O Cantinho de Tatyana Casarino. Aqui você encontrará Textos diversos e Poesias simples com a medida do coração.









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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Taquarê: Entre a Selva e o Mar


                                      

      Olá, pessoal! Nessa postagem, eu venho indicar o livro de um amigo escritor! Sempre vale a pena compartilhar obras de jovens talentos, e eu tenho absoluta certeza de que vocês vão adorar a sugestão dessa postagem.
       Mateus Ernani Heizmann Bulow é um escritor gaúcho que eu conheci na Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA). Seus pais atuam na área da Medicina, mas ele sempre teve a vocação para as Ciências Humanas e para o mundo das palavras. Assim como eu, desde jovem, devido à imaginação fértil e ao talento com as palavras, ele alimenta o sonho de ser escritor.
      Após encontrar o Mateus no Sarau Poético da poetisa gaúcha Ruth Larré, nós passamos a conversar mais a respeito de nossos trabalhos literários, compartilhando experiências e oferecendo apoio mútuo. Ele é um dos leitores mais assíduos desse blogue e você, querido leitor, já deve ter visto algum comentário dele em minhas postagens.

                     

       

         Sinto-me honrada em ser uma das primeiras pessoas a ler a história escrita por Mateus quando ela não estava publicada ainda. Hoje a história completa do livro já está disponível na internet por R$ 16,50. Basta acessar ao Kindle. O Livro físico vai demorar um pouco para ser publicado, mas já podemos adquirir a história de maneira virtual, eis o lado bom do mundo moderno e Online.



*Capa do Livro

Observação: Capa Provisória 
        


         O Livro Taquarê Entre a Selva e o Mar de Mateus Bulow está no Kindle, por R$ 16,50. Para quem quiser ler as primeiras páginas do livro gratuitamente e matar a curiosidade antes de comprar a obra, sugiro o seguinte Link: http://pensecomigo.com.br/livro-taquare-entre-a-selva-e-o-mar-pdf-mateus-ernani-heinzmann-bulow/ ;)

                         
(*)


        Sobre o que se trata o livro "Taquarê: Entre a Selva e o Mar"? Trata-se da história de um garoto que ganhou de presente de aniversário um arcabuz de pederneira, uma arma desvalorizada diante das espingardas de percussão utilizadas no Terceiro Império do Brasil (sim, Terceiro Império do Brasil, já que o livro ocorre em tempo e espaço diferentes do habitual).
       A história pode passar aqui no Brasil, mas é um Brasil diferente, vivendo uma época de Império em um futuro distante. O escritor inclusive criou um tempo novo e dividido a partir do Grito do Ipiranga (veja só que interessante!). Sendo assim, a história se passa em 1839 DGI (Depois do Grito do Ipiranga).
     Considerando que o Grito do Ipiranga ocorreu no dia da Independência do Brasil, ou seja, 07 de Setembro de 1822, a história do Taquarê acontece por volta do ano 3.661 (pelas minhas contas, mas aviso os leitores que eu não sou muito boa em matemática hehehe). Imagine só o Brasil no futuro!
        A arma que Taquarê ganhou aos quinze anos parecia inútil até ele descobrir que ela disparava raios. No dia em que ele descobre o poder "mágico" de sua arma, ele também fica sabendo sobre as suas origens, já que há mistérios acerca de seu nascimento... Então, como todo bom herói, Taquarê segue a famosa jornada de tentar descobrir o "seu lugar no mundo". Para tanto, segue até o litoral, onde as oportunidades de trabalho são melhores. Entretanto, a personalidade desse guri sempre apontou para a área militar...
     A vocação para militar encontrará destaque quando diversos reinos e cidades começam a ser ameaçados pelos ataques frequentes de impérios expansionistas, piratas e monstros. Taquarê vai atuar nesse cenário conturbado, lutando contra as feras e defendendo a liberdade e a justiça.
      
