O Cantinho de Tatyana Casarino. Aqui você encontrará Textos diversos e Poesias simples com a medida do coração.









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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O poeta do zodíaco





Quem me dera ser de Áries
e tranformar essa lágrima mansa
em raiva, bravura e gana.
Exorciza, Senhor, a tristeza canceriana!

Quem me dera ser de touro
e transformar essa lágrima ácida
em raiva, trabalho e ouro.
Exrociza, Senhor, a tristeza plácida!

Quem me dera ser de Gêmeos
e transformar essa lágrima curiosa
em livros, debates e prosa.
Exorciza, Senhor, a tristeza do meu peito!

Quem me dera ser de leão
e transformar a lágrima desse fado
em show ou em peças de teatro.
Exorciza, Senhor, a tristeza do meu coração!

Quem me dera ser de virgem
e transformar essa lágrima triste
em rotina ou em trabalhos científicos. 
Exorciza, Senhor,  a tristeza do espírito!

Quem me dera ser de libra
e transformar essa lágrima minha
em equilíbrio, paz e beleza.
Exorciza, Senhor,  essa louca tristeza!

Quem me dera ser de escorpião
e transformar a minha lágrima cara
em teimosia, poder e força rara.
Exorciza, Senhor, a tristeza inata!

Quem me dera ser de sagitário
e transformar a minha lágrima farta
em alegria, viagens e farra.
Exorciza, Senhor,  a tristeza e o calvário!

Quem me dera ser de capricórnio
e transformar a minha lágrima incompreendida
em trabalho, dinheiro, cotidiano e diretoria.
Exorciza, Senhor, essa tristeza dolorida! 

Quem me dera ser de Aquário
e transformar essa lágrima pesada
em filosofia, tecnologia e risada.
Exorciza, Senhor, essa tristeza que tortura!

Quem me dera ser de Peixes
e transformar essa lágrima solitária
em fugas, artes e aventuras.
Exorciza, Senhor, essa tristeza que tortura!

Mas eu sou de câncer
e tenho orgulho dessas lágrimas,
pois só eu posso fazer poesias
onde ninguém mais vê cor e vida.

E, assim, eu vou transformando 
lágrimas em doces versos.
O meu coração é o maior do universo,
pois vivi e morri amando. 

Eu sou o protetor, o intuitivo, o sensível, 
eu sou o gênio, o louco, o incompreendido.
Eu sou o colo materno e a justiça do pai,
eu sou o sábio poeta do zodíaco. 


Poesia escrita por Tatyana Casarino


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Mulheres que devem ser lembradas - Parte 2


                  

Quitéria de Jesus 


   
      Olá, pessoal! Continuando a nossa série sobre "Mulheres que devem ser lembradas", hoje eu trago sete mulheres que participaram de guerras e foram célebres tanto pelos atos de heroísmo quanto pela originalidade. Mais uma vez, cito como é importante lembrar das mulheres não apenas pela beleza, mas também por outras virtudes, tais como: originalidade, inteligência, genialidade, heroísmo, coragem, bravura e determinação.
    Na lista passada, eu trouxe cinco mulheres especiais e originais na história por suas invenções, teorias, obras criativas e personalidades: Alicia Nash, Mileva Maric, Emmy Noether, Camille Claudel e Hedy Lamarr. Contudo, hoje publicarei um texto do meu amigo escritor Mateus Ernani Heinzmann Bulow que fez uma lista de sete mulheres com expressiva participação na história das guerras.    Considerando que o Mateus Bulow tem um vasto conhecimento histórico, cultural e a respeito de guerras, ele resolveu contribuir com o meu blog e fez um texto para essa série. Em seu texto, ele cita sete mulheres que participaram de guerras: Maria Quitéria de Jesus, Francisca Carrasco Jimenez, Deborah Sampson, Agustina de Aragón, Suryiothai, Laskarina Boubolina e Teresa Magbanua

                

Augustina de Aragón 

    

     Para a minha surpresa, eu não conhecia nenhuma destas mulheres citadas, exceto Maria Quitéria de Jesus. Em minha mente, a participação de mulheres em guerra era raríssima e extraordinária, como a de Joana D' Arc, a guerreira mais famosa do mundo. 
   Entretanto, o texto de Mateus elucida que a participação das mulheres na guerra vai muito além de efetivamente pegar em armas e combater frente a frente com os homens nos centros de batalha, pois envolve também tarefas como: cuidar dos ferimentos dos soldados, manter as refeições em dia e costurar os uniformes. Sendo assim, a participação das mulheres sempre foi importante na história da humanidade, incluindo assuntos predominantemente masculinos como guerras e lutas de independência. 
      Acredito que o texto dele vai ajudar o leitor a se lembrar da importância dessas mulheres, contribuindo com o amadurecimento da sociedade diante do papel da mulher na história. Chegou o tempo de enxergar as mulheres com olhos mais maduros!

Tatyana Casarino

 Espero que gostem do texto de Mateus! É uma honra publicar esta lista em meu blog, tendo em vista que se trata de uma joia rara este material. É muito raro encontrar informações sobre essas mulheres em outras textos de língua portuguesa no Brasil, exceto a respeito de nossa brasileira valente, Maria Quitéria de Jesus. 
  Eu posso até gostar de aprender outros idiomas, mas sou muito patriota e, como toda escritora, amo o meu próprio idioma, o português do Brasil. Mateus é um escritor que tem o poder da palavra além de ser patriota e valorizar a nossa língua muito embora saiba outros idiomas também. Viva a língua portuguesa! Vamos compartilhar informações em nossa língua! Boa leitura!

