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sábado, 30 de abril de 2016

A lua, o mar e o caranguejo



A lua cheia sobre a areia
excita as ondas do mar,
que resolutas despejam emoções,
pérolas escondidas na aventura do amar.

Um caranguejo cambaleando solitário
recebe a luz prateada do luar
enquanto o vento balança os meus cabelos,
levando o meu chapéu lilás para o fundo do mar.

Olho em direção ao oceano noturno,
e ele me chama pelo nome completo,
eis que, repentinamente, vejo a sombra da lua,
a qual espelha no céu o espectro de uma deusa nua.

Tua malícia cativou a minha alma,
todos os ventos me levaram ao teu encontro.
Doces olhos verdes despertos e silentes
de um homem proibido e inconsequente.

A chama da tua cruz vive em mim
como gotas de luar a abençoar a redenção.
O amor queima a lucidez e cega os olhos,
mas a fé ressuscita o viver e perdoa a ação.

Teu espírito conversa comigo no astral,
tu vestes branco e caminhas sobre a areia.
Ao ver os teus pés a caminhar, eu choro,
corro ao teu encontro no espaço sideral.

O mar, o caranguejo e a lua cheia,
num espaço profícuo o amor renasce
dentro da sombra do infinito, perdido em cálices,
eis o cavaleiro de copas e a sua imperatriz.

Abraçamos as estrelas da esperança,
mas choramos sobre a areia da dor.
As vibrações dos lobos sobre a bonança
acrescentam pérolas ao nosso amor.

Nada é mais triste do que a sombra de um sonho,
nada é mais real do que o limite humano,
pois a vida é apenas um sopro no caos,
uma alma vendada a procurar pela luz.

A ordem do Grande Arquiteto do Universo,
a luz brilhante do Mestre Jesus,
a lucidez de todos os santos e anjos,
tudo é bússola que nos conduz.

Mergulhada em águas profundas,
observo a minha vida refletida na lua,
uma criança madura, uma mulher insegura,
um cavaleiro sedento e uma dama nua.

A lua é o grande espelho da alma,
o mar é o berço dos sentimentos
que são instáveis, ondulados e invencíveis
como uma onda que desequilibra o corpo é a paixão.

Como um caranguejo cambaleando,
perdido rumo à terra firme,
assim sou eu recuperando a lucidez
após as paixões de correntezas violentas.

Saio do mar ainda perdida,
cambaleando sobre a areia pela vida,
a luz do sol causa dor na vista ao amanhecer o dia.
Tudo é reconstrução ao lado da realidade.

Poesia escrita por Taty Casarino.



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