              Alguns destaques interessantes da obra:



*O autor criou um cenário inovador com criaturas míticas, como iaras (senhoritas das águas, ou seja, as sereias do folclores brasileiro), harpias (aquelas criaturas da mitologia grega, retratadas como metade mulher e metade pássaro) e diversos outros seres;

*O autor criou feras e monstros bem originais e diferenciados. Além disso, há batalhas envolvendo criaturas como abelhas gigantes e diversas outras surpresas;

*O autor criou um tempo novo;

*A linguagem do autor consegue ser elegante na narrativa ao mesmo tempo em que é coloquial e realista nos diálogos entre os personagens;

*Há musicalidade dentro da história, já que o autor também inventou músicas e poesias baseadas na história.





(*) Informações da Imagem colocada na postagem:

Batalha do Avaí. Trata-se de uma série de vitórias dos brasileiros sobre os paraguaios durante dezembro de 1868 (a famosa "Dezembrada"). O autor da pintura é Pedro Américo, o qual pode ser visto no centro.

Espero que tenham gostado da Postagem! Comprem o livro do Mateus! Vale a pena a leitura!

Postagem escrita por Tatyana Casarino. 



 Mateus Ernani Heizmann Bulow 

*Foto do Escritor do Livro citado na Postagem.
 
 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Cidade das flores




Na cidade das flores,
eu vejo um ponto de luz.
Um lugar isento de dores,
onde um anjo lhe seduz.

Lá seu pensar é calmo,
sintonizado numa só frequência.
Cristo e você nos prados,
o amor é a nova tendência.

Lá seu sentir é único,
não há dúvidas na mente.
Sua fé é forte e diferente
dentro do iluminado túnel.

Na alma, tanta alegria,
no peito, tanta autoconfiança.
No espírito, só há harmonia,
e no céu canta a esperança.

Eis a libertação da dualidade
e o retorno à doce inocência.
Nesse lugar, só há bondade,
amor, luz, glória e sapiência.

O paraíso não reina distante,
ele pode reinar no seu peito.
É só não esquecer do instante
em que Deus formou seus eleitos.

Poesia escrita por Tatyana Casarino.

Luar do seu olhar




Passando o meu tempo,
eu olho para o céu.
As flores beijam o vento,
e eu sinto o sabor do mel.

Eu junto as minhas mãos
e olho para a face de Deus.
Deixe um sussurro na luz
para eu saber que você vive.

Deve ter sido o acaso 
que nos uniu em magia.
Mas eu acredito que os anjos
sussurraram todos em sincronia.

Eu andava em direção a você,
havia uma aura de luz em mim.
Você sorria em seu balanço branco,
um beija-flor verde no meu jardim.

A força do silêncio chegou
e fechou os meus olhos docemente.
Os golfinhos estão cantando no mar,
só você sabe como é doce o meu amar.

Deve ter sido o acaso 
que nos uniu naquela tarde.
Mas eu acredito que as fadas
levaram um sorriso a sua face.

E eu preciso de você hoje,
preciso abraçar sua alma
com a suave lembrança do seu olhar.
Você trouxe a sua luz do luar?

Poesia escrita por Tatyana Casarino.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Blue Hawaii


                         


   Olá, pessoal! Vocês já assistiram ao filme Blue Hawaii, estrelado por Elvis Presley? Trata-se de um Musical Romântico dirigido por Norman Taurog e produzido por Hall B. Wallis. Este filme é o maior sucesso na carreira de Elvis no cinema provavelmente. O filme é colorido, possui 101 minutos, e é de 1961. 


                       


  Blue Hawaii (Havaí Azul) foi chamado de Feitiço Havaiano aqui no Brasil. Chad Gates (Elvis Presley), ao voltar para a sua casa no Havaí após deixar o exército, enfrenta conflitos familiares por não querer trabalhar junto com o seu pai, um magnata do abacaxi, pois almeja ter o seu próprio sustento como guia turístico. 


