crítica é para o cientificismo. A ciência é maravilhosa, sem dúvidas. Mas a idolatria da ciência em detrimento de outros saberes "alternativos" e subestimados tornou-se uma doença da modernidade.
  Sócrates há muito tempo já dizia: "Conhece-te a ti mesmo". Jesus Cristo ensinou-nos a amar o próximo como a nós mesmos. Para mim, as curas de todas as doenças mentais estão no Amor. Amor por si mesmo, Amor pela Vida, Amor pelo próximo.

                       
   
    O Amor cura medos, fobias, pânicos e transtornos psíquicos de toda a ordem. Defendo Cristo neste poema não de maneira dogmática ou vinculada à religião tradicional, mas de maneira psicológica. Eu considero Cristo o pai da Psicologia e não Freud, sabem o porquê? Porque Cristo não se abalou psicologicamente em nenhum momento de sua vida, nem na cruz. Ele foi o único a ter uma vida perfeita em termos psíquicos. Ele manteve uma vida psicológica equilibrada, saudável e lúcida, eminentemente lúcida. Ele não perdeu a lucidez em nenhuma tempestade da vida dele nem quando foi torturado física e mentalmente na jornada até a cruz. Enquanto isso, nós facilmente perdemos a lucidez pelos motivos mais míseros e mesquinhos...
    Lucidez, temperança, equilíbrio, compaixão e empatia: valores tão sagrados para a vida de Cristo e tão perdidos nos tempos atuais. Se a sua religiosidade não lhe deixa mais lúcido e amoroso, é hora de repensar acerca da sua religião.  Aos olhos do Grande Arquiteto do Universo, que é toda a Luz, toda a Ordem e toda a Harmonia, mais válidas serão as atitudes de um ateu lúcido e amoroso do que as de um religioso fanático e intolerante...
     A religião sempre foi a psicóloga e a consoladora da humanidade. Este é verdadeiro papel dela: aconselhar o ser humano no caminho da tolerância e da lucidez e não no caminho da intolerância e da loucura. Antes da divisão cartesiana das ciências e do surgimento da psicologia, a fé e o conhecimento estavam muito próximos. Os monges detinham conhecimentos sagrados e preciosos sobre a natureza humana. Os padres faziam o papel de psicólogo durante a confissão dos fiéis hehehe.
     A cura do corpo físico do ser humano pode ser dada através da medicina, mas a cura mental é muito mais complexa. A cura da mente requer lucidez. E tal lucidez somente pode ser encontrada na luz que harmoniza todas as coisas. Esta luz vem do Alto...
    É evidente que determinadas doenças psiquiátricas necessitam de remédios para o equilíbrio bioquímico mental. Eu respeito muito o trabalho dos cientistas e dos psiquiatras, assim como respeito a dignidade de todas as outras profissões. No entanto, tais remédios apenas serão "paliativos"  e eternas "muletas". Reflitam com sinceridade no interior de vocês: Por acaso, vocês já viram alguém sair plenamente curado de todos os seus males psíquicos após as consultas psiquiátricas? Reflitam, apenas reflitam...
    Em tempos de fervores políticos, discussões de toda a ordem, espíritos combativos e agressividade sem rédeas, cultivar a importância da temperança em nossas vidas é uma dádiva. Mais temperança, por favor!


  




*Informações Extras:

        


*Para quem gosta do assunto, sugiro Análise da Inteligência de Cristo, que é uma coleção do psiquiatra e escritor brasileiro Augusto Cury. A coleção tem por objetivo promover uma abordagem do lado psicológico e comportamental de Jesus com aplicação nas diversas áreas do conhecimento humano. Sua obra, publicada em dezenas de países, é dividida em cinco livros: O Mestre dos Mestres, O Mestre da Sensibilidade, O Mestre da Vida, O Mestre do Amor e O Mestre Inesquecível.


*Significado de Temperança: A temperança (em latim: temperantia de em latim: temperare "guardar o equilíbrio") é uma das quatro virtudes cardinais, caracterizada pelo domínio de si e pela moderação dos desejos. As noções de virtude e vício da ética clássica grega, presentes nos trabalhos de Platão, foram sistematizadas por Aristóteles (384 a.C-322 a.C.) em Ética a Nicômaco, texto dirigido ao seu próprio filho.

“A temperança é um dos maiores prazeres.”
Goethe, Johann.

*Arcano XIV do Tarot: A Temperança (imagem do poema)

A princípio, a imagem da Carta do Tarot A Temperança faz alusão ao ato de “temperar”, ao colocar água no vinho, para amenizar seus efeitos. O contrário também procede, fazendo agora uma curiosa referência às Bodas de Canaã, onde Jesus fez exatamente o contrário, transformando a água em vinho, para alegrar o casamento.
A Temperança se apresenta, portanto, como o equilíbrio, inclusive em seu aspecto humano de gênero indefinido. Não fica explícito o caráter dominante. Masculino e feminino se equilibram na figura, que é alada.

*Curiosidade:




A Princesa Bela, personagem da Animação "A Bela e a Fera' da Disney, é considerada a princesa da temperança. Ela foi a única capaz de derreter o coração da irada e nervosa Fera, ensinando, ao príncipe Adam, a virtude da temperança.


Tatyana Casarino

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