O Cantinho de Tatyana Casarino. Aqui você encontrará Textos diversos e Poesias simples com a medida do coração.









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domingo, 14 de janeiro de 2018

Como ter a Beleza Francesa



               

      A mulher francesa é conhecida por algumas virtudes marcantes, tais como --elegância, charme e delicadeza. Centro de referência do mundo da moda, da sensualidade e da beleza, a França sempre exalou romantismo e aquela atmosfera chique que você não sabe denominar -- o famoso "Je ne sais quoi" ("eu não sei o quê" seria a tradução da expressão, mas é mais fácil dizer que a francesa tem borogodó mesmo). 
    Desde as modelos da capa da Vogue francesa até as dançarinas de cancan, Afrodite (a deusa do amor e da beleza) parece abençoar as francesas. Até mesmo o cabaré francês, o Moulin Rouge, sabe combinar glamour e sensualidade como nenhum outro, razão pela qual está longe da vulgaridade.          Como estudante de Astrologia, eu costumo dizer que Paris é a capital libriana do mundo (sou canceriana com ascendente em Libra), já que Libra é o signo regido por Vênus, o planeta da Justiça, do charme, da beleza e das Belas Artes. Se você quer se inspirar na Beleza Francesa, peça as boas energias de Vênus e mergulhe neste texto! Oh là là! C'est intéressant! Oh! É interessante! ;)

Como ter a Beleza Francesa 
               


      Ao contrário do que muitos pensam, as francesas não gostam de plumas e paetês nem de excessos. Você estará mais perto do charme francês quanto mais equilibrada e serena for a beleza (nesse sentido, busque a beleza libriana hehehe). Muito embora o passado francês seja marcado pela ostentação de joias e grandioso glamour (com toques leoninos diga-se de passagem hehehe), a francesa sabe usar a maquiagem com equilíbrio e vestir-se de modo clássico, romântico e minimalista. 


                     

       
        Mesmo sendo de origem britânica, a atriz e cantora Jane Birkin (aquela que gravou Je t'aime moi non plus com Serge Gainsbourg) viveu na França e é conhecida por expressar o estilo de beleza francesa. Ela é uma das precursoras de um estilo que eu gosto muito -- o bohemian chic, o estilo que mistura o classicismo europeu com a simplicidade hippie e os acessórios dos ciganos. 
       Nesse sentido, trata-se de um estilo que consiste em misturar peças sofisticadas com peças simples. Exemplos de peças inspiradas nesse estilo incluem blusas do tipo bata, saias longas, vestidos de tecidos leves e esvoaçantes, calça pantalona jeans (adoro!), blusas estampadas, camisa de mangas largas e desenhos geométricos e botas -- tanto as de cano curto (as famosas botinhas) quanto as de longo. 

                                

         
         Jane Birkin sabia como ninguém misturar elegância com simplicidade, pois podemos ver que a sua maquiagem é simples e destaca a sua beleza natural. Ela até deixa as sardas aparecendo na face e não faz questão de usar exageradamente a base e o pó compacto para escondê-las. 

         A maquiagem de Jane Birkin, por incrível que pareça, é muito semelhante à maquiagem que eu sempre fiz em meu cotidiano instintivamente (eu sempre fui de seguir mais a minha intuição do que a moda e cada vez mais eu vejo que a minha intuição acerta nesse mundo fashion também hehehe). 

*Face -- Use um pouco de base líquida na cor de sua pele apenas para preparar o rosto. Não exagere na Base. Se você tiver sardas com ela, não tenha receio de mostrá-las. Apenas passe algumas gotas de base e espalhe bem pelo rosto, massageando as bochechas, a testa e o queixo com as pontas dos dedos.

 *Olheiras -- É importante ter uma pele fresca, exalando saúde e vigor. Para conseguir este efeito, disfarce as olheiras com corretivo.

*Bochechas -- Passe um pouco de blush nas bochechas. As bochechas rosadas simbolizam a beleza francesa. Mas não exagere para não ficar parecendo uma palhaça (hehehe). Evite ficar artificial, pois a beleza francesa tem a ver com naturalidade. Use com equilíbrio o blush (líquido ou em pó) e deixe o blush bem leve -- como se você tivesse a bochecha naturalmente rosada. 

          


 *Palpébras -- Ao contrário de Brigitte Bardot (sua amiga e rival hehehe), Jane Birkin não era adepta do delineador preto nem fazia aquele famoso tracejado estilo gatinho. Ela preferia lápis de olho em cores discretas e claras que acentuam o olhar (indico lápis de olho bege claro ou branco que deixa os olhos maiores e provoca a sexy abertura do olhar de tigresa hehehe) e até mesmo dispensava a maquiagem nos olhos muitas vezes. Seu look era bem natural, fresco e sereno. 
    Para uma maquiagem inspirada no estilo dela, indico lápis de olho em cores claras e sombras claras. Passe levemente um tracejado de lápis de olho claro nos olhos e combine com uma sombra clara (bege clara ou qualquer tom pastel). Muito antes dos termos "nude" e "minimalista" chegarem no mundo da moda, Jane Birkin sabia ser clássica com sua maquiagem leve. 

          


       *Cílios -- Os cílios são o grande destaque de Jane Birkin e da beleza francesa. Se você é sortuda como eu e já nasceu com cílios longos, então abuse do rímel preto e passe o produto tanto nos cílios superiores quanto nos cílios inferiores. Caso seus cílios sejam pequenos, recomendo a aplicação de cílios postiços. Esqueça aquela regra que o rímel só deve ser passado nos cílios superiores.            
      Você pode expressar cílios no estilo "boneca" e, ainda assim, manter a maquiagem leve e equilibrada (caso tenha seguido as dicas anteriores). Vale usar o bom senso. Moda não é sobre ser sofisticada, mas sobre ter bom senso. 
      Se você sabe que vai exagerar no rímel, então pegue mais leve no batom e nos outros itens da maquiagem (como sombra e lápis de olhos), optando por cores claras e leves no restante da maquiagem. A grande marca de Jane Birkin era os cílios de boneca, destacando os cílios inferiores inclusive. 