                    

    
       Este é o filme favorito da minha avó Marusca! Muito embora a minha avó tenha me dado uma Caixa de Coleção com muitos DVDs do Elvis, faltava o Feitiço Havaiano na minha estante. É muito raro encontrar este filme nas Locadoras de Filmes (sim, ainda existem Locadoras hehehe) e nas Lojas de DVDs e CDs. Costuma ser raro também encontrar este filme para Download na internet com a legenda em Português. Graças a um amigo cinéfilo e que entende tudo de Download, eu pude assistir ao filme. Bem, quem me conhece sabe que eu sou muito fã dos Anos 60 e do Elvis. Então, vamos avaliar o filme! Vó Marusca amada que está me lendo, a postagem é para a senhora!

Pontos Positivos:


1) Personalidade do Personagem Principal


                        


     A personalidade de Chad Gates (Elvis Presley) é, sem dúvidas, o marco principal da história. Sabe aquele rapaz lindo, charmoso, carismático, inteligente, bem humorado e com sorriso maroto? Então, Chad é esse príncipe! Coloque umas pitadas de rebeldia no melhor estilo, uma pinta de galã, um brilho "bon-vivant", um otimismo caloroso e um olhar romântico para completar a personalidade do personagem. Ele não aceita o "status quo" e está sempre querendo transformar a realidade. Para ele, a vida deve ser colorida como as paisagens do Havaí. 
    Enfrentando o seu pai rabugento e magnata, ele busca mostrar para a sua família que a sua felicidade está em atividades mais simples e poéticas como a Música, a qual tem o poder de dar brilho aos ambientes. Creio que, nos anos 60,  a personalidade rebelde de Chad cativou muitos jovens. 

2) Elenco 


       

  


O elenco deste filme é fantástico! Confira alguns dos atores mais famosos:

*Elvis Presley: Chad Gates

*Angela Lansbury: Sarah Lee Gates
*Joan Blackman: Maile Duval
*Pamela Austin: Selena (Sandy)


 Destaque para Joan Blackman, a atriz que interpretou a namorada do Chad Gates (Elvis). Além de linda e charmosa, ela interpretou muito bem o papel. Suas expressões faciais e voz são incríveis. 


3) Paisagem e Figurino


        


  Para quem quiser apreciar a vista da fotografia, o filme é extremamente recomendável. Tudo é maravilhoso: A paisagem do Havaí, as cenas externas onde ocorrem a gravação do filme, bem como as imagens do litoral. Não é à toa que o filme se chama Havaí Azul: Azul é a cor que mais preenche a paisagem do céu ao mar. Lembrando que até os olhos de Elvis também são azuis hehehe. 
  O figurino também foi muito bem escolhido! As roupas usadas pelos personagens variam do suave ao vibrante, do clássico ao romântico e do simples traje de verão havaiano ao traje solene. Os acessórios são charmosos, como os colares havaianos e as flores entrelaçadas aos cabelos das mulheres. As cores do figurino são lindas, em especial o vestido lilás de Maile é um sonho de tão romântico e charmoso. 

  4) Romance com Bom Humor


               