Confiram abaixo o texto de Mateus Ernani Heinzmann Bulow 

               

Maria Quitéria de Jesus 




Mulheres que devem ser lembradas – Mulheres na Guerra.

        Apesar da área militar ser vista como uma carreira masculina, a maior parte das nações permite a presença de mulheres entre suas linhas de defesa, nos dias atuais. Mesmo assim, existe certa “mística” em torno de mulheres capazes de pegar em armas e lutarem de igual para igual com homens, seja ao lado destes, ou contra estes.
        Antes de surgir a logística nos campos de batalha, necessária para manter as tropas em boas condições entre as batalhas, a presença feminina nos acampamentos militares era algo recorrente: esposas, irmãs e filhas seguiam os soldados para tratarem de seus ferimentos, costurarem seus uniformes, fazerem as refeições, entre outras tarefas. Algumas vezes, elas pegavam em armas e lutavam ao lado dos soldados, mas isso costumava ocorrer apenas quando os acampamentos estavam sob o ataque inimigo.
        Dessa forma, existia outra implicação para a presença das mulheres em batalhas: a desvantagem estava com o lado defensor, obrigando quem deveria ficar longe do combate (mulheres, crianças e velhos) a contribuir com ele. Em geral, as mulheres combatentes que entraram para a história lutaram ao lado de exércitos mais fracos, desorganizados ou menores. Mesmo assim, muitas delas tiveram a chance de brilhar por sua coragem e determinação, algumas vezes mudando o rumo de batalhas.
        A presente lista conta com alguns exemplos dessas valentes mulheres, jovens ou com idade mais avançada, e algumas regras serão adotadas: as integrantes dessa lista possuem existência comprovada, dessa forma preferi apanhar representantes do início do século XVI até os dias de hoje, para não ocorrer enganos. Outra regra será falar sobre uma mulher por nação ou povo, para deixar a lista mais diversa e interessante. Por fim, decidi não seguir uma ordem cronológica, para iniciar a lista com uma integrante mais conhecida do público. Sem mais delongas, hora de apanhar o fuzil e o capacete, e iniciar a lista!


1 – Maria Quitéria de Jesus.



Conflito: Independência do Brasil.

        Nossa primeira colocada talvez seja a mais conhecida do público brasileiro, e apesar da intensa propaganda antimilitarista nos meios de ensino, continua reconhecida como uma grande heroína da nossa independência. Maria Quitéria de Jesus Medeiros nasceu no Sítio do Licurizeiro, no atual município de Feira de Santana, estado da Bahia. A data mais aceita pelos pesquisadores para o seu nascimento é a de 1792.
        Maria Quitéria estava prestes a noivar quando entre 1821 e 1822 iniciaram-se na Província da Bahia as agitações contra o domínio de Portugal. Como não obteve permissão de seu pai para alistar-se, fugiu de casa, disfarçou-se como um homem chamado “Medeiros” e foi defender a pátria em um Regimento de Artilharia. Após ser descoberta, serviu no Batalhão de Caçadores Voluntários do Príncipe D. Pedro I.
        Uma das razões para a permanência de Maria Quitéria no recém-formado exército imperial estava na grande estima de seus companheiros de batalha e sua coragem. Um dos oficiais que a comandaram em batalha foi José Antônio da Silva Castro, avô do poeta Castro Alves e comandante do Batalhão de Caçadores Voluntários. A única ressalva feita por José Antônio foi que Maria usasse um saiote em seu uniforme, por ser mulher.
        O final da guerra foi marcado pelo reconhecimento e o perdão. Ao ser condecorada com a Imperial Ordem do Cruzeiro por Pedro I em pessoa, Maria Quitéria pediu para que escrevessem uma carta, para se desculpar com o seu pai por ter fugido de casa. Após retornar à Bahia, ela se casou com um antigo namorado, chamado Gabriel Pereira de Brito, com o qual teve uma filha. Em 1853, Maria Quitéria faleceu com 61 anos de idade. Ela é reconhecida hoje como a patronesse (feminino de patrono) do Quadro Complementar de Oficiais do Exército.

2 – Francisca Carrasco Jimenez.



Conflito: Guerra contra os Filibusteiros.

        Entre os anos de 1856 e 1857, um grupo de aventureiros americanos comandados por Willian Walker invadiu a Nicarágua, um pequeno país localizado na América Central, aliando-se a rebeldes que desejavam fazer da região um protetorado dos Estados Unidos. Foi o suficiente para as nações próximas, outrora rivais, se juntarem em um esforço conjunto para expulsar os invasores, chamados “Filibusteiros”.
        Uma das nações que mais contribuiu com homens e armas foi a Costa Rica, terra natal da segunda colocada nesta lista. Francisca Carrasco Jimenez, mais conhecida como “Pancha Carrasco” entre os seus conterrâneos, nasceu em 1816 em uma família de mestiços e mulatos. Apesar da pobreza e das dificuldades, Francisca aprendeu a ler ainda jovem, em uma época em que boa parte das mulheres sequer podia sonhar em ir à escola.
        Quando começaram as campanhas para a libertação da Nicarágua, Francisca contava com quarenta anos, e se alistou como voluntária entre as tropas costarriquenhas. Na decisiva batalha de Rivas, Francisca se sobressaiu ao ajudar na captura de um canhão dos Filibusteiros, e relatos de soldados afirmam que foi ela quem acertou o comandante da artilharia inimiga, com um tiro de fuzil.
        Após a guerra, foi organizado um evento para condecorar os participantes, e Francisca foi a única mulher a ser condecorada. Sua morte pela idade avançada em 1890 foi recebida como dia de luto nacional na Costa Rica. Em 2012 ela foi reconhecida como heroína nacional pela Asamblea Legislativa (equivalente costarriquenho do nosso Congresso Nacional).