     Após as dicas de maquiagem, postarei algumas fotos de roupas para inspirar as leitoras. 

*Itens que não podem faltar em seu guarda-roupa estilo francês  

  *Blusas e vestidos charmosos que mostrem os ombros (eu tenho um vestido azul com babados que mostra os ombros e adoro)
  *Meia-calça (para usar com shorts, saias e botinhas)
  *Meias compridas até os joelhos (para fazer o estilo colegial sexy ou moça parisiense, combinando com saia plissada e boina francesa)
  *Vestidos esvoaçantes
  *Calças jeans (dê preferência às calças jeans pantalonas e de cintura alta)
  *Camisas brancas femininas de mangas largas
  *Camisetas brancas simples
  *Blusas com estampa de flores 
   *Calça social 
   *Saia comprida
   *Saia plissada
   *Saia social preta
   *Short jeans (para usar com meia-calça)
   *Boinas, chapéus e luvas
   *Colares compridos, brincos pequenos e pulseiras delicadas 



*Saiba usar vestido junto com botas de cano longo (fica um charme) ou mesmo casacos longos com botas no inverno. Jane Birkin usava botas com vestidos e casacos. 


*Brigitte Bardot, atriz e cantora francesa (outra musa de Serge Gainsbourg), gostava de combinar saias e botas em seus estilo. 


    Jane sabia combinar vestido e botas. Para completar, usava acessórios que remetiam ao estilo cigano, como este colar bem bohemian chic


Camisa que deixa os ombros à mostra também é destaque no estilo francês. Afinal, as francesas sabem muito bem sobre a arte de ser sexy sem ser vulgar.  


Jane usava meias compridas até os joelhos com shorts e saias escuras, cinto e blusas. Ficava sexy e charmoso ao mesmo tempo. 

 Brigitte Bardot usava vestidos acima do joelho e sem meias (inovadora para a época). Gosto do babado leve no fim do vestido e das linhas verticais. Tenho um vestido azul com babados no final e estampa com linhas pretas e brancas geométricas que formam várias letras "V" em torno do vestido. Adoro!


Brigitte Bardot também é famosa pelo uso de saias bem rodadas com estampa xadreza, as quais combinavam com blusas justas e cintos. Esse tipo de roupa realçava a sua cintura e o seu corpo em formato violão. Em outra postagem sobre moda francesa, posso abordar mais a respeito de Brigitte Bardot. 

Calça jeans cintura alta pantalona, cinto, camisa branca com ombros à mostra, gargantilha combinada com colar longo e maquiagem leve formam o estilo de Jane Birkin. Um estilo bem bohemian chic. Très chic! Muito chique! O mais interessante é que ela sabia equilibrar simplicidade e elegância ao mesmo tempo. 



Espero que tenham gostado da postagem. Pretendo trazer mais postagens a respeito de Moda & Beleza para o blog. Mas, lembre-se -- antes da beleza exterior, existe a beleza interior. De nada adianta estar bonita por fora e um caco por dentro. Um sorriso é a melhor maquiagem que uma mulher pode ostentar. Além disso, traços bonitos tornam-se feios em uma mulher carrancuda. Viva a vida mais leve! 
     
    O sorriso meigo e o olhar sereno são as expressões mais belas que uma mulher pode ter. O que torna uma mulher bela de verdade é a sua paz interior. Este equilíbrio interno exala pelos poros, deixando a pele mais bela e iluminando a mulher em todos os sentidos. A beleza exterior sem a beleza interior fica vazia e acaba. Pretenda ter a alma mais bela se quiser exalar mais beleza por fora também. Existem duas coisas que você não compra no Shopping -- Paz e Amor. Se você carrega Paz e Amor dentro de você, tenha a certeza que você parecerá bela aos olhos de todos.

Texto escrito por Tatyana Casarino 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

As Músicas Francesas mais Emblemáticas de todos os tempos


  Olá, pessoal! Como todos já sabem, eu sou apaixonada pela língua francesa hehehe (concluí o Curso de Francês na Wizard há alguns anos atrás). Então, preparei uma postagem bem especial sobre as músicas nessa língua que mais fazem sucesso, já que a melhor maneira de entrar em contato com um idioma é através da música. J'espère que vous apprécierez. Bonne Lecture! Espero que vocês gostem. Boa leitura!

1) La vie em rose -- Édith Piaf

         

    Não poderia fazer uma lista de músicas francesas sem citar a música francesa mais icônica de todos os tempos. La vie em rose (a vida é cor-de-rosa) é uma canção francesa que se tornou mundialmente conhecida na voz de Édith Piaf, a qual é considerada pela crítica como uma das maiores cantoras francesas de todos os tempos. 
    Essa é a música mais emblemática da França e também do Romantismo (escrever França e Romantismo numa mesma frase parece até pleonasmo hehehe). Diversos cantores interpretaram essa música, incluindo a cantora canadense Céline Dion, uma das maiores vozes do romantismo contemporâneo desde a célebre trilha sonora de Titanic onde cantou My Heart Will Go On. Eu fiz um vídeo com esta música na voz de Céline Dion e imagens românticas ao fundo. Confiram no meu canal no YouTube


                                https://www.youtube.com/watch?v=6G8hxZ2o38c


Confiram a letra

Des yeux qui font baisser les miens
Un rire qui se perd sur sa bouche
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose
Il me dit des mots d'amour
Des mots de tous les jours
Et ça me fait quelque chose
Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause


Olhos que fazem baixar os meus
Um riso que se perde em sua boca
Ai está o retrato sem retoque
Do Homem a quem eu pertenço


Quando ele me toma em seus braços
Ele me fala baixinho
Vejo a vida em cor-de-rosa
Ele me diz palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso me toca
Entrou no meu coração
Um pouco de felicidade

