O Cantinho de Tatyana Casarino. Aqui você encontrará Textos diversos e Poesias simples com a medida do coração.









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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Famosas parecidas com as Princesas da Disney

                 


     Olá, pessoal! Hoje a Postagem será bem divertida e diferente! Todos os que acompanham o meu Blogue sabem que eu sou fã das Animações da Disney. Por isso, resolvi escrever mais uma postagem acerca do universo Disney. 
   Tendo em vista que a Disney resolveu transformar os desenhos animados clássicos em filmes no estilo "Live-Action" (trabalhos artísticos realizados por atores reais) na nossa era da "contemporaneidade", há muita discussão na internet a respeito de quais seriam os atores ideais para cada personagem Disney, levando em consideração talento e aparência. 
    Muitos Blogues e Canais no YouTube dirigidos ao público jovem dão opiniões sobre os atores e atrizes ideais para cada personagem Disney ou ainda mostram famosos que são parecidos com os personagens. 
     Como fã da Disney, resolvi escrever a respeito dos famosos que eu considero parecidos com os personagens da Disney. Mesmo sabendo que que eu provavelmente não verei essas pessoas interpretando os personagens sugeridos (citarei muitas atrizes do tempo do cinema antigo), vou lançar a minha opinião por puro entretenimento. 
       Sendo assim, a lista a seguir é bem pessoal e não se compromete em atender critérios mais realistas (considerando que muitos personagens citados foram interpretados por outros atores em filmes no estilo Live-Action já gravados). 
         Primeiramente, escreverei a respeito de famosas lindas e charmosas que são parecidas com as Princesas Disney para os rapazes colocarem "colírios" nos olhos apaixonados e as meninas se inspirarem no estilo. Nesta postagem, citarei doze atrizes para doze Princesas da Disney (incluindo Pocahontas e Jane que são princesas em atitude muito embora não usem qualquer coroa). 

 Obs: Acalmem-se, garotas, haverá uma lista com galãs fabulosos parecidos com os Príncipes da Disney... ;) Aguardem!

1- Vanessa Giácomo - Pocahontas

                  


   Vanessa Giácomo é uma atriz brasileira que tem traços faciais bem semelhantes aos de Pocahontas. Além disso, seus lábios carnudos e seu longo cabelo escuro e liso são a perfeita combinação para a diva estrelar Pocahontas. 

                       

   
    Quem não se lembra do estilo "selvagem", doce e livre de sua personagem no Remake da novela Cabocla da Rede Globo (2004)? Zuca, a Cabocla tímida e arredia, apaixona-se por Luís Gerônimo, jovem rico e aventureiro que adquire pneumonia pelas noites em que passa bebendo e se divertindo com prostitutas. 
      Para evitar que a doença evolua para uma tuberculose, o jovem decide passar um tempo na Vila da Mata para cuidar de sua saúde e acaba se apaixonando por Zuca. Até hoje eu me lembro da música que embalava o romance de Zuca e Luís: Céu de Santo Amaro de Flávio Venturini e Caetano Veloso. Uma das músicas mais românticas de todos os tempos! Quem nunca escutou essa música enquanto olhava para um céu noturno estrelado e uma serra não sabe o que é romantismo (hehehe)! Esta música bem que poderia embalar o romance de Pocahontas e John Smith... 

2 - Juliana Paes - Jasmine

        




      Juliana Paes é uma atriz brasileira que tem traços faciais semelhantes aos de Jasmine de Disney, especialmente os olhos, o nariz e os lábios. Seus belos olhos grandes, castanhos e expressivos são como os olhos da princesa da Disney, bem como os seus cabelos escuros e volumosos representariam muito bem os cabelos da princesa. Quando Juliana aparece com os cabelos presos, ela fica ainda mais parecida com Jasmine. 

3 - Mariana Ximenes - Rapunzel 

         




    Os olhos claros, os cabelos sedosos e louros e o formato do rosto de Mariana Ximenes são semelhantes às características da Princesa Rapunzel da Disney. Mas não é apenas a aparência de Mariana que traz vínculos entre ela e Rapunzel, visto que o seu jeito charmoso, curioso e o seu olhar brilhante que mistura doçura de menina e ousadia de mulher também propiciam mais semelhanças entre a atriz e a princesa. Adoro a Mariana! Para mim, é uma das atrizes mais belas e talentosas do Brasil!

4 - Lindsay Lohan - Ariel

             




      Os olhos claros e expressivos, os lábios bem desenhados e os cabelos ruivos de Lindsay Lohan (atriz, cantora, modelo e socialite norte-americana) já são suficientes para deixarem a atriz parecida com a Princesa Ariel. Já li em algumas revistas que a própria atriz se ofereceu para interpretar Ariel em "A Pequena Sereia" versão Live-Action da Disney. Sendo assim, talvez o meu sonho se realize e eu veja ainda Lindsay Lohan atuando como Ariel... Quem sabe? 
    Além da aparência física, há uma "aura" doce e rebelde ao mesmo tempo em Lindsay que confere sintonia entre a atriz e a sereia. Seu olhar doce e canceriano (a atriz é do signo de câncer e quem é astrólogo sabe que só as cancerianas têm um olhar meigo diferente e marcante), sua paixão pela música, sua bela voz e seu jeito inovador são características que remetem à Ariel. 