3 – Deborah Sampson.



Conflito: Independência dos Estados Unidos.

        Nascida no atual estado americano de Massachusetts, Deborah Sampson era de uma família humilde, e quando seu pai sumiu no mar, sua mãe a deixou com alguns parentes mais abastados (uma prática comum na época); ela logo passou a exercer vários serviços, como costureira ou servente de taverna. Apesar de nunca ter frequentado uma escola, Deborah aprendeu a ler com os filhos de um reverendo, e chegou a dar aulas particulares em algumas casas de famílias mais humildes.
        Dona de um nariz avantajado e um físico pouco feminino para a época, Deborah não teve dificuldade em se passar por um homem ao se juntar ao Exército Continental, o braço forte dos patriotas na Guerra de independência. Por ter entrado em um regimento da infantaria ligeira, sua função em batalha seria cobrir a retaguarda das tropas de linha, uma função não tão pesada como o combate direto.
        Em 1782, ela participou de diversas escaramuças contra os britânicos, mas em sua primeira batalha mais intensa ela foi ferida por duas balas de mosquete, e implorou para ser deixada para trás, temendo ser reconhecida em seu disfarce. Sua perna nunca se recuperou, mas ela milagrosamente não foi descoberta. Entretanto, o disfarce foi revelado no ano seguinte; em reconhecimento à sua coragem, Deborah não foi repreendida com severidade, e recebeu uma quantia razoável para retornar à sua casa.
        Após o fim da guerra, Deborah se casou com um fazendeiro e teve três filhos, além de adotar uma menina. A fazenda onde eles moravam não era muito produtiva nem muito grande, e as dificuldades financeiras motivaram Deborah a tentar obter uma pensão como veterana da independência em diversas ocasiões, em uma “guerra” jurídica que se estendeu de 1802 até 1816. A quantia obtida foi o suficiente para reconstruir a fazenda e pagar dívidas, o que salvou a reputação de sua família. Em 1827, ela morreria de febre amarela.

4 – Agustina de Aragón.



Conflito: Guerra de independência da Espanha.

        A Espanha é conhecida por diversas heroínas que pegaram em armas contra invasores, tais como Maria Pita, Joaquina Gonzalez, Martina Ibaibarriaga e Maria Josefa Francisca. Durante a dura luta contra os exércitos imperiais de Napoleão Bonaparte, as guerrilhas se tornaram verdadeiras “úlceras” para os franceses, e espanhóis de diversas idades, diferentes classes sociais e ambos os sexos apanharam armas e ferramentas para repelir os invasores.
        Uma das regiões da Espanha onde ocorreram os combates mais intensos foi Aragão, onde estão as importantes cidades de Barcelona e Zaragoza, e local de nascimento de Agustina Raimunda Maria, mais conhecida como Agustina de Aragón. Aos 17 anos ela havia se casado com um cabo de artilharia chamado Juan Roca Vilaseca, e devido à função do marido, a jovem o acompanhava nas campanhas por Aragão.
        Durante o cerco à importante cidade de Zaragoza, Agustina realizou a ação pela qual ficou célebre: todos os defensores de um dos portões da muralha haviam caído, e os franceses prepararam uma investida. Agustina levava comida para o marido, e percebeu que havia um canhão ainda carregado, apontando para a porta. Ela apanhou uma tocha de um artilheiro ferido e disparou o canhão no momento que os franceses atravessaram a porta; foi o bastante para os invasores remanescentes crerem que se tratava de uma emboscada, fazendo-os fugirem apavorados.
        Apesar de Zaragoza tombar em 1809 e Agustina ser tomada prisioneira, sua façanha percorreu a Espanha. Após ser liberta, ela participaria de outras batalhas decisivas, incluindo o cerco de Tarragona, a sua cidade natal. Após a guerra, ela se casou em segundas núpcias com um barão chamado Juan Eugenio Cobos de Mesperuza, e desse matrimônio nasceu uma menina chamada Carlota. Agustina viveu tranquilamente até os 71 anos, falecendo em 1857.

5 – Suriyothai.



Conflito: Guerra Birmano Siamesa de 1547-1549.