Da qual eu conheço a causa


Letra e tradução completas em Terra Letras, veja o link abaixo

https://www.letras.mus.br/edith-piaf/30686/traducao.html



2) Ne Me Quitte Pas

             

    Outra música muito clássica da língua francesa e do romantismo. Ne Me Quitte Pas significa "Não me deixe" e foi interpretada por diversos cantores no mundo inteiro. No Brasil, tal música foi interpretada por Maysa Monjardim, uma cantora contralto, compositora e atriz brasileira. Além disso, na minissérie brasileira Presença de Anita, essa música embalava o enredo sensual e dramático de Manoel Carlos baseado no romance erótico de Mário Donato. 
     Ne Me Quitte Pas é uma canção célebre de Jacques Brel que representa uma ruptura amorosa. No clipe da música, há uma simplicidade e uma profundidade incrivelmente unidas. Sem grandes efeitos ou cenários, vemos Jacques Brel chorando com intensa carga dramática (adoro carga dramática e língua francesa hehehe). O que mais me chama a atenção nesse clipe em preto e branco é a exposição da vulnerabilidade de Jacques Brel que não teve medo de deixar as lágrimas correrem pela sua face. Lindo! Lindo! Grandemente forte é a coragem de mostrar a nossa vulnerabilidade emocional. Um verdadeiro poeta! 
     Para mim, esta música significa libertação da opressão emocional que os homens sofrem em nossa sociedade (sim, eu acredito que os homens são os verdadeiros oprimidos em nossa sociedade, especialmente em termos emocionais). Um homem chorar sem pudor na frente de uma câmera de um jeito tão dramático, tão visceral, tão romântico e tão corajoso é libertador!

   Confiram o clipe


                              https://www.youtube.com/watch?v=Vz6r0TP4FBI

Letra da música (amo cantar esta música e guardo esta letra impressa)

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
À savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
À coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas

Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas

Não me deixe
Devemos esquecer
Tudo pode ser esquecido
Que já tenha passado
Esquecer o tempo
Dos mal-entendidos
E o tempo perdido
Tentando saber como
Esquecer as horas
Que as vezes matavam
Com golpes de porquê
O coração da felicidade
Não me deixe


Eu te oferecerei
Pérolas de chuva
Vindas de países
Onde não chove
Eu vou cavar a terra
Até após a minha morte
Para cobrir o seu corpo
De ouro e de luzes
Eu farei um reino
Onde o amor será rei
Onde o amor será lei
Onde você será rainha
Não me deixe

Letra e tradução completas


3) Je t'aime... moi non plus 

           

   Esta é outra música francesa emblemática (hoje é o dia de eu citar músicas emblemáticas mesmo hehehe). Trata-se de uma música erótica que simula uma relação sexual criada pelo cantor e compositor francês Serge Gainsbourg. Muito embora ela tenha sido proibida em diversos países na época em que foi lançada, ela possui tremendo sucesso internacional. 
   Inicialmente, Serge Gainsbpurg gravou esta música com Brigitte Bardot em 1967. Todavia, a música atingiu mais sucesso em 1969 quando ele gravou novamente a canção com outra namorada, a bela Jane Birkin. Eu considero a música romântica, sexy e bonita. Confesso que é raro eu gostar de músicas com conteúdo sexual explícito por considerar deselegante e vulgar geralmente. Mas esta música é tão charmosa e exala tanto glamour que eu gosto (ela está em francês, a língua do amor, então a gente dá uma chance à música hehehe).  
    Apenas não gosto da mensagem da música -- a de que as mulheres fazem amor e homens fazem sexo. Enquanto a mulher sussurra "eu te amo", o homem diz "e eu não." É como se, para o homem, só o aspecto físico interessasse. E isto não é verdade. Homens também sentem Amor Verdadeiro, assim como nós mulheres também sentimos o prazer físico. É óbvio que a mulher é mais romântica, mas o homem também tem sentimentos.
      É curioso ver que os fãs da música comparam os gemidos de Bardot com os de Birkin hehehe (ao meu ver, os de Birkin são mais autênticos). Minha intuição feminina diz que Birkin foi autêntica demais. Ela amava Serge Gainsbourg. E, cá entre nós, que homem feio! Não me digam que era o dinheiro dele que atraía... Ali tinha borogodó... Eu amo o Viens do final!! Hahaha. 




Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime
Moi non plus
Oh mon amour
Comme la vague irrésolue
Je vais, je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Et je me retiens


Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime
Moi non plus
Oh mon amour
Tu es la vague, moi l'île nue
Tu vas, tu vas et tu viens
Entre mes reins
Tu vas et tu viens
Entre mes reins
Et je te rejoins


Je t'aime je t'aime
Oh oui, je t'aime
Moi non plus
Oh mon amour
L'amour physique est sans issue
Je vais je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Je me retiens
Non ! maintenant viens

Eu te amo, eu te amo
Oh sim, eu te amo
Eu também não
Oh, meu amor
Como a onda irresoluta
Eu vou, eu vou e eu venho
Entre tuas curvas
Eu vou e eu venho
Entre tuas curvas
E eu me retenho


Eu te amo, eu te amo
Oh sim eu te amo
Eu também não
Oh, meu amor
Você é a onda, eu a ilha nua
Você vai, você vai e você vem
Entre minhas curvas
Você vai e você vem
Entre minhas curvas
E eles se reveem!


Eu te amo, eu te amo
Oh sim, eu te amo
Eu também não
Oh, meu amor
O amor físico não tem perguntas
Eu vou, eu vou e eu venho
Entre tuas curvas
Eu vou e eu venho
E eu me retenho
Não... Agora... Venha!