5- Daniele Suzuki - Mulan

   




  Muito embora a Mulan seja chinesa e a Dani Suzuki seja descendente de japoneses, alemães, italianos e indígenas, os traços orientais da atriz fazem com que ela se pareça com a princesa guerreira. O formato do rosto, o nariz, os olhos escuros, o desenho dos lábios e os cabelos pretos e lisos transformam a atriz na perfeita Mulan. Além da aparência, sua postura elegante e seu olhar firme e decidido demonstram um aspecto guerreiro e ativo de sua personalidade. 

6 - Taís Araújo - Tiana






   Considero a Taís uma das atrizes mais belas, talentosas e versáteis do Brasil, visto que é capaz de ir do drama ao humor. Ela é expoente no que tange à beleza afrodescendente e seria perfeita para interpretar a princesa Tiana. Assim como Tiana, a atriz personifica delicadeza e atitude ao mesmo tempo com seu charme natural, seu corpo esbelto e seu olhar dominador. Sua perseverança e magnetismo fazem com que ela seja indicada para atuar como uma princesa batalhadora, decidida e dedicada como Tiana. 

7 - Brigitte Bardot - Aurora (A Bela Adormecida)

              







    Brigitte Bardot é uma ex-atriz e atual ativista francesa. Nascida em 28 de setembro de 1934 (atualmente possui 82 anos), ela foi reconhecida como um grande símbolo sexual dos anos 50 e 60. Depois de se afastar do mundo do entretenimento e da vida pública, tornou-se ativista dos direitos dos animais. 
     A delicadeza de Brigitte Bardot fica estampado em cada um de seus gestos assim como a de Aurora. Os cabelos longos e louros, o olhar doce e sonhador e a sua elegância são as características que criam fortes vínculos entre a atriz e a Aurora. Somente Brigitte Bardot exala a mesma feminilidade e charme elegante de Aurora. 
     Para mim, Brigitte Bardot é um ícone de delicadeza, elegância e feminilidade além de ser uma das atrizes mais belas, talentosas, sensuais e chiques da história do cinema em minha opinião (é claro que ela só poderia ser francesa e do signo de libra).

8 - Claudia Cardinale - Bela


                                                   




      Eu poderia citar inúmeras atrizes mais "contemporâneas" como a Anne Hathaway, a Emmy Rossum (atriz que interpretou a Christine Daae em O Fantasma da Ópera) ou até mesmo a Emma Watson que interpretou a própria Bela na versão Live-Action de A Bela e a Fera da Disney, mas eu citarei Claudia Cardinale como a famosa mais parecida com Bela (na minha opinião, porque eu sou uma pessoa nostálgica e teimosa hehehe). 
      Claudia Cardinale é uma atriz italiana do cinema antigo, nascida na Tunísia em 15 de abril de 1938 (atualmente possui 79 anos). A combinação de pele clara e cabelos castanhos escuros já deixa a atriz parecida com a Bela. Mas, além disso, seu corpo esbelto, seus traços faciais delicados e simétricos, seus lábios bem desenhados, seu nariz pequeno e seus olhos grandes e expressivos fazem com que ela seja a Bela perfeita. 
         Sua personalidade misteriosa, delicada, charmosa e sensual exala o mesmo magnetismo da princesa Bela. E há mais um detalhe curioso que aproxima Claudia Cardinale e Bela: o penteado de "meio coque", ou seja, o cabelo metade preso e metade solto. Tal penteado é a marca registrada de ambas (e é um dos meus penteados favoritos). 

9 - Katheryn Winnick - Valente (Princesa Merida)

                      





     Katheryn Winnick é uma bela atriz de cinema e televisão canadense, famosa por interpretar a personagem Lagertha na Série "Vikings". Na série, sua personagem é forte, sensual e poderosa, ou seja, ela é uma verdadeira "femme fatale". Femme fatale é uma expressão francesa que significa "mulher fatal" e designa aquelas mulheres que têm poderes sobre os homens devido ao seu magnetismo sensual. Na literatura europeia, a mulher fatal é aquela que seduz e engana o herói para realizar as suas metas. 
       Alguns também consideram a Femme fatale como o arquétipo de mulher que nega a confirmação de seu afeto, deixando o homem angustiado e até mesmo irracional. A femme fatale sempre existiu desde o início dos tempos no folclore e na mitologia de quase todas as culturas e há exemplos bem típicos como a deusa suméria Ishtar e a personagem bíblica Dalila. 
        A personagem de Katheryn Winnick em Vikings é uma mulher fatal em todos os sentidos (hehehe) não apenas no magnetismo de sua beleza e sensualidade, mas também na sua competência diante da arte da guerra. Como já interpretou uma personagem ativa, guerreira, destemida, livre e independente, Katheryn seria perfeita para interpretar Merida, especialmente nas cenas onde a princesa anda à cavalo com seu arco e flecha. 
          Quanto ao cabelo dela na série, o penteado "selvagem" de seu lindo cabelo louro frizado e repleto de tranças combina com Merida. Para combinar ainda mais com Merida, uma boa tinta ruiva cairia bem. 