        Diversos reinos do sudeste asiático travaram guerras por territórios e tributos desde a antiguidade, e talvez a rivalidade mais feroz entre eles envolvesse a Birmânia (atual Myanmar) e o Sião (atual Tailândia). A primeira guerra entre essas nações ocorreu na época em que os portugueses chegaram à região, trazendo armas de fogo e novas técnicas de combate; na Tailândia esse primeiro de vários conflitos contra Myanmar até hoje é lembrado como “A Guerra onde perdemos a Rainha Suriyothai”.
        Não se sabe sobre o início da vida de Suriyothai, exceto sua origem como integrante da nobreza de baixa extração do Sião; mesmo assim, essa jovem se casaria com o rei Maha Chakkraphat, e apesar de não o amar profundamente, ela dividia com ele o senso de dever com o reino. Relatos palacianos descrevem a rainha como uma mulher firme e resoluta, além de rápida no raciocínio. Essa perspicácia salvou seu marido de um golpe palaciano logo no início do reinado.
        O reino vizinho da Birmânia estava sob o comando da dinastia Toungoo, encabeçada pelo rei Tabinshwehti, e embora seu reino não fosse tão rico como o rival, contava com um exército mais poderoso e numeroso. Quando a guerra chegou às muralhas de Ayutthaya, capital do Sião na época, Maha Chakkraphat desafiou Tabinshwehti pra um duelo sobre elefantes, como era o costume na região, e Suriyothai o acompanhou até o local do duelo, montada em seu próprio elefante e vestida como um soldado.
        O duelo provavelmente teria acabado com a morte do rei siamês, se Suriyothai não interviesse: quando o rei birmanês estava prestes a dar um golpe fatal com sua lança, a rainha avançou com o elefante e se interpôs entre os dois monarcas. Ela morreu ao ser atingida no peito, mas foi o bastante para motivar os siameses a lutarem com empenho redobrado e a expulsarem os birmaneses. Mesmo após o Sião ser transformado em um estado vassalo da Birmânia em 1564, a história de Suriyothai motivaria seus conterrâneos a lutarem até recuperarem sua independência em 1593, sob o comando do príncipe Naresuan.

6 – Laskarina Bouboulina.



Conflito: Guerra de independência da Grécia.

        A luta pela independência da Grécia foi uma das guerras mais violentas na primeira metade do século XIX, e envolveu pessoas de toda a Europa, além de propostas curiosas para o novo país (uma delegação grega chegou a oferecer a coroa do novo país ao nosso Pedro I). Inúmeras mulheres participaram da luta contra o Império Otomano, e uma delas, chamada Laskarina Bouboulina, chegou a comandar sua própria frota naval no Mar Egeu.
        Bouboulina nasceu em uma prisão otomana em Constantinopla. Ela era a filha do capitão Stavrianos Pinotsis e sua esposa Skevo. Seu pai morreu logo depois que ela nasceu, a mãe e a criança retornaram à ilha de Hydra. Bouboulina casou duas vezes, primeiro com Dimitrios Yiannouzas e mais tarde com Dimitrios Bouboulis. Seu segundo marido foi morto em uma batalha contra piratas argelinos, e Bouboulina assumiu sua fortuna, construindo quatro navios, incluindo um grande navio de guerra com o nome de Agamemmnon. Nessa época ela se juntou à Filiki Eteria, uma organização secreta que estava se preparando para a revolução da Grécia contra o Estado Otomano.
        Sua principal tarefa era comprar armas e munições em suas próprias despesas, trazendo-os secretamente para Spetses em seus navios, mas Bouboulina também organizou suas próprias forças armadas, compostas por homens da região. Ela liderou suas próprias tropas até a queda do Forte em 13 de novembro de 1822, e nesse meio tempo o filho de Bouboulina, Yiannis Yiannouzas, morreu na batalha em Argos. Apesar da perda do filho, o pós-guerra trouxe algum alento para Bouboulina, pois sua filha Eleni Boubouli e Panos Kolokotronis (filho do general Theodoros Kolokotronis, um dos maiores heróis da independência da Grécia) iriam se casar.
        Apesar da vitória, o clima na Grécia continuava tenso, e uma guerra civil eclodiu em 1824. Bouboulina foi presa pelo governo por causa de sua ligação à sua agora família detida Kolokotronis, e o novo governo também matou seu genro. A heroína da independência grega foi morta em 1825, em uma briga de família em Spetses. Seu navio Agamemmnon foi doado pelos descendentes ao estado grego, mas ele foi queimado em 1831, durante a segunda guerra civil grega. Na ilha de Spetses existe um museu dedicado a ela, alojado na mansão do segundo marido de Bouboulina, onde descendentes dela ainda vivem.

7 – Teresa Magbanua.



Conflitos: Guerra Hispano Filipina; Guerra Filipino Americana; Segunda Guerra Mundial.