Letra e tradução completas

https://www.letras.mus.br/serge-gainsbourg/61635/traducao.html

4) Vois sur ton chemin

          


  Trata-se da trilha sonora do filme "A Voz do Coração" ou "Os Coristas" de Christophe Barratier. Em comparação com as músicas antigas citadas nesta postagem, esta seria a mais moderna, levando em consideração que o filme foi lançado em 2004. 
    A música chama a atenção pelo Coral feito por crianças e pela alta carga emocional da letra (adoro emoção francesa!). É o tipo de música que arranca lágrimas até dos corações mais duros. Eu, que já tenho um coração mole, choro ao ouvir esta canção. A música fala sobre encontrar Esperança até no momento de mais angústia de sua vida. Quando eu ouço a palavra "esperança", eu choro. Vivez l'espoir! Vive la France! Viva a Esperança! Viva a França! 

Trechos da música que eu mais choro

"Olhe em sua volta, há crianças esquecidas que se perderam. Dê as mãos para elas e mostre a elas novos horizontes."

"Sinta, no fundo do desespero, a esperança que surge. O fervor da vida."

Só quem venceu a melancolia e a angústia por causa da Fé, da Esperança e do Amor (virtudes cristãs) vai entender de verdade a letra dessa música... 

Observação
Que vontade de apertar a bochecha dessas crianças (hehehe!) São fofas demais!




 Vois sur ton chemin
Gamins oubliés égarés
Donne leur la main
Pour les mener
Vers d'autres lendemains
Donne leur la main
Pour les mener
Vers d'autres lendemains

Sens au coeur de la nuit
L'onde d'espoir
Ardeur de la vie
Sentier de gloire
Ardeur de la vie, de la vie
Sentier de gloire, sentir de gloire

Olhes teu caminho
Crianças esquecidas, perdidas
Dê-lhes a mão
Para lhes levar
A outros amanhãs
Dê-lhes a mão
Para lhes levar
A outros amanhãs

Pelo coração da noite (pela escuridão da noite)
A onda de esperança
Fervor da vida
Caminho de glória
Fervor da vida, da vida
Caminho de glória, caminho de glória

Letra e tradução completas

https://www.letras.mus.br/les-choristes/351375/traducao.html

Texto escrito por Tatyana Casarino, amante da língua francesa.



domingo, 7 de janeiro de 2018

Minha Experiência em Escola de Idiomas

                         
      
    Olá, pessoal. Como amante do estudo de línguas estrangeiras, vivo aprendendo novos idiomas, já que pretendo ser poliglota e trabalhar em algum ramo do Direito Internacional futuramente. 
   Sou Especialista em Direito Constitucional pela Faculdade Damásio de Jesus (Unidade Aldeota de Fortaleza-CE), Advogada, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA) e concluí os Cursos de Inglês e Francês na Escola de Idiomas Wizard de Santa Maria (RS). Atualmente, estudo Espanhol na FISK de Fortaleza-CE. 
     Muito embora eu tenha procurado Cursos de Idioma na vida adulta, meu contato com línguas estrangeiras ocorre desde a infância, tendo em vista que o Colégio Objetivo onde estudava (atualmente chama-se Marco Polo a unidade Objetivo de Santa Maria-RS) era um colégio forte e fornecia inglês e espanhol aos seus alunos. Além do mais, antes de qualquer língua estrangeira, eu sempre fui apaixonada pela minha língua natal, o Português. Acredito que todo bom Advogado e escritor deve ter o domínio das letras, assim como os demais profissionais dentro das humanas. 
        Quando procurei a Wizard, fiz um teste de nivelamento e acabei entrando no Inglês 2 ao invés de começar pelo 1. Eu entrei no nível 2, pois já apresentava certo domínio da língua, bom vocabulário e boa pronúncia. Lembro que, no teste de nivelamento, a profissional da Wizard disse que eu tinha o aparelho fonético muito bom para aprender novos idiomas e a voz flexível e preparada para alterar conforme a língua. 
          Ela me elogiou, pois é raro alguém ter facilidade para falar outros idiomas. Recordo até da camiseta que eu estava usando no dia -- uma camiseta da Alice no País das Maravilhas. Ela foi super simpática comigo e me apresentou as salas de aula. Eu me encantei com a Escola. Na época, o meu pai fazia Inglês no modo Flex, e eu fui conhecer a Escola apenas por curiosidade. Acabei me tornando aluna do sistema Class (sala de aula tradicional). 

                          

           
             Gostei muito de estudar idiomas na Wizard. A escola é colorida, dinâmica e apresenta profissionais de altíssima qualidade. Sentia muita energia boa por lá, sentia-me à vontade e feliz. Aquele era um período da minha vida que eu estava descobrindo o mundo, aprendendo a ser autoconfiante e a vencer as barreiras da timidez. Talvez boa parte da alegria e da energia boa que eu sentia ao frequentar a Escola estivesse dentro de mim mesma, já que tudo na vida é uma troca de energias. 
             Na FADISMA, estudava Direito de manhã (das 08 horas às 11-40) de segunda-feira à sexta-feira tradicionalmente. Estudava todo o conteúdo aprendido de manhã em casa pelo período da tarde, escrevendo resumos e treinando a oratória na frente do espelho (o treino para ser professora e palestrante futuramente).
              Segundas-feiras e quartas-feiras, eu estudava inglês das 19 horas às 20 horas. Nas noites das terças-feiras, eu estudava francês das 19 horas às 21 horas. Fazia as tarefas de inglês e francês nos fins de semana ou entre os estudos de Direito no período da tarde em casa. 
             E, nessa rotina pesada de estudos, ainda arranjava tempo para ler, escrever textos para este Blog, escrever poesias e escrever histórias. Obviamente, tive de interromper os meus Contos de Ficção. Atualmente, retornei à atividade criativa e literária. Embora fosse puxada e densa a rotina daquela época da Faculdade e da Escola de Idiomas, eu estudava tudo com paixão e nunca tive preguiça para estudar. Sou apaixonada por Direito e por idiomas.  
             Às vezes, eu chegava cansada de uma semana de provas da Faculdade de Direitos e me animava lá dentro da Wizard, conversando com os funcionários, professores e sorrindo para as pessoas. Era um momento de revigorar as energias, retocar a maquiagem (só de passar um batonzinho a gente espanta qualquer preguiça), colocar uma roupa bonita para espantar o cansaço (semelhante a roupa que eu tinha ido à faculdade), escovar os cabelos, comer um lanche e ir estudar um novo idioma. A minha rotina era corrida, mas foi o momento de maior crescimento intelectual da minha vida (e pessoal também). Era empolgante aprender uma coisa nova a cada dia tanto na Escola de Idiomas quanto na Faculdade. 

