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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Déception Éternelle




Déception Éternelle

*Decepção Eterna (tradução do francês para o português)

Convida-me para a laje que eu vou,
pra laje que eu vou, pra laje que eu vou.
Eu prefiro amigo pobre, porque rico é um horror.
Enquanto a justiça analisa, o desespero já sentenciou.

Convida-me para a laje que eu vou,
pra laje que eu vou, pra laje que eu vou.
A alta sociedade anda muito falsa,
e eu não quero sujar o meu amor.

Dentre os ricos, há tanta ilusão e falsidade
que eu me pergunto: "quanto custa a verdade?"
Descobri, pois, que a verdade anda muito cara,
sinto muita dor diante dessa inútil fanfarra.

Por trás do terno e da gravata,
o véu revelado expõe o terror
da suja flor dos vulcões de corrupção.
Eis aqui a decepção em massa.

Vejo que caíram todas as máscaras
e, do fundo do mar, revelou-se a podridão
da vaidade e do poder sem compaixão.
Estamos perdidos num céu sem estrelas.

Estamos perdidos num céu sem estrelas.
Estamos sem luzes, sem guias, sem rumo,
cambaleando em um abismo de revelações,
dolorosas sentenças, tristezas verdadeiras.

Não há nada que possa suavizar
a brasa da revolta fogosa brasileira.
O sistema sangra, o povo chora, a justiça grita,
e não há nada que possa estancar tal hemorragia.

A justiça tenta em vão cicatrizar as chagas
de todas as opressões, dores e mágoas,
mas o fel do estelionato é mais profundo
como os destroços de um navio no oceano.

As disputas são como bravas sereias
a rondar os destroços em busca da verdade.
No futuro, dos destroços, restará o pó,
e estaremos perdidos num céu sem estrelas.

No futuro, a verdade será expelida por vulcões,
e estaremos embriagados pela hipocrisia.
o sei o porquê de tanto ódio e histeria
se, futuramente, choraremos por novas decepções.

Poesia escrita por Taty Casarino.





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