        Para as pessoas românticas como eu, há muitas cenas lindas e doces. Mas não espere só por cenas "melosas", pois o filme está longe de ser enfadonho ou lento. O filme é dinâmico, divertido e repleto de músicas! O romance encontrou um ponto de equilíbrio dentro das diversas temáticas presentes na história. Sendo assim, merece elogios o lado romântico da história por ser doce e equilibrado! 
      A química entre Chad e Maile é muito visível, bem como a naturalidade das cenas e dos diálogos. No começo do filme, Chad é o namorado bem humorado e travesso. Elvis não faz o papel do "príncipe encantado" perfeito nem do bom moço certinho, já que é flagrado beijando uma aeromoça ao chegar no Havaí. Ocorre um despertar de seu romantismo (e, consequentemente, de sua fidelidade) ao longo da história. 
        Quando a sua namorado flagra o beijo que ele dá na aeromoça, Chad logo trata de consertar o desentendimento ao beijar ainda mais ardentemente Maile e dizer: "Isso sim é considerado um beijo. Aquilo que você viu não era nada." É ou não é um Don Juan este Chad? hehehe. Após esta cena, dentro do carro de Maile, Elvis canta, fazendo caras e bocas no caminho do aeroporto até a praia. 
         A primeira vez que Chad e Maile vão se refrescar no mar também combina romantismo e bom humor quando eles encontram uma menina e um menino na praia. As crianças ficam espiando o casal inocentemente e lançando perguntas. Depois, em uma canoa, chegam amigos de Chad cantando. 

5) Músicas

          


  A música é um dos pontos fundamentais da obra, considerando que o ator principal é simplesmente um dos maiores cantores de todos os tempos. Então, há muitas músicas lindas para cantar junto com o Elvis. As músicas conferem uma atmosfera mais vibrante ao filme. Se você gosta de musicais, não pode perder os musicais do Elvis. 
    Há alguns anos atrás, era difícil localizar as músicas. Mas, hoje é possível conferir algumas canções pelo YouTube como a "Almost Always True" que Elvis canta no carro de sua amada. É uma música alegre, divertida, cativante e fácil de acompanhar. Confiram a música citada:



                                                    https://www.youtube.com/watch?v=hyJjPfxak90

Ponto Negativo:

1) Dificuldade de encontrar o filme
   
            


   Por mais que hoje em dia seja mais fácil fazer Download e conferir certas músicas por YouTube, ainda é muito difícil encontrar esse filme nas lojas. Muitas pessoas dizem que este filme acabou se tornando uma "raridade". Portanto, quem já viu é certamente privilegiado.

Curiosidade:


                

  

        Gerard Presley, cover de Elvis Presley, nasceu musicalmente dentro do Fan Club de Elvis Presley em Fortaleza. Gerard esté pronto para animar qualquer evento e em qualquer lugar do Brasil. Eu conheço o Gerard Presley, tenho um CD dele e já tive a oportunidade de assistir às apresentações dele. Posso garantir que é um Cover muito competente e fiel ao estilo de Elvis. A voz dele é linda e sua performance é brilhante! Fica a dica! 

Confiram o site dele: http://www.elvistriunfal.com/sosias/gerard.htm

Abraços,

Taty. 



   



    

segunda-feira, 10 de abril de 2017

TAG Musical - Preferências


    Olá, pessoal! Hoje eu venho trazer mais uma TAG musical inventada por mim. Para quem quiser copiar a brincadeira em seu Blogue, peço a gentileza de citar a fonte desta postagem. ;)
     Sugiro que os leitores deixem nos comentários as respostas destas questões. :) Conheçam, então, um pouquinho mais do meu gosto musical, o qual é bem eclético por sinal!

1) Qual a sua música nacional favorita?






A Estrada de Cidade Negra

2) Quais as músicas nacionais que você mais gosta?





Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero) - O Rappa;
Anjos (Para Quem Tem Fé) - O Rappa;
Pescador de Ilusões - O Rappa
Reza Vela - O Rappa
Gentileza - Marisa Monte 
Velha Infância - Marisa Monte

3) Qual a sua música internacional favorita?



Like a Prayer - Madonna

4) Quais as suas músicas internacionais favoritas?




Take On Me- A-ha
Crying in The Rain - A-ha
Hunting High And Low - A-ha
You are The One - A-ha
Vogue - Madonna
Open Your Heart - Madonna

Abraços,

Taty. 



segunda-feira, 3 de abril de 2017

Qual é a minha autora predileta?