        Teresa Magbanua era apenas uma professora e dona de casa quando estourou a guerra pela independência das Filipinas em 1896. Apesar dos protestos de seu marido, Alejandro Balderas, ela e seus dois irmãos se juntaram ao Katipunan, o principal movimento entre os separatistas, e Teresa requisitou auxílio de seu tio, major dos bandos rebeldes, para participar da linha de frente. Durante o tempo em que viveu na fazenda de seu marido, ela aprendeu a atirar e cavalgar, e essas lições mostrariam seu valor durante as três guerras das quais participou.
        Apesar de fazer parte de uma tropa de segunda linha dentro do exército separatista, Teresa participou de várias batalhas decisivas em 1898. A visão dela sobre o cavalo, enquanto liderava as tropas, fazia eco com a lenda de Joana D’Arc, conforme alguns líderes do movimento, mas entre as tropas de baixa extração ela era chamada de "Nanay Isa" (“Mãe Teresa”). Uma das batalhas mais importantes contra os espanhóis envolveu a liberação de sua cidade natal, chamada Iloilo.
        Com o final da guerra de independência, os americanos decidiram ocupar as Filipinas como um protetorado, e muitos guerrilheiros voltaram à ativa. Teresa participou da batalha de Balantang, uma das mais célebres vitórias dos filipinos, e chegou a desfilar sobre um cavalo branco, para encorajar os homens a se unirem ao movimento. No entanto, uma tragédia pessoal atingiu Teresa logo em seguida: seus dois irmãos morreram em combate. Após algum tempo insistindo em uma infrutífera guerrilha, Teresa se entregou aos americanos em 1900 e retornou à fazenda onde vivia com Alejandro. A ocupação americana das Filipinas duraria até 1946, com o fim do protetorado.
        Apesar de não ter efetivamente lutado durante a ocupação japonesa das Filipinas na Segunda Guerra Mundial, Teresa fez o possível para ajudar a resistência local, vendendo ou trocando bens da fazenda por munição e comida. Seu marido morreu pouco depois do início da nova ocupação, e ela vendeu a fazenda para financiar a luta. Após a Segunda Guerra Mundial, ela se mudou para a cidade de Pagadian, junto da única irmã que lhe restava, e nunca mais se casou. Seu falecimento em 1947 não teve anúncios oficiais do governo, mas hoje Teresa Magbanua é merecidamente lembrada com um prêmio que leva o seu nome, dado a professores nas Filipinas.

Texto escrito por Mateus Ernani Heinzmann Bulow 



Gostou do texto do Mateus? Então, clique na TAG Mateus Ernani Heinzmann Bulow que está ao lado direito da tela do Blog. Aproveite para conferir outros textos dele publicados no meu Blog, Recanto da Escritora. 

       

Suriyothai 




Observação:

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TAGs (marcadores) deste texto:

*Mateus Ernani Heinzmann Bulow;
*Mulheres que devem ser lembradas;
*Mulheres na Guerra;
*Textos escritos em 2017.

Clicando no Link abaixo, você confere o texto "Mulheres que devem ser lembradas - Parte 1":

http://tatycasarino.blogspot.com.br/2017/11/mulheres-que-devem-ser-lembradas-parte-1.html












quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Taty Casarino Respondendo TAG - 1


  Olá, pessoal! Vocês conhecem as TAGs que circulam pela internet nos diversos Blogues e canais do YouTube? Há TAGs muito divertidas e hoje eu vou inaugurar uma série aqui no Blog sobre "Respostas de TAGs". Serão postagens mais descontraídas e repletas de humor onde abordarei algumas preferências pessoais. Espero que gostem! ;)

  A TAG de hoje é a seguinte: "Completando a frase". 

1) Sou muito... 

         


Sou muito verdadeira. Quem me conhece sabe como sou transparente e chega até ser bem humorada a minha sinceridade. Porém, nunca fui grossa devido à sinceridade. Prezo harmonia e diplomacia. Por essa razão, às vezes eu "suavizo" a verdade ou sempre falo uma mensagem boa, otimista ou esperançosa para a pessoa ao invés de simplesmente dizer uma verdade dura. 

2) Não suporto...

               


     Não suporto mentira e invasão de privacidade. Costumo me afastar de pessoas falsas, invejosas, mentirosas ou invasivas. Detesto detectar falsidade, assim como não gosto que desconfiem de mim. Como prezo a verdade, sinto-me constrangida quando pensam que eu menti por algo. 
     Se eu digo não, estou dizendo não. Se eu digo sim, estou dizendo sim. Se eu digo que não posso receber alguém em minha casa ou sair com a pessoa, eu não posso mesmo. Não invento desculpas embora meu jeito reservado de canceriana posso transparecer algo "antissocial". Eu gosto de me socializar, de dialogar com as pessoas. Mas eu também adoro o meu cantinho, minha solidão e gosto que respeitem o meu espaço. 
     Relacionamentos sufocantes ou grudentos demais de um viver na casa do outro ou ficar saindo toda hora com o outro não é comigo. Gosto de ter espaço nas amizades e relações amorosas ou fraternais. Como sou empata, sinto-me cansada de ficar horas com uma pessoa ou com um grupo de pessoas (ainda mais se o papo for pesado). 
     Então, sinto que preciso de momentos de solidão para recarregar minhas baterias. Não é maldade minha, pois sou uma amiga generosa e daquela que apoia as pessoas que ama até debaixo d'água. Todavia, minha sensibilidade me obriga a ter meus momentos de silêncio e reclusão. 
     As pessoas, às vezes, falam demais e tudo o que eu quero é silêncio, hehehe. Dialogar é ótimo, desabafar é ótimo, ouvir e falar também são tudo de bom, mas você já experimentou ficar no silêncio com a pessoa amada ou amiga apenas curtindo a presença dela sem dizer uma palavra? É delicioso! Não há palavras para descrever. 
     Não espere de mim uma pessoa "grudenta" ou uma parceira para todos os passeios. Talvez alguns me achem distante, mas a maior distância que pode haver é a falta de amor. Talvez eu ame mais os meus amigos e seja mais próxima a eles do que muita gente que vive saindo com os amigos para todos os lugares e não sente amor algum. 
      Ao meu ver, o relacionamento precisa de equilíbrio e maturidade para sobreviver. O poeta Manuel Bandeira costumava dizer o seguinte: Amizade é como flores, não podemos deixar de regá-las, mas não podemos regá-las muito. Quem é muito sufocante acaba "afogando" a flor. Todavia, devemos saber regar a flor também quando necessário através de simples gestos de afeto e ternura. Também não gosto de me sentir "aprisionada". 
        Não me dou bem com pessoas carentes que querem sugar toda a sua atenção ou que não aceitam que você pode ter afeto por outras pessoas. Aviso aos navegantes: meu coração é grande demais, pois é do tamanho de um navio. Sou fiel no amor, mas tenho muitos amigos. Não sou de ter uma amiga só ou uma melhor amiga. Sou de ter muitas amigas diferentes entre si e amigos com histórias diferentes para contar. Cresço como pessoa convivendo com pessoas diferentes. 

