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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ser diferente



Vivemos em uma sociedade paradoxal, que discrima o diferente ao mesmo tempo em que esse é valorizado posteriormente. As pessoas costumam aplicar a denominação "anormal" ou "louco" para aquele que é diferente, julga-o,discrimina-o e recebe novas ideias com estupefação. No entanto, foram os diferentes que mudaram o mundo, devemos agradecer aos legados deixados pelos loucos, ou melhor, pelos diferentes.
Se tudo o que é diferente é dito anormal, logo, esse deveria ser considerado um elogio. Definir a normalidade é um enigma, o qual muitos filósofos, psicólogos e sociólogos já tentaram decifrá-lo. Há uma corrente de pensamento que afirma que a normalidade seria aquela característa comum a maioria. Então, a sociedade costuma considerar loucura ou anormalidade os pensamentos, ideias, comportamentos e sentimentos que se expressam e se diferenciam da maioria.
O homem alienado, que não reflete sobre os assuntos e apenas aceita ideologias impostas pelos outros considerando-as verdades absolutas, foge da realidade e se reduz à condição de objeto. Somos os únicos animais racionais por termos o dom de pensar. O homem que não usufrui de sua racionalidade deixa de ser homem para se tornar mais um objeto das ideologias impostas,transformando-se em mais uma ferramenta da fábrica de hipocrisias.
É fácil aceitar ideologias sem questioná-las, decorar conceitos e propagá-los. O difícil é refletir sobre tudo e ter opiniões póprias. Não há transtornos em olhar o mundo sob um único viés, porém o verdadeiro desafio consiste em enxergar um mesmo objeto de estudo sob perspectivas distintas.
Muitos reprimem os seus pensamentos por terem medo da sociedade julgá-lo. O homem não pode ter medo de inovar, pensar diferente ou sentir-se diferente, pois o mundo sempre precisou de ideias novas para evoluir. A lâmpada elétrica, imprescindível hoje, foi julgada loucura de Thomas Alva Edison. Ele, que tinha muitas ideias inovadoras para época, foi discriminado por muitas vezes. O professor dele, por exemplo, dizia que ele tinha um "bicho" no corpo.
Inúmeros cientistas, pintores, pensadores, filósofos e escritores foram discriminados por serem inovadores e produzirem obras diferentes. Há ainda aqueles que,infelizmente, só tiverem suas obras valorizadas após a morte e não usufruíram o prestígio, mas sofreram a discriminação.
Pensar diferente não é loucura. A verdadeira loucura consiste na ausência de um espírito crítico.

Tatyana Casarino

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