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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Vencendo a vulnerabilidade

“Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta.” Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico, diferente do que se encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos um artifício sentimental, com a vantagem única de fazer mais sensível a criatura à impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca da vitalidade na influência de um novo clima rigoroso.

 

Trecho de "O Ateneu" de Raul Pompéia.

 
 


 
 

 

As respostas sempre estão no fundo da alma,
ainda que você possa ter se esquecido de onde veio,
o seu espírito sempre estará lá.

Conecte a sua alma ao seu espírito,
os candelabros choram de dor,
e há uma vela mais chorosa dentre todas,
e esta vela sou eu.

A minha alma chora,
derrete em sua vulnerabilidade
ainda que meu espírito brilhe e queime.

"A vida em Malkut dói,
mas estar vivo é sentir dor,
e, quando a sua alma doer,
significa que você está vivo".

Esta angústia que queima em mim
também queima em você.
Ela queima em todos os oprimidos.
Eu sei, eu posso saber o que é se sentir assim
tão oprimido e vulnerável.

"Você nunca estará sozinha, filha".
Eu posso confiar em minha mãe,
e isto me dá forças para caminhar.

O mundo é hostil demais para mim,
a escola é hostil demais para mim.
Deixe-me ficar sozinha
no conforto de meu lar.

Gritos de uma alma sofredora
perdida no escuro de seu coração.
Meu coração ainda tem luz,
e minha mãe faz aparecer coragem em mim.

Não consigo exorcizar todos esses medos,
não consigo abandonar todas as angústias.
Meu coração dói e isto é tudo.

Abraça-me e fique aqui,
diga que tudo ficará bem,
eu sinto que posso morrer
se ficar perdia e sozinha
neste lugar hostil.

"Você nunca estará sozinha, filha, nunca".
A força de uma mãe
faz florescer a força de um filho.

Vozes e sussurros daqueles que passam
são sutis e amargas palavras que eu posso ouvir:
"Aquela menina não terá jeito com suas lágrimas
tão histéricas e vergonhosas,
não se sabe o que faz aquela mãe persistir".

A dor que está em você
arde dentro de mim.
Na nossa angústia compartilhada,
você limpas as minhas lágrimas com carinho.

No nosso mútuo sofrimento,
desde Maria e Cristo,
a mãe sente todas as dores da cruz
que machuca o seu filho.

Não consigo lutar contra este medo,
não consigo gritar o suficiente para afastar a dor.
Você foi o meu calor na frieza,
você foi a minha coragem no medo.

Por favor, não vá embora,
abraça-me mais uma vez neste banco frio
antes que eu tente lutar contra mim mesma
por mais uma vez.

"Você vai conseguir vencer esta luta".
Sou muito fraca e tenho medo.
"Você é forte e corajosa, querida".

Abraça-me mais uma vez,
você sente a minha dor,
e eu seu que não estou sozinha.
"Você nunca está sozinha, filha, nunca".

Não consigo lavar este medo,
não consigo lutar contra esta dor
não consigo fazer esta angústia acabar.

"Você é forte e inteligente,
já vejo em você uma grande pessoa."
Debaixo das minhas lágrimas vulneráveis,
você acredita em mim e isto me dá forças.

"A força de uma mãe
sempre faz surgir a força do filho".
A dor é sempre um método
para amadurecer rápido.
A dor é sempre um meio
de conhecer quem realmente somos.

Ter fé em si mesmo
é ter coragem para vencer,
vencer a própria vulnerabilidade.

Poema de Taty Casarino.




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