10 - Kiara Sasso - Cinderela 

                      




        Kiara Sasso é uma atriz, cantora, bailarina, produtora e diretora brasileira. Sua carreira artística é mais voltada para o teatro musical, mas ela também já trabalhou no cinema, na televisão e em diversas dublagens. 
         Ela já dublou a Ariel em A Pequena Sereia e em A Pequena Sereia 2 (a voz cantada de Ariel nas cenas musicais dos filmes pertence à Kiara enquanto outra dubladora trabalhou nos diálogos), assim como dublou Clio (musa de Hércules), Angelique (personagem de A Bela e a Fera - O Natal Encantado), Cinderela (Cinderela II), Mei (Mulan II) E Aurora (Princesas Disney: Siga seus sonhos). 
         Esta atriz já tem vasta experiência no que toca às Princesas da Disney, já que, além das diversas dublagens, ela interpretou a Princesa Bela no Musical A Bela e a Fera em 2003, Musical de alta qualidade que aconteceu no Teatro Abril em São Paulo/SP. 
          Além de A Bela e a Fera, Kiara Sasso protagonizou diversos musicais, tais como: O Fantasma da Ópera, O Médico e o Monstro, a Noviça Rebelde e Mamma Mia! Vale lembrar que, em 2015, ela recebeu o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu trabalho em "A Madrinha Embriagada". 
            Seus belos olhos azuis grandes e expressivos, seus cabelos louros com o mesmo tamanho dos cabelos de Cinderela e a sua voz maravilhosa e inconfundível já são características suficientes para Kiara Sasso ser a perfeita Princesa Cinderela. Além disso, seu charme e seu jeito determinado, divertido, jovial, romântico e alegre deixariam boas energias na atuação de Cinderela. 

11 - Jennie Jacques - Jane

                   




      Jennie Jacques é uma bela atriz inglesa, famosa por interpretar a princesa Judith na série Vikings. Seus olhos claros e seus cabelos castanhos já fazem com que a atriz seja parecida com a Jane, personagem da Animação Tarzan da Disney. Além disso, até mesmo a sonoridade de seu nome Jennie combina com a sonoridade de Jane (hehehe).  
       Seus olhos grandes e expressivos são semelhantes aos de Jane. Além disso, a postura atrevida, irreverente e em busca de liberdade e novos ideais para o futuro de sua personagem Judith em Vikings são características de Jane também. 
        Nota-se que há curiosidade e bom humor em seu olhar e em suas expressões faciais nas imagens divulgadas nas redes sociais da Jennie, o que torna a personalidade da atriz próxima a de Jane. Sem dúvidas, Jennie Jacques seria uma Jane perfeita. 

12 - Hedy Lamarr - Branca de Neve

                     




       Infelizmente, não poderemos ver esta atriz interpretando Branca de Neve, tendo em vista que ela já faleceu em 2000. Mas, na minha opinião, ela seria a Branca de Neve ideal. Nascida em 09 de Novembro (escorpiana, ui!) de 1914, Hedy Lamarr foi uma atriz e inventora austríaca. 
         A talentosa atriz Hedy Lamarr não é apenas um ícone de beleza e sensualidade, mas também de inteligência (sim, beleza e inteligência podem coexistir muito bem). Muitos não sabem que ela é responsável por uma grande contribuição tecnológica, visto que criou um sistema de comunicações para as Forças Armadas dos Estados Unidos que serviu de base para a atual telefonia celular junto com o compositor George Antheil.
           Reconhecida como a "mãe do telefone celular", Hedy Lamarr foi casada com um fabricante de armas alemão, do qual se separou ao perceber o vínculo entre o nazismo e o marido. Nesta época, ela observou como era fácil a um terceiro bloquear o sinal contínuo usado para o controle dos mísseis. 
           Muito embora ela tenha patenteado a ideia de uma frequência que fosse variável no percurso entre emissor e receptor, ela não ganhou dinheiro com isto. Por abrir novos caminhos nas fronteiras da eletrônica, ela recebeu uma menção honrosa do Governo dos Estados Unidos em 1997. 
            Sabe-se que o sistema de comunicações que Lamarr criou para as Forças Armadas dos Estados Unidos atualmente acelera as comunicações de satélite ao redor do mundo e foi usado para criar a telefonia celular. 
               A pele clara e os cabelos negros como a noite de Hedy Lamarr deixam a atriz bem parecida com a Branca de Neve. É possível ver Branca de Neve no formato de seu rosto, bem como em seu nariz, olhos, sobrancelhas e lábios. 
               Sempre considerei a atriz parecida com a Branca de Neve e, por incrível que pareça, eu descobri recentemente que ela foi inspiração para Walt Disney desenhar a Branca de Neve, "a mais bela", seu primeiro desenho animado de longa metragem em 1937. 
                 

Postagem escrita por Tatyana Casarino. 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

João e o Pé de Feijão (1974).