                         

          
             Os professores sempre me trataram muito bem e a turma era repleta de pessoas simpáticas. Lembro de fazer dupla com um garoto mais novo que frequentava a Turma Adulta do Inglês. Ele era fofo, usava óculos, elogiava as minhas pulseiras (pulseiras de couro no estilo rockeira gótica... que tempo!), e eu sentia um carinho maternal por ele hehehe. 
           Eita, gente inteligente que vai para o nível dos adultos. Pensa numa gurizada (expressão gaúcha para "garotada") prodígio falando inglês hehehe. O material didático da Wizard também é excelente (o melhor método que eu já vi), e eu recomendo esta Escola a todos os que queiram cursar um idioma.

                     

          

            Uma das coisas que eu mais gostava da Wizard, além do ensino e do ambiente aconchegante e moderno, era a parte motivacional. Em cada lição do livro, havia uma gravura com um mensagem motivacional. 
           Além disso, havia mensagens cristãs e motivacionais espalhadas pelos corredores e salas de aula, especialmente com gravuras de águias (símbolo da Escola, dos Estados Unidos e, de certa forma, do cristianismo também). Adoro mensagens motivacionais! Dizem que a Wizard se inspira muito nos Mórmons (movimento religioso da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias). 
            Embora a Escola seja laica, há uma filosofia virtuosa e religiosa em suas mensagens motivacionais que me agradava muitíssimo. Eu adoro uma vibração "mística", filosófica e motivacional hehehe. Falou em motivação e "misticismo", falou com a Tatyana Casarino, meus queridos. 

                        

            

             Conheci muitas pessoas boas por lá, cheias de experiências, sonhos e projetos de vida. Infelizmente, já perdi o contato com a maioria delas. A única pessoa que ficou na minha vida daquele tempo é a minha amiga Fernanda Rocha. 
           Certa vez, nós chegamos atrasadas na aula de Inglês e fizemos uma dupla, já que havia uma aula de conversação em inglês entre os colegas. Então, descobri que ela nutre a mesma paixão que eu pelo mundo dos livros e logo passamos a ser amigas. Descobrimos muitas afinidades de personalidade, valores em comum e jeitos de sentir e pensar sobre a vida. 
            Até hoje trocamos e-mails, mensagens, confidências e palavras de apoio e afeto. Surpreendentemente, a amizade se fortaleceu ao longo dos anos desde meados de 2012. Sinto-me honrada de ter a presença dela em minha vida e abençoada por ganhar uma amizade em uma Escola que me trouxe tanto crescimento cultural, pessoal e intelectual. 
           Minha experiência em Escola de Idiomas foi maravilhosa, e eu pretendo continuar estudando línguas estrangeiras pelo resto da minha vida. Hoje em dia, saber idiomas não é mais uma questão de luxo ou "perfumaria" (sinto incômodo perto de pessoas que usam esta expressão ou que não veem a utilidade da cultura), mas uma questão essencial para vida profissional de qualquer pessoa. Cada vez mais os Concursos Públicos e as Empresas Privadas exigem o conhecimento de idiomas.
           Vivemos em um mundo conectado, plural, intercultural, diversificado, diplomático e cosmopolita. Considerando que a tecnologia e os serviços de viagem tornaram mais fáceis os acessos a outros países, povos e culturas, estamos cada vez mais ligados uns aos outros. Acordos entre países diferentes são celebrados mais facilmente, bem como contratos entre pessoas de nações distintas. Desse modo, precisamos ser espertos e aprendermos a arte da comunicação, incluindo o aprendizado de novas línguas. 

                          

              

          Por fim, o idioma que eu mais gostei de estudar foi o Francês. Estudar Francês na Wizard foi um dos maiores sonhos que eu já realizei em toda a minha vida. Pode parecer algo simples para a maioria das pessoas, mas estudar este idioma teve um significado muito especial em minha vida, visto que a França sempre exerceu fascinação em mim pela história, arte, espiritualidade e romantismo. Mais do que um idioma bonito e chique, francês é a língua oficial do romantismo na minha opinião. 
            
 Texto escrito por Tatyana Casarino

*Recomendação





  Livro "Como Sonhar e Realizar seus sonhos" do empresário, executivo, palestrante, professor de inglês, analista de sistemas e escritor brasileiro Carlos Wizard Martins.

*Dicas de Estudos em Línguas Estrangeiras 




*Leia muito textos em outros idiomas
*Escreva textos em outros idiomas ou copie textos de idiomas diferentes para gravar o vocabulário (de preferência escreva à mão, pois a neurolinguística afirma que o cérebro fica mais instigado assim)
*Tenha dicionários por perto sempre
*Brinque com as palavras dos idiomas estrangeiros, tente fazer rimas com elas, arriscar poesias e comprar livros de cruzadinhas em inglês (ou outro idioma de sua preferência)
*Assista ao seu filme favorito (de preferência aquele que você sabe todas as falas de modo decorado em português já) com áudio em inglês e legendas em inglês
*Assista às séries em idiomas diferentes
*Leia os jornais dos outros países na internet
*Leia o seu livro favorito (aquele que você até leu de novo em português) em inglês
*Leia Gibis em inglês
*Jogue videogames em inglês
*Assista aos noticiários e aos telejornais dos outros países (mesmo que você não entenda muito bem inicialmente)
*Escute muitas músicas em idiomas estrangeiros (este é o meu jeito favorito de treinar o meu conhecimento sobre línguas estrangeiras)


Tatyana Casarino


sábado, 6 de janeiro de 2018

Sete coisas que fizeram parte da minha infância


  Olá, pessoal. Hoje a postagem é bem divertida, porque eu vou relatar sobre sete coisas que marcaram a minha infância. Acredito que a galera da geração que nasceu nos anos 90 possa se identificar. Salienta-se que eu nasci dia 11 de Julho de 1992. Vamos embarcar nessa viagem ao túnel do tempo junto comigo, leitor (a).