                     

         

         Amo cada pessoa de uma maneira diferente e espero ter meu núcleo de amizades respeitado. Sou muito carinhosa e expresso o meu afeto, mas também tenho meus momentos sagrados de solidão além de cultivar a simplicidade da vida com a família. 
         Já tive medo de perder amizades por causa do meu jeito diferente de ser, mas hoje eu caminho de coração tranquilo: quem tiver de sair do meu caminho que saia, pois só ficará em minha vida aqueles que me aceitam como sou e me amam de verdade. Não tenho medo de ingratidão dos outros e continuo a fazer o bem de coração limpo. 
          Sou segura de mim hoje em dia e não choro mais por medo de desagradar alguém. Antes, eu gostava de agradar os outros e até acabava desagradando a mim mesma. Hoje eu continuo a agradar quem eu amo, mas me agrado em primeiro lugar e me respeito. É preciso equilíbrio entre fazer o bem aos outros e fazer bem a si mesmo. Se eu tiver de dizer "Não", eu direi. Se a pessoa deixar de gostar de mim por eu não ter feito o que ela queria, isto seria uma prova de que ela não gosta de mim de verdade... 

3) Eu nunca...

              


    
      Eu nunca segui blogueiras de moda ou garotas do tipo "fashion" no YouTube. Eu definitivamente não me inspiro em nada nem em ninguém na hora de me vestir. Eu gosto de me vestir bem, mas isso tem a ver mais com uma questão de criatividade do que moda propriamente dita.
     Cada dia eu faço uma combinação harmônica de peças de roupas e sapato. Para mim, não se trata de querer chamar a atenção ou ser "metida" por me vestir bem até para ir à padaria, mas sim de pura brincadeira (e eu tenho Ascendente em Libra, o ascendente mais elegante e fashion do zodíaco, então vamos respeitar, hehehe). Não me visto para atrair os homens nem para causar inveja nas "inimigas" (hehehe), mas para mim mesma. É a minha personalidade que busca uma moda criativa e autêntica. 
  Eu brinco de estilista e gosto de me vestir de maneira clássica e única. Gosto muito da minha autenticidade, da minha originalidade e recuso o culto às roupas de marca. Admito que tenho algumas peças de marca em meu guarda-roupa (a maioria eu ganhei de presente e são de marcas como Calvin Klein, Arezzo e Zara), especialmente sapatos e casacos. 
     Contudo, admito que 80% das peças do meu guarda-roupa são de lojas de departamento como Renner, Riachuelo e Marisa. Eu tenho condições financeiras de investir em marcas se eu quisesse, mas eu recuso. Sabe por quê? Porque eu acho muito mais divertido "caçar" peças boas e baratas em lojas de departamento do que em entrar em loja de madame. 
      Gosto de ser criativa e combinar peças, encontrar peças baratas e escolher com calma e tranquilidade as minhas roupas. Nas lojas de madame, sempre aparece uma vendedora tagarela para lhe paparicar ou esgotar a sua paciência com as dicas de moda ao empurrar a peça para mais cara para a cliente recém chegada. Como eu já mencionei, não gosto muito de "tagarelices" e prefiro escolher as minhas peças silenciosamente --- sem vendedoras para me ajudar. Sou uma caçadora de roupas... 
      Eu caço muito bem as roupas e me orgulho disso! E olha que eu me visto melhor caçando roupa em loja de departamento do que muita madame de loja de marca por aí, hein! Sabe por quê? Porque ser chique não depende do preço da sua roupa nem da marca da sua etiqueta, mas da sua postura elegante. Uma mulher deve caminhar graciosamente, com a cabeça erguida, expressando a sua personalidade e consciente da própria beleza, da própria delicadeza e do próprio charme. Autoconfiança e autoestima não estão penduradas nos cabides, não têm preço, mas formam a verdadeira moda. ;)

                     

     

        Adoro maquiagem também e aprendi sozinha a me maquiar -- sem cursos, sem dicas de modelos ou blogueiras, sem nenhuma inspiração exterior... Não tenho nada contra quem segue blogueiras desse ramo, pois cada um tem o seu jeito de ser. Mas eu evito seguir essas pessoas, porque eu acho que se inspirar demais em pessoas das mídias sociais tira um pouco a nossa criatividade. 
      Nós temos uma capacidade imensa de inventar o próprio estilo. Acredito que cada um deveria encontrar a própria moda e a própria maquiagem que mais combinam com o seu jeito de ser. Como escritora, eu vejo a moda como um processo que te ajuda a interpretar as diversas personagens que você encara em seu dia-a-dia: a mulher, a estudante, a mãe, a filha, a profissional, a namorada e etc. A roupa e a maquiagem do dia, por incrível que pareça, te ajudam a entrar no "clima" de seus afazeres. Já pensou que preguiça seria ir ao trabalho de pijama? Hehehe. A moda tem a sua função social. 
      Às vezes, eu levanto com vontade de criar um make leve e outras vezes eu estou a fim de um visual mais gótico. Tem dias que amanheço romântica e passo batom rosa. Tem dias que eu amanheço rockeira, ligo um rock and roll no Spotify e coloco um make mais "pesado". 