    Olá, leitores! Aqui é a Tatyana Casarino e hoje eu trago para vocês mais um texto escrito pelo meu amigo escritor Mateus Ernani Heizmann Bulow. Quem não conhece aquela clássica história de João e o Pé de Feijão? A história do garoto humilde que é capaz de trocar uma vaca por feijões encanta inúmeras gerações. Considerado bobo, ingênuo e louco por isso, João acaba provando que seu intento não foi em vão quando descobre a qualidade verdadeiramente mágica daqueles feijões. Diante do pé de feijão gigante que nasce em seu quintal, João descobre um mundo de tesouros e magia guardado por um gigante feroz. 
    É interessante notar que esta história é citada até mesmo na Animação de A Bela e a Fera (Disney, 1991) quando Bela tenta conversar com um camponês sobre o livro que está lendo. Ela diz: "É sobre um pé de feijão, um ouro e..." O camponês, por sua vez, não mostra interesse em conversar sobre literatura e, ao invés de manter a conversa com Bela, dirige-se a outra personagem dizendo: "Maria, as baguetes!" Tal cena é uma das mais divertidas da Animação, já que demonstra o caráter intelectual e diferenciado de Bela diante dos outros moradores da aldeia francesa onde mora.
    Sem mais delongas, colocarei abaixo o texto escrito por Mateus Ernani Heinzmann Bulow. Trata-se de uma análise a respeito de uma Animação japonesa de 1974 sobre João e o Pé de Feijão. Fiquem à vontade para escalar o pé de feijão e tenham uma ótima aventura, ou melhor, uma ótima leitura hehehe!

João e o Pé de Feijão (1974).



“João?... João! Tá na hora de levantar, seu preguiçoso! Já são sete horas! Tem muito trabalho pra fazer, precisa tirar o leite da vaca se quiser tomar café da manhã, meu jovem...”.

                Com esse chamado matinal da mãe do protagonista começa essa animação de 1974, originalmente chamada Jakku to Mame no Ki, realizada por um estúdio chamado Nippon Herald Films, em parceria com a Group TAC. Chega a ser espantosa a origem desse filme, porque o traço não se parece com uma animação japonesa, ou ao menos com o que estamos acostumados a ver como um “legítimo” desenho da Terra do Sol Nascente.
                Apesar de baseada em um conto de fadas com um enredo bem simples, essa produção possui seus próprios méritos. Ao menos inicialmente o roteiro parece igual: menino do interior precisa vender a vaca após uma ordem de sua mãe, e no caminho ele troca a vaca por “feijões mágicos”, para então levar uma bronca e descobrir um enorme pé de feijão no quintal. No entanto, ao vermos uma ratinha em roupas humanas descendo esse mesmo pé de feijão, podemos perceber que estamos diante de uma adaptação diferente...
                Acompanhado pela mesma ratinha e seu cachorro Crosby, João escala o pé de feijão e encontra a princesa Margaret do Reino das Nuvens, uma jovem feliz por estar prestes a se casar com um príncipe chamado Tulipa. No entanto, o tal “príncipe” é um gigante terrível! Não demora muito até o menino descobrir um plano concebido por Madame Hécuba, a feiticeira mãe de Tulipa (e que mais parece uma cruza da Malévola com a Yzma), após esta enfeitiçar o Reino das Nuvens e a princesa, fazendo-a acreditar que o horrível gigante se trata de um príncipe e transformar os serventes em ratos.
                Vendo por esse ângulo, em nada se parece com o João e o pé de feijão aos quais nos acostumamos, não é mesmo? Devido ao conteúdo “sombrio” e “assustador”, essa produção é vista com receio por alguns pais em busca de filmes para seus filhos, e a própria recepção fria no ocidente não ajudou muito. Entretanto, o filme conta com alguns admiradores, muitos deles nostálgicos que o assistiram quando crianças, ou os adeptos de animações experimentais e “malucas”, até porque os momentos esquisitos nesse filme são frequentes.
                Confesso que sou suspeito para fazer essa análise, pois essa animação de 1974 foi o primeiro contato que tive com o conto original de João e o Pé de Feijão, quando eu tinha seis ou sete anos. Entretanto, a passagem do tempo deixa nosso espírito crítico mais aguçado, e sempre é bom rever memórias da infância para observarmos onde estavam as falhas em um filme que considerávamos incrível durante a infância. Sem mais delongas, vamos escalar esse pé de feijão rumo à análise!


Pontos positivos:


1 – Antes do herói, nós vemos uma criança.

