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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

No labirinto do destino




No labirinto do destino,
laços de amor fortificam
as faces, os abraços, os sorrisos
que nutrem o tempo e a glória.

Memória de tempos remotos,
doces lembranças que já se foram,
loucos dançando na lua,
sérios engravatados na rua.

As crianças cresceram, tornando-se adultas,
os adultos envelheceram, enrugaram,
tornaram-se velhos e grisalhos.

As casas abrigam teias de aranha,
a dor da perda profana,
o pensar demais, saber demais,
o pensar demais, poetar demais.

Os amores secretos profanam
a sacralidade (in)glória do amor.
A dor lateja na alma, esgota a calma,
melancolia eterna, pesar e sofrer.

Olhos diferenciados, espantados,
pensar genial, ira bestial,
alma complexa, paradoxal.

Beija os meus olhos devagar,
pousa em meu olhar o teu encanto,
acaricia minh'alma com um sorriso,
com palavras, faça-me carinho.

O platônico arde na alma poética
como a carne arde o corpo da prostituta.
Mas, se do verbo surgiu a carne,
permita-me Deus escrever a realidade.

Não quero ser mais uma pessoa
que nasce, cresce, sobrevive e morre,
Quero viver com alma grande,
alma faminta, alma marcante.

No labirinto do destino,
eu encontrei você naquela tarde.
Siga o meu acalento,
abraça-me com ternura.

No labirinto do destino,
os heróis se aposentam,
os mestres um dia morrem,
os jovens envelhecem.

No labirinto do destino,
as crianças crescem,
os calouros tornam-se veteranos,
os veteranos viram bacharéis.

No labirinto do destino,
o aluno torna-se professor,
o filho torna-se pai,
o pai torna-se avô.

No labirinto do destino,
as rugas cobrem faces,
os cabelos embranquecem,
o vigor se torna doença.

No labirinto do destino,
o aprendiz supera o mestre,
o filho compreende o pai,
a rebeldia torna-se aceitação.

No labirinto do destino,
os véus da ilusão vão caindo,
mostrando as almas nuas,
repletas de dor e cor.

Poesia escrita por Tatyana Casarino

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