                  

       Eu sigo o meu coração quando se trata de moda e o meu bom senso. Graças a Deus, a minha intuição nunca falhou. Acredito muito que, quanto mais você estiver centrado no seu eu e ligado com a sua intuição, mais harmônica será a sua maneira de se vestir. Um visual desleixado quase sempre aponta insegurança, baixa autoestima e depressão. Cuidar do visual não é nada fútil, pois significa expressar carinho por si mesmo. Quase sempre a beleza e a harmonia exterior refletem as mesmas virtudes interiores... 
          Adoro a autonomia e a independência de entrar em lojas de departamento sem ser importunado ou paparicada hehehe. Além do mais, conheço cada peça linda e barata em minhas "caças" que sei que é mentira quando uma pessoa diz que se veste mal por falta de dinheiro. Deselegância é falta de gosto, porque hoje em dia tem cada roupa linda e barata... Sem contar que há ricas que, mesmo com roupas caras, são deselegantes e se vestem mal para caramba. Dinheiro não compra elegância nem bom senso... 
           Muitas pessoas podem me perguntar: Se você fosse rica, você se vestiria apenas de marcas? Eu responderia que, se eu fosse rica, talvez eu contratasse um estilista particular e uma costureira particular para fazer as minhas próprias roupas. Adoraria conceber um estilo próprio. Amo originalidade, autenticidade e criatividade. Já até brinquei de desenhar roupas com uma amiga, mas não tenho talento para desenho hehehe embora eu admire o trabalho dos estilistas. 

                      

           
            Até posso me inspirar em algumas roupas de marca, mas crio o meu próprio estilo. Não abro mão de minha originalidade. Jamais usaria algo só por estar na moda ou por representar "status". Não sou deste tipo de pessoa que precisa estar com etiqueta de marca para se sentir segura. Para mim, a beleza vem de dentro. Gosto de estar atualizada quanto ao mundo fashion e sigo algumas páginas de roupas de marca e de lojas de departamento (como Renner, minha loja favorita) no FaceBook. 
            Mas nunca fui deslumbrada com este mundo. Inclusive acho muitas roupas de desfiles de moda esquisitas, assim como acho patética a magreza de algumas modelos. Prefiro o corpo com mais curvas! Melhor ser gostosa e ter o corpo tipo "sereia" do que ser uma magricela feito um cabide! Viva as minhas gordurinhas: elas me fazem humana! Desde que eu tenha cintura, eu estou feliz! ;)

4) Eu já...

              


     Eu já fiz dois Books Fotográficos. Um aos 17 anos e o outro aos 21 anos. Gosto muito de tirar fotos desde crianças e as pessoas me consideram "fotogênica". Eu tenho paixão por câmeras fotográficas e filmadoras e ainda quero ter esses equipamentos, pois o celular nunca será competente o suficiente mesmo fotografando ou filmando como os Androids e iPhones de hoje em dia.  
  O Book que eu fiz aos 17 anos foi divertido, porque eu era bem tímida e não tinha uma autoestima tão legal quanto a que eu tenho hoje. Através das fotos eu vi que tinha uma certa beleza e carisma, virtudes que eu ainda não valorizava tanto em mim.
     Nessa época, eu tinha dentes encavalados e costumava colocar a mão sobre a boca para sorrir. Só comecei a me sentir bonita e segura o dia que realizei com sucesso o meu tratamento ortodôntico. Hoje eu sorrio para todo mundo e tenho a mania curiosa de sorrir hehehe. Eu sei bem o valor de um sorriso! Quando você se deparar com uma pessoa segura e sorridente, saiba que por trás daquele sorriso há uma história com lágrimas também. O ser humano só dá valor a certas coisas após duras batalhas emocionais que fortalecem a autoconfiança. 

                     

     
          O Book de 17 foi engraçado, porque eu fui com uma blusa de ginástica que tinha forro e não necessitava sutiã. Chegando lá, a fotógrafa pediu para eu ficar só de sutiã e short para eu tirar fotos sobre um tablado e com umas plumas. Eu falei "moça, estou sem sutiã, poderia me emprestar um do figurino do estúdio?" Foi aí que eu descobri o figurino lindo do estúdio fotográfico (eu fui com uma roupa simples no dia, pois estava com pressa no meu ano de formatura do Ensino Médio). Depois, descobri que dá para você levar roupas bonitas de seu próprio armário em uma mala para o estúdio.
          A moça do estúdio pediu para eu fazer uma "cara sexy" e eu estava tão tímida que não conseguia olhar para a câmera. Instintivamente, eu coloquei a mão sobre o meu rosto (um gesto tímido como se eu quisesse me esconder), e a fotógrafa achou linda a pose por retratar um certo pudor e delicadeza. Ela quis extrair o melhor de mim nas fotos e retratar bem a minha personalidade. O meu único pedido era de que as plumas fossem da cor lilás, pois esta cor me deixa feliz -- não sei o porquê. 
          A foto ficou bem bonita e apareceu eu olhando para o lado com os cabelos para cima e as plumas me cobrindo hehehe. Há também muitos ventiladores em estúdio para dar aquele efeito "vestido voador á la Marylin Monroe" e cabelo diva. 