                Os trechos iniciais do filme são focados no dia a dia de João, e logo no início temos cenas do menino pescando, tentando apanhar uma lebre e brincando com um graveto enfiado na água, fazendo um rastro no riacho. Apesar de a subida no pé de feijão levar quase vinte minutos, o trecho inicial é bem aproveitado ao mostrar uma típica manhã no sítio onde o protagonista vive com sua mãe. Pra quem viveu no interior, ou ao menos visita o interior com alguma frequência, é fácil se identificar com as cenas.
                O trecho da conversa com o “vendedor de milagres” na troca da vaca pelos feijões é divertido, com pérolas do tipo “eu posso ser camponês, mas não sou burro!”, seguido da paixão do protagonista pela música. A cena seguinte, onde a mãe de João o castiga batendo com a vassoura gerou alguma controvérsia, mas se nós lembrarmos que a produção é dos anos setenta, vale lembrar que uma cena dessas era considerada leve para os padrões atuais...
                Como o protagonista é “um simples camponês e não conhece nada do mundo”, em suas próprias palavras, ele não pode enfrentar o gigante e a bruxa usando a força, restando-lhe usar sua esperteza e sua malandragem em diversas cenas. Um dos melhores exemplos está na primeira descida do pé de feijão, onde ele pula em um poço, se esconde em uma borda saliente e berra bem alto, para o gigante acreditar que ele caiu e morreu, a fim de encerrar a perseguição. Outra cena que mostra a perspicácia do menino ocorre na sala do tesouro, onde ele imita a voz da harpa falante para enganar Tulipa.
                Talvez o ponto mais forte do João dessa adaptação esteja em sua fraqueza, ao se recusar a arriscar a própria pele para salvar a princesa, preferindo fugir com parte do tesouro. No entanto, sua consciência fala mais alto, e após descobrir como desfazer o feitiço ele volta para o resgate, utilizando mais uma vez sua malandragem contra a força bruta no confronto final contra o gigante.

2 – Crosby, o fiel escudeiro.

                Outra diferença em comparação com o conto de fadas original está na presença de um coadjuvante quase tão importante quanto o protagonista. O velho cachorro dorminhoco já deixa à mostra sua natureza sonhadora logo no início do filme, ao sonhar com cavaleiros nas nuvens. Sua coleira ostenta um grande escudo com uma cruz, dando a entender que Crosby participou de alguma expedição, ou então era mascote de alguma ordem de cavaleiros, antes de vir parar na fazenda onde João vive com sua mãe.
                A comparação mais óbvia a se fazer com Crosby e o seu jeitão de herói galante e trapalhão sem dúvida é Dom Quixote. Assim como o alucinado Cavaleiro da Triste Figura, Crosby age de forma educada diante de uma dama, qualquer que seja sua espécie, e é o mais entusiasmado com a ideia de lutar pelo Reino das Nuvens, chegando a colocar uma armadura adaptada para cães.
                Na segunda metade do filme, o cão sonhador assume um papel curioso, nesse caso o de “consciência” para o protagonista. Isso ocorre após ele cantar para a lua ao invés de uivar, sendo isto interpretado por João como se fosse um sinal de que deveria ter ficado para ajudar ao invés de fugir com o ouro e a galinha dourada.

3 – Trilha sonora excelente.

                Boa parte das músicas que permeiam a história do início ao fim é cortesia de três pessoas: Takashi Miki, Shun'ichi Tokura e Tadao Inōe. De todas elas, apenas a primeira música foi removida, devido à dificuldade de tradução em japonês. É possível perceber uma nítida influência do rock daquela época, bem como de baladas mais românticas e lentas, chegando a parecer com os Beatles em algumas partes.
                Apesar do repertório variado, boa parte da trilha sonora é composta de variações do tema adotado logo no início do filme, quando João acorda e sai para o serviço. No entanto, isto não chega a incomodar, pois as variações são adequadas com as cenas correspondentes, soando mais rápidas ou mais melancólicas de acordo com a situação.
                Três músicas são lembradas com frequência pelos fãs dessa adaptação. A primeira delas é o dueto na cena onde o pé de feijão cresce a toda velocidade rumo ao céu; a segunda é a música “no one’s happier than I” (“ninguém é mais feliz que eu”), cantada por Margaret, logo após sua aparição; a última, e talvez a mais bizarra, é a música cantada na cena do casamento entre Tulipa e a princesa, cuja estranheza é realçada pela presença de vários bonecos de papel vivos na igreja (!).

4 – Sobre a impossibilidade de ter tudo o que desejamos.

                Apesar de ser mais lembrada pelo conteúdo esquisito do que outros aspectos, deve se reconhecer que existe um ponto digno de nota nessa animação, algo que raramente é tratado com o devido cuidado em vários desenhos, especialmente os mais modernos. Falo da necessidade de reconhecer que nem tudo será como nós desejamos, e devemos seguir em frente, de uma forma ou outra.
                O exemplo mais claro dessa filosofia ocorre perto do final, quando João fica frustrado ao saber que Margaret não poderia descer o pé de feijão para viver com ele, porque teria de assumir o trono do Reino das Nuvens. Inicialmente o menino fica chateado e pergunta se na verdade ela não gosta dele (toda criança já usou essa chantagem...), para então reconhecer que eles ainda poderiam ser amigos.
                As duas músicas do final do filme reforçam essa ideia de que a vida continua após a perda e a distância, e a última trilha sonora é minha preferida entre todas nessa animação, com seus acordes inicialmente melancólicos se tornando esperançosos no final. É o melhor lembrete para essa mensagem de seguir em frente, mesmo com a tristeza da perda e da impossibilidade de obtermos o que mais queremos.

5 – Facilidade de se encontrar o filme inteiro na internet.