  
 1) A Barbie Sereia




          

       Em meados dos anos 90, a Mattel lançou a Barbie Sereia, uma boneca estilo Barbie (boneca com corpo de mulher adulta em miniatura) com cauda de peixe. A cauda da boneca mudava de cor de acordo com a temperatura da água. Minhas recordações com a boneca são maravilhosas. Me lembro de brincar com a Barbie Sereia na piscina de plástico que ficava nos fundos da casa da minha avó materna em Presidente Prudente(SP), cidade do interior de São Paulo, ao lado de minhas primas. Como eu amava essa boneca!
      Esqueça "mimimi" feminista. Nessa época, a Barbie era tradicional> alta, corpo escultural, cintura fina e busto avantajado. Literalmente, um "corpão de sereia". Opa, toda garota queria ter o busto da Barbie quando crescesse hehehe. Deem uma olhada no tamanho da cinturinha de pilão dessa boneca hehehe. 
         E a gente cresceu saudável, sem "mimimi", sem problemas de autoestima, sem discussões políticas... A gente usava a imaginação para criar "novelas" e inventar histórias para as bonecas. Que tempo bom!


  2) CD-ROM Coelho Sabido

                  


      Esqueça tablets, celulares, iPhones ou iPads... Na década de 90, o celular era simples, em formato de "tijolão" e só servia como função de telefone mesmo. A internet era discada e demorava para ser conectada ao computador da época (que era um computador grandalhão).
      Ressalta-se que, muitas vezes, se você estivesse conectado à internet, a sua linha telefônica travava. Você tinha de optar por usar o telefone ou o computador com internet na época. Caso ocupasse a internet, ficaria sem telefone temporariamente. Apesar da tecnologia ainda engatinhar na época, a geração dos Anos 90 vivenciou a evolução dela e já começou a ter contato com o mundo digital. 
          Enquanto as crianças de hoje se divertem nos joguinhos de aplicativo dos tablets de seus pais, as crianças dos anos 90 se divertiam com jogos educativos de CD-ROM. Eu acredito que estes jogos antigos eram muito melhores que esses games de aplicativos de hoje... Os jogos eram mais educativos, não ocupavam a internet e eram específicos para cada faixa etária da infância. O Coelho Sabido, por exemplo, era uma coleção que lançava um CD-ROM específico para cada idade da vida escolar. 
            Lembro de ter o CD-ROM do Coelho Sabido específico para crianças de 07 anos que estudavam na primeira série do Fundamental. Eu adorava estudar e me divertir ao mesmo tempo quando adquiria conhecimento nas atividades lúdicas do Coelho Sabido. As atividades do CD-ROM incluíam conhecimento de diversas áreas, como literatura, ciências, artes e matemática. Ao final do jogo, ocorria uma peça de teatro montada por você (amava!). Tinha uma música bem bonitinha cantada por uma personagem chamada Rita

"Um belo dia para passear. De repente, eu sinto um pingo para estragar o meu domingo. Não vai não, eu fico bem sequinha... Graças a minha sobrinha!"

3) Músicas da Eliana

           



     Esqueça iTunes, iPhone, iPad e iPod... Esqueça também YouTube e Spotify. Naquela época dos anos 90, se você quisesse escutar música, tinha de escutar a rádio ou colocar um CD.  Nós tínhamos o doce prazer de irmos até uma loja de CDs a fim de encontrar as músicas do nosso gosto. Nós passávamos a mão em filas de CDs até acharmos o nosso CD favorito e, quando achávamos, um sorriso estampava nosso rosto. 
     Nos Anos 90 quem atraía a atenção da criançada eram as loiras dos programas de Televisão, especificamente a Xuxa, a Angélica e a Eliana. Dentre as cantoras loiras, a minha favorita era a Eliana, pois acompanhava mais o programa dela. Não acompanhava tanto a Xuxa e a Angélica quanto eu acompanhava a Eliana. 
      Me identificava mais com o jeitinho doce da Eliana e com as músicas educativas dela também. Minha mãe comprou dois CDs da Eliana para mim e colocava para tocar dentro do carro quando passeava comigo ou para me levar até a escola. Também adorava o Melocoton, mascote do programa da Eliana (Bom dia, Eliana e Cia). Parecia um bicho de pelúcia gigante pink e roxo. 

                 

      
       A música sempre teve efeito terapêutico para mim e, caso eu estivesse tensa antes de ir à escola (com medo do colega zoador da classe, que tempo!), cantar dentro do carro com a minha mãe me fazia muito bem. O CD mais marcante dela é o de 1997, onde ela segura um guarda-chuva colorido na capa. Hoje este CD está disponível no YouTube. 




