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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Retrospectiva Cultural 2015

    Olá, pessoal! Hoje venho trazer na postagem uma retrospectiva cultural de 2015, onde destaco o livro, o filme, a música e o palestrante que marcaram presença em minha vida neste ano. Que tal conferir? :)


1- Livro do Ano: O Corcunda de Notre Dame
Editora: Zahar
Autor: Victor Hugo
Tradução, apresentação e notas: Jorge Bastos

           


Sinopse: Na Paris do século VX, a cigana Esmeralda dança em frente à catderal de Notre Dame. Ao redor da jovem, dançam outros personagens inesquecíveis -- como o cruel arquidiácono Claude Frollo, o capitão Phoebus, a velha reclusa Gudule e, claro, o disforme Quasímodo, o corcunda que cuida dos sinos. Com uma trama arrebatadora, que tem a cidade de Paris como bem mais do que um mero pano de fundo, Victor Hugo criou um dos grandes clássicos do romantismo francês, de leitura irresistível.

  Por que eu considero este o livro do ano? Porque este foi o livro que mais me cativou durante a leitura. No começo, ele parece denso, cansativo e formal devido às variadas e detalhadas descrições que Victor Hugo faz acerca da arquitetura e dos cenários. Mas, basta o personagem Quasímodo entrar em cena para a leitura se tornar cada vez mais atraente.
   Há um certo magnetismo inerente aos personagens criados por Victor Hugo, eis que eles parecem reais e é possível sentir as vivências de cada um deles. Mais do que um deleite literário, este livro é um aprendizado, pois cada página escrita por Victor Hugo equivale a uma aula sobre como escrever bem. Para quem quer ser escritor, sugiro a leitura deste grande clássico com um olhar aguçado de quem sonha em fazer parte da arte literária com maestria.
    Além de ser um deleite literário e um aprendizado acerca da arte de escrever, este livro equivale a sessões de psicanálise, pois cada página é um encontro com o próprio ser. Para aqueles com uma visão aguçada da vida, que gostam da arte do autoconhecimento e de extrair significados místicos e ocultos de tudo que veem, este livro é mais do que recomendado, considerando as altas doses de simbolismo e as reflexões filosóficas carregadas de ironias inteligentes nas entrelinhas.
     Eu consegui enxergar dentro de mim a doçura e a graça de Esmeralda, as angústias de Quasímodo, a vivacidade poética de Gringoire e a complexidade melancólica de Frollo. Era como se todos os personagens fossem espelhos psicológicos para mim. Demorei para finalizar a leitura da obra, pois tive que conciliar tal leitura com os estudos para a OAB.
     Saboreei cada página, e confesso que, quando cheguei ao final, senti uma tremenda saudade do livro hehehe, o típico "vazio" que os fãs sentem ao terminar a leitura de um livro bom.

*Destaque para esta edição da Editora Zahar que inclui mais de 50 ilustrações originais ao longo do livro e, por incrível que pareça, consegue propiciar notas de rodapé cativantes. :)


2- Filme do Ano: A Ponte dos Espiões

Título original: Bridge of Spie /De: Steven Spielberg / Com: Tom Hanks, Mark Rylance, Scott Shepherd, Amy Ryan, Sebastian Koch, Alan Alda /Gênero: Drama, Biografia / Classificação: 12 anos / Outros dados: GB/Índia/EUA/ALE, 2015, Cores, 141 min.

          


 
  Sinopse: Início da década de 1960. Os EUA e a União Soviética encontram-se em plena Guerra Fria. Em 01 de Maio de 1960, um U-2 (avião de reconhecimento norte-americano) sobrevoava o território soviético quando é atingido pelo inimigo. Francis Gary Powers, o piloto, consegue sobreviver ao saltar de paraquedas, mas é posteriormente capturado e feito prisioneiro. A sua captura transforma-se num problema de Estado pois, se Powers ceder, pode revelar informações fundamentais que poderão colocar em causa muitas das estratégias militares dos EUA. É então que James B. Donovan, o advogado encarregado de defender Rudolf Abel, um espião do KGB capturado anos antes pelo FBI, é contatado para negociar a libertação do piloto em troca da libertação do seu antigo cliente, a cumprir 30 anos de pena de prisão. Mesmo sem experiência em negociações deste nível, Donovan viaja até Berlim (Alemanha), onde se torna numa peça essencial dos negócios entre os Estados Unidos e a União Soviética. Num esforço para fazer o que é correto e cumprir a sua missão, Donovan vê-se enredado num ambiente de tensão política entre dois polos inimigos. E ele sabe que qualquer passo em falso pode significar o início de uma guerra entre duas superpotências e a consequente morte de milhares de inocentes.