                É surpreendente a quantidade de traduções que este filme teve ao redor do mundo, apesar da recepção baixa em sua época, e somente no Youtube é possível encontrar duas traduções em português brasileiro, um sem número de traduções em inglês, duas versões em japonês legendadas em inglês... Existem até mesmo adaptações em russo, holandês, alemão, francês e italiano, e isso é espantoso, afinal esse filme foi um fracasso de bilheteria na época que foi lançado.
                Alguns lançamentos em DVD para a dublagem original em inglês foram realizados, entretanto, existe um “pequeno” obstáculo na figura do preço, cotado em 299,00 dólares (o que hoje daria em torno de R$ 897). Convém lembrar que os vídeos espalhados na internet nem sempre estão em bom estado, com erros de mixagem de som e cores opacas, mas as duas versões brasileiras estão em bom estado, felizmente.

Pontos negativos:




1 – Furos de roteiro estranhos.

                Chega a ser esquisito falar em incongruências de roteiro em uma animação infantil, entretanto elas são bizarras ao ponto de chamar a atenção dos espectadores mais distraídos. A maior parte dos furos ocorre a partir da chegada de João ao Reino das Nuvens, e o primeiro deles aparece na primeira aparição de Tulipa: o gigante monstruoso é capaz de farejar o menino humano enquanto ele está dentro de uma panela, em outro recinto do castelo, mas não consegue sentir seu cheiro quando ele está por perto, a poucos metros de distância.
                Existem outras cenas bizarras espalhadas pelo longa, mas nenhuma deles se iguala (atenção: spoilers à frente!) à revelação de que Madame Hécuba é um robô. Não existe forma alguma de se explicar essa cena, embora haja um “palpite” em uma cena anterior, onde Tulipa brinca com uma boneca de corda parecida com sua mãe. Outro momento estranho ocorre quando Crosby possui um número musical e canta com uma voz grossa e triste; até então o animal não falou em nenhum momento, e tal cena surpreende o protagonista (e nós!).

2 – Animação destoante em diversas cenas.

                Como costuma ocorrer com as animações anteriores aos anos noventa, existe uma grande disparidade em relação aos personagens em movimento e os cenários fixos, mas ocorre algo ainda mais estranho entre os próprios personagens e seus traços. Um dos exemplos é a própria Madame Hécuba, cujas linhas agressivas e mais grossas são percebidas à distância, mesmo por um espectador distraído; seus movimentos também são rígidos, menos fluidos em comparação com outros personagens.
                O caso mais chamativo é o de Margaret, cujo traço em forma de anime destoa muito em comparação com os outros personagens; apenas seus pais, que aparecem em uma pintura, possuem desenho similar ao dela. A razão para a princesa enfeitiçada ser retratada em um traço diferente talvez seja reconhecer o filme como um anime, ou porque os animadores acreditavam que uma jovem com os mesmos traços cartunizados dos outros personagens não pareceria atraente.

3 – Nenhuma música foi traduzida para o português.

                Aqui o problema está na dublagem, e não propriamente no filme. Muitas das músicas possuem letras, e a ausência de tradução para o português é frustrante por impedir a compreensão de algumas cenas e também algumas pérolas impagáveis: em uma das músicas, por exemplo, é dito “you’re so ugly that it should be against the law!” (“você é tão feio que deveria ser contra a lei!”).
                Uma das músicas cuja ausência de tradução se mostrou danosa ao filme é a “Are you Happy?” (“Você está Feliz?”): durante um trecho dessa canção é possível ouvir Madame Hécuba murmurando algo, e suas palavras não foram traduzidas para o português. Embora seja possível identificar as intenções por trás de suas palavras, não deixa de ser frustrante para quem não é muito bom no inglês.

Curiosidades adicionais:
-Foi o primeiro trabalho de Gisaburo Sugii como diretor geral, após seis filmes trabalhando como diretor do setor de animação. Vinte anos mais tarde, ele dirigiria o filme animado do Street Fighter II.
-A dublagem original japonesa destoa em vários aspectos da dublagem americana, da qual deriva a versão brasileira. Na versão original japonesa, João possui uma voz mais grave, dando a entender que está na pré-adolescência; a harpa falante, que ganhou uma voz solene e arrogante em inglês e português, possuía uma entonação mais feminina e estridente.
-No Brasil existem duas versões dubladas, e na versão mais recente a cena do castigo de João com as vassouradas no traseiro foi cortada. As duas versões brasileiras disponíveis no Youtube adotam a dublagem mais antiga.
-Madame Hécuba era chamada de Madame Noir (“escuro”, em francês) no Japão.
-Na versão alemã, os guinchos dos serventes transformados em ratos foram traduzidos para a linguagem local. No entanto, apenas Crosby consegue entendê-los.

Aqui está a primeira música, da qual boa parte da trilha sonora é derivada:



Está é a última música; reparem na semelhança:



Mateus Ernani Heizmann Bulow


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Beleza das Sombras



Quando as luzes se apagam,
você sente abismos dentro da alma?
Quando o vento derruba a balança,
você vê os sombrios sopros da dança?