   4) Rouge

               


  
       Rouge é um grupo musical feminino formado em 2002 através do Talent Show Popstars, programa transmitido pelo SBT e produzido pela companhia argentina RGB Entertainment. Originalmente, o grupo era composto por Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hills, Li Martins (a que protagonizou a Bela no musical A Bela e a Fera do Brasil) e Lu Andrade. Hoje a Lu Andrade não faz mais parte do grupo. Ressalta-se que essas moças foram selecionadas dentre 30.000 candidatas e assinaram um contrato com a gravadora Sony Music. 
     O primeiro álbum do grupo, Rouge (2002), vendeu mais de 2 milhões de cópias no Brasil. O sucesso do álbum foi propiciado pelas canções "Não dá para resistir", "Beijo Molhado" e "Ragatanga". Ragatanga era uma música de extremo sucesso na época e toda a garotada sabia fazer a coreografia das meninas do grupo, as quais foram "batizadas" de "Spice Girls" brasileiras por muitos. 
      Quando eu tinha dez anos, eu adorava dançar a música Ragatanga com as minhas primas e imitar a coreografia hehehe. Lembro de passar uma festa de ano novo (a passagem de 2002 para 2003) dançando com as minhas primas essa música. 
        Como a música tinha uma língua estranha misturada ao português com expressões inventadas, como "ASEHERE HA DE RE", e dizia "Diego foi possuído pelo ritmo Ragatanga", alguns religiosos fanáticos (especialmente católicos e evangélicos) espalharam o boato que a música era "coisa do diabo". Nada a ver o boato. Era apenas uma música inocente que gerava muita energia boa, de luz e alegria na garotada. "Coisa do diabo" é essas músicas de hoje, envolvendo "sertanejo dor de cotovelo" e funk com letras degradantes...           

   A música hoje se encontra disponível no YouTube. Lembrando que Diego (nome citado na música) é apenas um nome inventado, um personagem poético dentro da composição da música. Na época, os meninos que se chamavam Diego eram zoados por causa disso.   





5) Novela "A Padroeira"


            


  
     A Padroeira é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 18 horas, entre 18 de junho de 2001 e 22 de fevereiro de 2002. A Padroeira conta a história do resgate da imagem de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, que estava dentro de um rio.
   A imagem foi descoberta por pescadores e caçadores da região (e ainda tem vegano que se acha espiritualmente superior às pessoas, hehehe). Dentre esses homens de origem humilde da aldeia de caça e pesca que Nossa Senhora apareceu, vivia Valentim. Alguns milagres começam a ocorrer na região e foram atribuídos à Santa católica. Como a imagem revela uma Nossa Senhora negra, os negros sentiram a bênção da liberdade chegando naquele século. 
    Certo dia, Valentim estava caçando quando ouviu gritos de mulher. Era Cecília, mulher culta da classe alta, que havia sido raptada quando saiu do convento. Ele salva Cecília do salteador e os dois se apaixonam. 

              

     
         Mas, acabam por vivenciar um romance proibido, porque Cecília estava prometida a outro homem, o Fernão. O pai de Cecília já havia combinado tudo com a família de Fernão. Naquela época, a mulher não escolhia o marido. Por causa disso, Cecília se revoltava contra as imposições da sociedade machista. Ela era uma mulher avançada para a época que falava em liberdade feminina, poder feminino e cultura feminina. 
       Cecília costumava dizer que a "mulher é como a lua e o homem como o sol." Ela acabou se casando com Fernão e sofrendo nas mãos dele, já que ele era um homem ruim, orgulhoso e que maltratava as pessoas. Fernão chegou a derrubar a Cecília da escada para ela perder o filho que esperava de Valentim (Cecília e Valentim fizeram amor antes de Cecília ter o casamento arranjado com Fernão). 

                          

       
            Não sei o porquê, mas eu amava assistir à Padroeira quando eu era criança. Eu achava o casal lindo, como uma princesa e um príncipe. Adorava o jeito principesco medieval de Valentim que usava camisa branca de mangas largas, cavalo branco e cabelo comprido. 
            Me identificava com Cecília e queria ser corajosa como ela quando crescesse. Queria lutar por direitos e por uma sociedade melhor. Me lembro de brincar de advogada sentada em uma pequena cadeira de plástico amarela giratória e de uma mesa redonda pequena de plástico enquanto assistia à novela. 
       Eu brincava que recebia clientes e fazia anotações num caderninho. Hoje eu sou advogada e me divirto lembrando disso. O caderninho também era o meu diário. Eu costumava escrever o nome Cecília no caderninho e dizer que minha futura filha se chamaria Cecília. Por causa desta personagem, passei a gostar desse nome e pretendo mesmo colocar este nome em minha filha no dia em que eu constituir uma família. 
        Curiosamente, Cecília é o nome de uma Santa Católica, padroeira dos intelectuais, dos artistas, dos músicos e dos poetas hehehe. Ressalta-se que, em 2017, a novela reprisou na Rede Aparecida por causa dos 300 anos de descobrimento de Nossa Senhora Aparecida. De modo inédito, a Globo permitiu que outra emissora reprisasse uma novela sua. Foi uma das melhores novelas da Globo. Ela foi escrita por Walcyr Carrasco (o meu autor predileto de telenovelas). 
          Gostava da novela pelo romantismo, pelos diálogos poéticos, pela devoção à Nossa Senhora e pela doçura de Cecília que era meiga sem perder a valentia. 

                    

          
           O único defeito da novela era que o principesco Valentim, ao invés de usar suas armas de fogo, lutava com a espada na maior parte do tempo (o homem gostava mesmo era do facão hehehe). Minha teoria é a de que, se ele atirasse nos vilões logo nos capítulos iniciais, a novela não teria mais graça. 

     A música que era tema do casal chama-se "Sol de Primavera" e está disponível no YouTube. Essa música causava em mim alegria e melancolia ao mesmo tempo (não, eu não sou bipolar hehehe). E, sim, eu fui uma criança noveleira. Gostava das novelas do horários das 6 que eram leves e românticas. 