                     

           

            Em uma hora engraçada, a fotógrafa me mandou ficar de pé, colocou um holofote na minha frente e disse "pensa nele!". Eu indaguei: "Nele quem?" E ela respondeu: "Pense em um rapaz que você é apaixonada ou em namorado para a face aparentar expressões do tipo sexy e brilho nos olhos naturalmente. Caso não tenha namorado, pense em um rapaz bonito" Eu não tinha namorado na época nem estava apaixonada por alguém especial. Nesses momentos, penso nas bênçãos de Deus e nas minhas conquistas de superação (como a formatura) para invocar o famoso "brilho nos olhos" e ficar expressiva e fotogênica. 
           A foto capta não só a aparência, mas a tua energia emocional. Não adianta estar bonita, maquiada e estar triste. Tristeza aparece na foto. Toda emoção é captada na foto... A beleza vem de dentro realmente. Experimente tirar uma foto sua com a mesma roupa e a mesma maquiagem: uma num dia triste e a outra num dia feliz e veja o que acontece (eu já fiz isso em casa e deu certo o teste que inventei para ver emoções em fotos). 
            Naquele momento, porém, fiquei pensando comigo mesma em que rapaz eu poderia pensar e, em minha cabeça, passou por alguns instantes o rapaz que passeava com seu Pit Bull no Parque Itaimbé de Santa Maria/RS (hehehe, eu dou muita risada quando me lembro disso). A fotógrafa queria que eu pensasse em um homem bonito para eu fazer "olhar de paquera" ou "olhar sexy". Com tanto ator bonitão para pensar (tipo Brad Pitt ou André Bankoff), eu fui logo pensar no cabeludo do Parque Itaimbé, um rapaz que tinha cabelos louros, longos e lisos naturais e passeava com seu cachorro. Eu tinha uma Pinscher na época, então nem me aproximava dele... Apenas admirava aquele rapaz e não sei o porquê. Talvez por lembrar um príncipe moderno e rockeiro hehehe. 

                             

             
           Recomendo dois estúdios para Books fotográficos em Santa Maria/RS: Asaphoto (o estúdio onde fui aos 17 anos) e Estúdio Elllas (o estúdio onde eu fui aos 21 anos quando já estava com sorriso lindo após tratamento ortodôntico -- foi um Book emocionante). Para toda mulher que deseja reencontrar a sua autoestima, eu sugiro um Book feito em estúdio profissional. Você nunca mais vai ter a mesma percepção sobre modelos e capas de revistas depois de ver a quantidade de truques, ventiladores e afins que existem em um estúdio (hehehe). Qualquer mulher pode ser uma diva. 

5) Quando criança...

               


    Quando criança, eu gostava de inventar histórias e fazia roteiros dramáticos na hora de brincar de Barbie. Talvez tenha nascido aí o meu dom para inventar histórias e ser escritora. A minha Barbie se casava, tinha filhos, brigava com o Ken, passeava de Trailer com o ken, tomava banho em banheira e escovava o cabelo. E, sim: eu já caí na tentação de cortar o cabelo de uma boneca para brincar de cabeleireira. Mas foram só duas bonecas. Sempre cuidei com caprico das bonecas. Não cortem cabelo de boneca, meninas! 
     Eu também escrevi uma música muito curiosa aos 9 anos de idade quando brincava com uma coleguinha sobre inventar canções. Ela inventou uma cação para ela e eu inventei uma para mim. 
   Talvez essa brincadeira seja a "semente" da minha "gana" pelo mundo da poesia. Hoje eu amo escrever poesias e já contribui com letras de músicas (muito mais maduras do que as que eu escrevia quando era criança, é claro hehehe) para um projeto de um amigo músico meu. 

Aqui está a canção que eu inventei aos 9 anos:




Quem não gosta de chacoalhar o esqueleto?

Quem não gosta de chacoalhar o esqueleto?
Olhem aí, porque esta pessoa esta contra ela mesmo.
Deve ser uma chata, antipática,
eta, ela é zureta!
A vida é dançar...

Quero ver se ela não vai chacolhar o esqueleto
quando ouvir... 
... um pagode, um samba, um rock, um jazz...

...Ela dançou, olha a Carla dançando.
Eu não disse?
Quem não gosta de chacoalhar o esquelêeeetooo? Uh! Piribulim!  
Pan-pa-ra-pan-pa-ra-pan-pa-ra. [Imaginar instrumento de sopro fazendo este barulho] 
Piribulin...
...Pan-pa-ra-pan-pa-ra-pan-pa-ra. 

        


Todo mundo na época me perguntava quem era Carla, já que eu não conhecia ninguém com esse nome e não havia coleguinhas com este nome. Não, eu não me inspirei em nenhuma Carla -- nem na Carla Perez, hehehe. Foi um nome que eu inventei na hora. O fato de eu não conhecer alguém com este nome me introduziu de algum modo à ficção e à liberdade criativa. 

Tatyana Casarino

Tem sugestões para perguntas que eu possa responder? Conhece alguma TAG boa por aí? Deixe dicas nos comentários. ;) 

Esta TAG foi inspirada nas perguntas deste blog:

http://perguntasparatags.blogspot.com.br/2015/11/tag-completando-frase.html