Os véus tecidos do príncipe Hades
sopram em teus ouvidos bondades e maldades.
A tua angústia vem do céu e do abismo,
onde as tuas fraquezas dançam o sombrio ritmo.

O sombrio ritmo das tuas fantasias,
oh! doce capacidade de criar!
Tu queres viver na realidade,
mas as ilusões não podes aniquilar!

Uma princesa venusiana perdida
num labirinto de luzes e espelhos.
Perseguida por sombras e desejos,
refugiada na simpatia de libra.

Há escorpiões em tua balança,
há sombras nos teus espelhos.
Mas ainda no abismo eu vejo
como é eterna e bela a esperança.

Trazendo luzes para as sombras,
dançando conforme o voo dos pássaros,
o céu traz um novo dia de sol.
Sutilmente, fica mais leve o fado.

Você sente o fardo de escorpião:
metade fraqueza e metade força violenta?
Você tem medo de suas tendências?
Você teme ser fraco nessa presença?

Não há motivos para provar a tua força
através de bravura ou violência.
Você tem equilíbrio e inteligência
para superar a tua fraqueza.

E, nessa dança da felicidade,
onde lágrimas viram força,
eu busco a luz com coragem
sem sacrificar a leveza da moça.

Poesia escrita por Tatyana Casarino.

Esta poesia é astrológica e faz referência ao Mapa Astral de Tatyana Casarino. A Poetisa tem Ascendente em Libra com Plutão em Escorpião na Casa 1. Considerando o arquétipo de equilíbrio, paz e beleza de Libra unido ao arquétipo de poder, força e sombra de Escorpião, temos a Poesia "Beleza das Sombras". ;)

E você, leitor? Tem características fortes de Libra e/ou Escorpião no seu Mapa Astral? Conte para nós!

Grande Abraço!

Tatyana Casarino

O brilho das estrelas





Quando Afrodite canta versos,
jogando pétalas de flores,
Saturno chega triste e perverso,
cantando limites, lágrimas e dores.

Aquela angústia saturnina
canta no teu coração delicado 
da bílis negra a sutil poesia
que forma o impressionista retrato.

Hades lança a sua chama
tão bélica sobre tua identidade.
Tu és o teu pior inimigo!
Aceitarei esta dura realidade.

A lua dança como sacerdotisa
nas chamas idealistas de sagitário.
Diante da melancolia, sua lunar alegria
é a salvação do meu doce fado!

Netuno forma fantasias e paixões,
mas tu foste apaixonada por ilusões.
Das névoas netunianas, a brisa sutil
derramou versos de quem já partiu.

Urano traz loucura e originalidade,
mas não há paz na sua genialidade.
O raciocínio rápido é cruel
quando impede o silêncio do céu.

Saturno nas estrelas de aquário
é um trabalhador rebelde e abstrato.
Ele cobra todos os dias o teu dever:
de aplicar na vida prática o teu saber.

Marte em touro é determinado,
apesar de lento, sutil e ciumento.
Ele constrói a vida por degraus
e costuma ser feroz e bravo.

Os raios de sol iluminam o oceano
lindo, profético, sensível e canceriano.
Tudo é segurança, aconchego e proteção
nesta nostalgia de pura poesia e paixão.

Da concha, surge Afrodite tão bela,
renascida das águas cancerianas.
Seu corpo nu está adornado de pérolas.
Seria uma ninfa ou uma sereia profana?

Mercúrio brilha no fogo de leão
como um palestrante inato de ideais.
Ele escreve no ritmo do coração,
transformando em palavras seus potenciais. 

Júpiter brilha na terra de virgem
com sua abundância e honestidade.
Ele é o professor que revela a verdade,
transformando em ouro a tua dedicação.

Poesia escrita por Tatyana Casarino.

Esta poesia é uma poesia astrológica baseada no Mapa Astral de Tatyana Casarino. Cada estrofe elucida uma característica astrológica de seu Mapa Astral. Sabendo que os versos estão repletos de referências astrológicas, é interessante revelar algumas características do Mapa Astrológico da Poetisa:

*Plutão em Escorpião na Casa 1 (Casa da Identidade);
*Lua em Sagitário na Casa 2 (Casa dos Valores físicos e emocionais);
*Urano e Netuno em Capricórnio na Casa 3 (Casa da comunicação, das pequenas viagens e do intelecto);
*Saturno em Aquário entre as Casas 4/5 (Casas da infância e do amor respectivamente);
*Marte em Touro na Casa 7 (Casa da Justiça, da sociedade, do casamento e das parcerias);
*Sol em Câncer na Casa 9 (Casa da ideologia, da Religião, da Fé, do Ensino Superior e das grandes Viagens);
*Mercúrio em Leão na Casa 10 (Casa da Profissão);
*Vênus em Câncer na Casa 10 ;
*Júpiter em Virgem na Casa 11 (Casa dos Projetos Sociais, das redes de amizades e dos serviços sociais).

Depois dessas revelações, fica mais fácil compreender o poema! Conseguiu identificar as referências dessas posições astrológicas dentro do poema? Você também se identificou com o poema? Qual é o seu signo? O seu mapa astral é parecido?

