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sábado, 25 de setembro de 2010

Romantismo na música


Esse músico pode ser considerado romântico pela dramaticidade, emoção e intensidade de suas músicas. Porém, a qualidade formal se adere à parâmetros clássicos

A música de Beethoven está entre o classicismo e o romantismo. É clássica pelo rigor da forma musical, e romântica pela emoção íntima. Percorreu, conforme tese aceita, três fases ou períodos diferentes: a juvenil, a madura, e uma terceira fase que não convém designar como estilo de velhice, num artista que morreu com apenas 57 anos.
Foi o regresso de Viena que o motivou a um curso de literatura. Foi aí que teve o seu primeiro contacto com Ideais da Revolução Francesa, com o Iluminismo e com um movimento literário romântico: Sturm und Drang - Tempestade e Ímpeto/Paixão;dos quais, um dos seus melhores amigos, Friedrich Schiller, foi, juntamente com Johann Wolfgang von Goethe, dos líderes mais proeminentes deste movimento, que teria uma enorme influência em todos os setores culturais na Alemanha

Em 1792, já com 21 anos de idade, muda-se para Viena onde, afora algumas viagens, permanecerá para o resto da vida. Foi imediatamente aceito como aluno por Joseph Haydn, o qual manteve o contacto à primeira estadia de Ludwig na cidade. Procura então complementar mais os seus estudos, o que o leva a ter aulas com Antonio Salieri, com Foerster e
Albrechtsberger, que era maestro de capela na Catedral de Santo Estêvão.
Tornou-se então um pianista virtuoso, cultivando admiradores, os quais muitos da aristocracia. Começou então a publicar as suas obras (1793-1795). O seu Opus 1 é uma colecção de 3 Trios para Piano, Violino e Violoncelo. Afirmando uma sólida reputação como pianista, compôs suas primeiras obras-primas: as Três Sonatas para Piano Op.2 (1794-1795). Estas mostravam já a sua forte personalidade.

Primeira fase: É caracterizada pôr um estilo tempestuosamente emocional, contemporâneo do pré romantismo alemão, embora se encontrem ainda traços mozartianos.Principais obras: Sonata op.13 para piano (Patética), Quarteto para cordas op.18,Septeto op.20, suas duas primeiras sinfonias

Segunda fase: Clássica na forma, mas romântica e individualista. É a fase das obras tipicamente beethovinianas. Principais obras: Sonata op.27 N.2 (Ao Luar), Sinfonia N.3(Heroica), Sinfonia N.5, Sinfonia N.6 (Partoral), Sinfonia N.7 , a ópera Fidélio, os concertos para piano e orquestra N.4 op 58 e N.5 op.75 (Imperador),o concerto para violino e orquestra op.61; os trios op.70 N.1 (Fantasma), e op.97 (Do Arqueduque), a sonata para violino e piano op.47 (Kreutzer), as sonatas para piano op. 30 N.2 (Tempestade), op.53 (Aurora), op.57 (Apassionata).

Última fase: É a da mais profunda interiorização, chegando a expressões que os contemporâneos só sabiam explicar pela surdez, e que hoje se nos afiguram como abstrações sobre-humanas e como grandes documentos humanos. Principais obras: sonata para piano op.106 (Hammerklavier) ,sonatas para piano op.109, 110 e 111,as "Variações sobre uma Valsa de Diabelli" para piano, a sinfonia N.9 (Coral) ,a Missa Solemnis, os últimos quartetos.

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