O Cantinho de Tatyana Casarino. Aqui você encontrará Textos diversos e Poesias simples com a medida do coração.









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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Uníssono



Na adversidade, ela me protege,
na escuridão, eu sou a sua guia.
E, embora os outros possam ter medo
da escuridão dela, sob seu escudo,
eu me fortaleço, e, sob suas asas,
a minha luz brilha mais.

Todas as minhas forças primitivas
hoje estão em uníssono
com a lucidez do meu espírito.
Bebi o cálice da sabedoria
e carrego o ônus de olhos sem véu.

Toda a minha agressividade
hoje está direcionada para o bem.
A minha sombra é o meu escudo
e a minha luz é a minha espada.

Luz e sombra em uníssono,
dia e noite celebrando
o casamento do sol e da lua,
homem e mulher se amando.

Se a vida é dual, quem sou eu?
A integridade da Bela e a Fera,
a doçura de vênus, o veneno de plutão.

O mundo está doente e desintegrado.
As forças da sombra ficaram desnorteadas,
negativas e tresloucadas, atacando sem mérito
o nosso bem querer inato.

Ah! Se tu soubesses canalizar teu potencial sombrio
com teu espírito de luz sem precedentes,
a centelha de Deus brilharia
sem ser atacada pela artilharia
desse mundo tresloucado.

Sem a proteção da sombra,
a luz não poderia brilhar.
Assim como os anticorpos
precisam atacar os vírus,
precisamos ter sombra
para defender-nos das outras.

Ser esclarecido num mundo cego
é uma dor que fere a alma.
Quando aprenderemos que tudo o que acontece
é aquilo tudo que está dentro da gente?

Loucura e insanidade,
uníssono e dualidade,
yin e yang,
dia e noite.

Por trás do sorriso e da beleza de vênus,
existe a força de plutão sustentando.
A doçura lúcida só existe na medida que se conhece
o sabor do veneno do inconsciente.

Poema de Taty Casarino.

Esse poema retrata a união da nossa luz (lucidez, espírito, consciência) com a nossa sombra ( forças primitivas, inconsciente, nebulosidade) para uma integração bem direcionada e equilibrada de uma vida esclarecida pela sabedoria.








2 comentários:

  1. Não sei se você lê a coluna do Luiz Felipe Pondé na Folha de São Paulo, mas ele fez nessa segunda um comentário interessante a respeito da dualidade da alma e o autoconhecimento, afirmando que os jovens, antes de salvarem o mundo, devem salvar a si mesmos, sob pena de o caminho ficar "incompleto" (a dicotomia entre a auto realização e a nossa imagem na sociedade).

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2014/09/1515902-o-chamado-a-salvar-o-mundo.shtml

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  2. Muito obrigada por compartilhar o link, li o texto do Luiz Felipe Pondé e achei muito interessante a crítica dele. Realmente, não adianta tentarmos "salvar o mundo" sem antes termos auto conhecimento. "Conheça-te a ti mesmo" como dizia o pai da filosofia é o primeiro passo para qualquer existência. "Seja você mesmo a mudança que quer ver no mundo" como afirmava Gandhi. Abraços, Taty.

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