Grande Abraço!

Tatyana Casarino.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Taquarê: Entre a Selva e o Mar


                                      

      Olá, pessoal! Nessa postagem, eu venho indicar o livro de um amigo escritor! Sempre vale a pena compartilhar obras de jovens talentos, e eu tenho absoluta certeza de que vocês vão adorar a sugestão dessa postagem.
       Mateus Ernani Heizmann Bulow é um escritor gaúcho que eu conheci na Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA). Seus pais atuam na área da Medicina, mas ele sempre teve a vocação para as Ciências Humanas e para o mundo das palavras. Assim como eu, desde jovem, devido à imaginação fértil e ao talento com as palavras, ele alimenta o sonho de ser escritor.
      Após encontrar o Mateus no Sarau Poético da poetisa gaúcha Ruth Larré, nós passamos a conversar mais a respeito de nossos trabalhos literários, compartilhando experiências e oferecendo apoio mútuo. Ele é um dos leitores mais assíduos desse blogue e você, querido leitor, já deve ter visto algum comentário dele em minhas postagens.

                     

       

         Sinto-me honrada em ser uma das primeiras pessoas a ler a história escrita por Mateus quando ela não estava publicada ainda. Hoje a história completa do livro já está disponível na internet por R$ 16,50. Basta acessar ao Kindle. O Livro físico vai demorar um pouco para ser publicado, mas já podemos adquirir a história de maneira virtual, eis o lado bom do mundo moderno e Online.



*Capa do Livro

Observação: Capa Provisória 
        


         O Livro Taquarê Entre a Selva e o Mar de Mateus Bulow está no Kindle, por R$ 16,50. Para quem quiser ler as primeiras páginas do livro gratuitamente e matar a curiosidade antes de comprar a obra, sugiro o seguinte Link: http://pensecomigo.com.br/livro-taquare-entre-a-selva-e-o-mar-pdf-mateus-ernani-heinzmann-bulow/ ;)

                         
(*)


        Sobre o que se trata o livro "Taquarê: Entre a Selva e o Mar"? Trata-se da história de um garoto que ganhou de presente de aniversário um arcabuz de pederneira, uma arma desvalorizada diante das espingardas de percussão utilizadas no Terceiro Império do Brasil (sim, Terceiro Império do Brasil, já que o livro ocorre em tempo e espaço diferentes do habitual).
       A história pode passar aqui no Brasil, mas é um Brasil diferente, vivendo uma época de Império em um futuro distante. O escritor inclusive criou um tempo novo e dividido a partir do Grito do Ipiranga (veja só que interessante!). Sendo assim, a história se passa em 1839 DGI (Depois do Grito do Ipiranga).
     Considerando que o Grito do Ipiranga ocorreu no dia da Independência do Brasil, ou seja, 07 de Setembro de 1822, a história do Taquarê acontece por volta do ano 3.661 (pelas minhas contas, mas aviso os leitores que eu não sou muito boa em matemática hehehe). Imagine só o Brasil no futuro!
        A arma que Taquarê ganhou aos quinze anos parecia inútil até ele descobrir que ela disparava raios. No dia em que ele descobre o poder "mágico" de sua arma, ele também fica sabendo sobre as suas origens, já que há mistérios acerca de seu nascimento... Então, como todo bom herói, Taquarê segue a famosa jornada de tentar descobrir o "seu lugar no mundo". Para tanto, segue até o litoral, onde as oportunidades de trabalho são melhores. Entretanto, a personalidade desse guri sempre apontou para a área militar...
     A vocação para militar encontrará destaque quando diversos reinos e cidades começam a ser ameaçados pelos ataques frequentes de impérios expansionistas, piratas e monstros. Taquarê vai atuar nesse cenário conturbado, lutando contra as feras e defendendo a liberdade e a justiça.
      
              Alguns destaques interessantes da obra:



*O autor criou um cenário inovador com criaturas míticas, como iaras (senhoritas das águas, ou seja, as sereias do folclore brasileiro), harpias (aquelas criaturas da mitologia grega, retratadas como metade mulher e metade pássaro) e diversos outros seres;

*O autor criou feras e monstros bem originais e diferenciados. Além disso, há batalhas envolvendo criaturas como abelhas gigantes e diversas outras surpresas;

*O autor criou um tempo novo;

*A linguagem do autor consegue ser elegante na narrativa ao mesmo tempo em que é coloquial e realista nos diálogos entre os personagens;

*Há musicalidade dentro da história, já que o autor também inventou músicas e poesias baseadas na história.





(*) Informações da Imagem colocada na postagem:

Batalha do Avaí. Trata-se de uma série de vitórias dos brasileiros sobre os paraguaios durante dezembro de 1868 (a famosa "Dezembrada"). O autor da pintura é Pedro Américo, o qual pode ser visto no centro.

Espero que tenham gostado da Postagem! Comprem o livro do Mateus! Vale a pena a leitura!

Postagem escrita por Tatyana Casarino. 



 Mateus Ernani Heizmann Bulow 

*Foto do Escritor do Livro citado na Postagem.