  Escolhi A Ponte dos Espiões como o filme do ano, pois foi o filme que mais prendeu a minha atenção do início ao fim. Marcado por eletrizantes surpresas, mistérios e revelações, este filme exerce um certo magnetismo para quem está assistindo à história. Como sou fã de enredos históricos, principalmente quando envolve história das Grandes Guerras ou o período da Guerra Fria, este filme me fascinou.
    Além do mais, como advogada, fiquei ainda mais fascinada com a retórica e o espírito diplomático e justiceiro do advogado Donovan interpretado por Tom Hanks que consegue, por meio de palavras e não de armas, arquitetar um plano para harmonizar as relações políticas entre os EUA e a URSS e libertar os prisioneiros acusados de espionagem.
    A perseverança de Donovan é admirável, pois, mesmo sob críticas duras, jamais deixou que fosse abalada a confiança em seu ideal, mantendo os seus propósitos firmemente até o fim. A opinião pública dos cidadão norte-americanos acerca de Donovan muda drasticamente durante o filme, passando dos olhares raivosos dos passageiros do ônibus perante a sua escolha em advogar para um possível espião da URSS dentro dos EUA até a admiração e os louros pelas negociações incríveis que conseguiu efetuar para o bem dos EUA -- descubram as negociações vendo o filme :).
    Este filme deixa uma linda mensagem acerca da importância em se manter firme e perseverante quando há dentro de nós um ideal de justiça, diplomacia e harmonia, mesmo que sejamos à princípio zombados, incompreendidos ou considerados teimosos, pois no futuro colheremos os frutos da nossa visão aguçada e do nosso ideal justo. Além disso, provoca grandes reflexões acerca da falta de importância das críticas, porque o pensamento de massa é sempre volúvel, mas os nossos ideias devem ser firmes.

 *Destaque para a informação de que o filme é baseado em fatos reais e que o advogado Donovan realmente existiu. :) Este filme e seu personagem principal se encaixam perfeitamente em uma frase que ouvi num vídeo motivacional: "Os que hoje te chamam de louco amanhã vão te chamar de lenda."

3- Música do Ano: A Estrada de Cidade Negra

          



   Escolhi esta música para ser tocada durante o meu momento de colação de grau no curso de Direito. É uma música muito especial e que marcou o ano de 2015 para mim, pois ouvi diversas vezes essa canção cuja letra se encaixa perfeitamente com a minha história de vida e a minha trajetória escolar e acadêmica. Fiz questão de escolher uma música brasileira para me representar e que fosse cantada por uma banda pela qual tenho tanto carinho, pois canto as músicas de Cidade Negra desde os meus 3 anos de idade hehehe.

   Cidade Negra é uma banda brasileira, originalmente de reggae, com outras influências, como soul e o pop rock. Formado por Toni Garrido (vocal), Bino Farias (baixo) e Lazão (bateria) o grupo surgiu na cidade de Belford Roxo, no Rio de Janeiro em 1986. Suas letras falam de amor e problemas sociais.

Confiram o meu trecho favorito da música e um vídeo com a canção:

Você não sabe o quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas antes de dormir
Eu nem cochilei
Os mais belos montes escalei
Nas noites escuras de frio chorei, ei, ei, ei
Ei, ei, ei, ei, ei, ei, ei


Você não sabe o quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas antes de dormir
Eu nem cochilei
Os mais belos montes escalei
Nas noites escuras de frio chorei, ei, ei, ei
Ei, ei, ei, ei, ei, ei, ei


A vida ensina e o tempo traz o tom
Pra nascer uma canção
Com a fé do dia a dia encontro a solução
Encontro a solução


        

4 - Palestrante do Ano: Leandro Karnal
            
 
   
   Descobri o professor Leandro Karnal por acaso em um belo dia onde estava no YouTube à procura de uma palestra no café filosófico, visto que sou fã de filosofia e reflexões sociológicas.
    Assisti ao vídeo Ódio no Brasil, onde ele fala acerca das raízes dos conflitos brasileiros e fiquei fascinada pela eloquência, retórica, intelecto refinado e humor incrivelmente inteligente desse professor. A partir desse dia, passei a buscar mais vídeos dele no YouTube e me deparei com uma série de vídeos interessantíssimos, onde ele reflete acerca das vicissitudes da vida contemporânea, relacionando os valores modernos e os antigos, em especial os valores judaico-cristãos.
   Muito embora o professor seja agnóstico, as análises que ele faz sobre as histórias bíblicas e dos pecados capitais possuem uma qualidade ímpar, e eu como espiritualista cristã fiquei fascinada com as reflexões altamente filosóficas e históricas em relação à moral judaico-cristã efetuadas por este admirável professor que possui formação em História.
   Mais do que um deleite intelectual, as palestras deste brilhante professor equivalem a sessões de psicanálise, tendo em vista que ele provoca nos ouvintes altas reflexões acerca do sentido da vida, da busca pela felicidade, da superação do medo social e da libertação dos paradigmas midiáticos e contemporâneos. Quem sabe atentamente ouvir o que este professor tem a ensinar conseguirá libertar sua mente de muitas amarras.

   Adoro todas as palestras dele, mas vou compartilhar aqui no Blog uma das minhas palestras favoritas, onde há reflexões acerca do Orgulho, o qual é considerado o "pecado dos pecados" na moral judaico-cristã.

  Leandro Karnal - O mal primordial: o orgulho nosso de cada dia - cpfl cultura  



Espero que tenham gostado da postagem! Um grande abraço e que venha um 2016 com muito mais alegria e cultura para nós! :)

Tatyana Casarino


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