Confira a música no seguinte link 

https://www.youtube.com/watch?v=fi5jZ8d9Nm4


6) Novela O Beijo do Vampiro


                     




       Crepúsculo é para os fracos. Esqueça a moda vampiresca de hoje em dia com vampiros vegetarianos que brilham à luz do sol. Na minha época, os vampiros sugavam sangue, eram carnívoros, trocavam a noite pelo dia, dormiam em caixões, mordiam os pescoços das mulheres bonitas e se escondiam da luz do sol. 
      Muito antes do vampiro Edward, eu já era fã de vampiros pelo charmoso Zeca, o menino vampirinho interpretado por Kayky Brito. Ressalta-se que Kayky Brito foi o primeiro garoto que eu achava bonitinho (aliás bonitão!) e que despertou o meu interesse. Minha primeira paixãozinha inocente de garota (eita hehehe). Adorava o Kayky Brito e ficava com as bochechas vermelhas quando ele aparecia na tela da televisão. Confesso que comprava revistas adolescentes que tinham o Kayky na capa (Capricho, Smack!, Atrevida...)
         O Beijo do Vampiro é uma telenovela brasileira, a qual foi produzida e exibida pela Rede Globo. Ela passava às 19 horas e ficou de 26 de Agosto de 2002 até 02 de Maio de 2003. 
            Esta novela retratava histórias entrelaçadas devido à vida passada de Lívia (personagem de Flávia Alessandra), a qual foi uma princesa perseguida por um vampiro chamado Bóris (Tarcísio Meira). Curiosamente, a princesa da vida passada se chamava Cecília (só para eu aumentar o meu amor por este nome). 
             A princesa amava um conde chamado Rogério, o qual foi morto na frente dela em uma batalha no castelo. Desesperada por ver o seu amado morto, ela decide cometer o suicídio, atirando-se do alto de uma torre para não ter que se casar com o vampiro que matou o conde na batalha. Ela reencarna como Lívia nos dias modernos e Rogério reencarna como Beto. 

                     

Zeca e a sua mãe adotiva 

           

             O casal Lívia e Beto (Cecília e Rogério da vida passada) se reencontra na vida atual e tem um filho. Mas, o filho deles é trocado na maternidade pelo filho do vampiro Bóris (o vilão que persegue o casal desde a vida passada deles) com a inglesa Marie. Zeca, personagem de Kayky Brito, cresce como filho de Lívia. 
           Contudo, o filho biológico da Lívia é Renato, um colega da sala de aula de Zeca que passa a ser seu amigo. Em verdade, os pais biológicos de Zeca são vampiros. Aos treze anos, Zeca passa por transformações vampirescas quando seus instintos sombrios começam a despontar... Até então, ele era um garoto normal. 


                     


                                  
          O mais curioso da novela é que Zeca lê contos de terror sobre Vampiros com os amigos, iluminado livros com a luz de uma lanterna durante as noites em acampamentos em casa. Em uma dessas histórias, há um conto bem semelhante ao da vida passada de seus pais adotivos dentro do livro, o qual parece encantado... 

    Eu amava ver esta novela após os deveres de casa! Minha mãe comprou o CD da novela para mim. Hoje a trilha sonora nacional e internacional da novela está disponível no Spotify. 

   O primeiro capítulo está disponível no YouTube, bem como a canção "Padre Nuestro" (música mais famosa da novela), uma versão dançante e eletrônica da Oração do Pai Nosso (religiosos fanáticos piram!). Como espiritualista, gosto de ver a religião sendo divulgada de maneira divertida através de músicas também. Afinal, religiosidade não é só solenidade e seriedade, mas também alegria e celebração. Devemos servir a Deus com alegria. 

   Que bom que há uma música cheia de energia positiva e que canta uma oração. A gente já exorciza tudo o que precisar dançando e sorrindo hehehe, já que a música fala sobre a proteção contra o mal. Eu adoro dançar esta música. Não acredito que ela possa ofender a Religião. Pelo contrário, ela enaltece o sagrado de modo divertido. 

Primeiro capítulo 

   https://www.youtube.com/watch?v=dVi-fC_3JBM

 Música Padre Nuestro

https://www.youtube.com/watch?v=KW8AcVhQX10


7) Turma da Mônica


                   


       
        Seria impossível deixar de citar a Turma da Mônica em uma lista das coisas que marcaram a minha infância. Eu simplesmente devorava Gibis da Mônica (eu costumava ler gibis inteiros em pouco tempo), e um dos meus passatempos favoritos era ir à banca com o meu pai escolher gibis da Turma da Mônica. 
       Foi a Turma da Mônica quem me iniciou no mundo da Literatura. A partir dos Gibis, o gosto pelo mundo dos livros surgiu fortemente em mim, o que me fez buscar por novas leituras, descobertas e conhecimentos diversos. Agradeço ao Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, por ter me inspirado a seguir o mundo da literatura e da criatividade (atualmente sou escritora e escrevo poesias e contos). 
         Graças aos meus pais que me incentivavam a ler e faziam da leitura um hábito divertido, eu aprendi a amar os livros. Quando criança, eu queria ser criadora dos quadrinhos da Mônica e dizia que eu iria trabalhar junto com o Maurício de Sousa (hehehe). Eu tinha um caderno, onde rabiscava histórias para a Mônica e seus amigos. Eu também colecionava objetos e brinquedos da Turma da Mônica. Eu tinha a boneca da Mônica, cabideiro da Mônica, roupas, camisetas, copos e canecas da Turminha mais querida do Brasil. 
          Quando meu tio materno e padrinho morava em São Paulo, eu aproveitei para ir ao Parque da Mônica (na época, eu morava em Santa Maria-RS). Ao visitá-lo em São Paulo, passeei no Parque da Turma da Mônica. Foi emocionante! Eu escalei nos brinquedos de Aventura, visitei a fabulosa Casa invertida do Louco, andei no Carrossel, visitei a Ambulância de Brinquedo, colori desenhos e tirei fotografias ao lado dos personagens. 
             Vale lembrar que eu lia muitos gibis por semana e tinha um baú de madeira com uma coleção composta por centenas de gibis. Desse baú cheio de histórias da Mônica, doei muitos gibis e acabei desfazendo a coleção. Mas, sigo com a mesma admiração pela Turma da Mônica. E, confesso que sigo lendo Gibis no alto dos meus 25 anos... hehehe.  


Texto escrito por Tatyana Casarino