                       

    A minha autora favorita é Lucinda Riley. Nascida na Irlanda, viajou muito para o Extremo Oriente durante a infância. Radicada em Londres, sabe-se que a autora também foi atriz de teatro, cinema e televisão. Aos 24 anos, publicou o seu primeiro livro, o qual é baseado em suas experiências com a dramaturgia. Ela ficou famosa por escrever romances históricos. Tais romances alcançaram os primeiros lugares das listas dos mais vendidos. Atualmente, vive entre a costa britânica e o Sul da França com o marido e os quatro filhos. 

 Conheci a autora através do livro "A Casa das Orquídeas" que ganhei de aniversário de uma amiga. Muito embora o livro fosse grande, eu me surpreendi com o magnetismo da história. Em pouco tempo, terminei de ler a história (eu geralmente demoro na leitura hehehe) e fiquei com vontade de ler mais histórias naquele estilo. O estilo é simplesmente viciante: História de amor entrelaçada com segredos de antepassados... Para deixar ainda mais cativante, sempre há pontos históricos misturados com ficção. O leitor fica com a sensação de que tudo o que está escrito realmente aconteceu... E eu acredito que somente os excelentes escritores são capazes de causar esta sensação. 





    A Casa das Orquídeas


   Como eu relatei, ganhei este livro como presente de aniversário. Curiosamente, eu sempre "paquerava" este livro nas Livrarias, mas tinha receio de comprar, pois tinha muitos livros ainda em casa para ler e não tinha certeza de que o livro seria tão fascinante pela sinopse. Afinal, eu não estava tão acostumada com romances históricos e não pensei que a leitura fluiria tão bem. Mas, quando a minha amiga me deu o livro, eu abri um grande sorriso! O livro tinha de ser meu hehehe. 


  Sinopse:


A pianista Júlia Forrester passava seu tempo na estufa da propriedade de Wharton Park, onde flores exóticas cultivadas pelo seu avô nasciam e morriam com as estações. Após uma grande tristeza, ela busca conforto e renovação em Wharton Park, recentemente herdada por Kit Crawford, um homem carismático que também possui um passado melancólico. Durante a reforma da propriedade, os dois procuram a avó de Júlia para descobrirem a verdade sobre o romance que alterou o destino do local. Desse modo, Júlia é levada de volta no tempo, para o mundo de Olívia e Harry Crawford, um jovem casal separado pela Segunda Guerra Mundial. Este frágil casamento afetou a felicidade de muitas gerações. Júlia também sofre consequências do passado da família. Descobrindo o passado, ela saberá vencer o presente  e construir um futuro melhor. 


Pontos positivos:


*Cenas de amor belíssimas.


*Capítulos instigantes entre o passado e o presente.


*Reflexões sobre os conflitos entre o dever e o amar.







    A Luz Através da Janela

Assim que eu terminei de ler "A Casa das Orquídeas", eu comecei a ler "A Luz Através da Janela". Simplesmente viciante! Indiquei para muitos amigos, os quais leram e amaram também!


Sinopse:

A Segunda Guerra Mundial deixou muitos segredos na família de Emilie, os De La Martinières. Quando a mãe dela falece, Emilie fica tão desconsolada que quer vender todo o legado do Château para não lidar com sua herança. Contudo, Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola naqueles momentos de melancolia. Emilia se apaixona por seu temperamento gentil e resolve se casar com ele. Mas, quando ela se muda para a casa do marido, em Blackmoor Hall (Yorkshire), ocorrem inúmeras revelações do passado que alterarão a vida de todos. 


Pontos positivos:


* Reflexões sobre romances com pessoas com necessidades especiais, já que há uma história de amor envolvendo uma moça deficiente visual na Segunda Guerra Mundial. Também há um desenvolvimento amoroso no presente entre uma moça e um rapaz cadeirante. Quem é a moça? Não vou contar. Você vão ler. ;)


*Cenas eletrizantes da Segunda Guerra Mundial e da Resistência Francesa.


*Amizades belíssimas e reflexões sobre a lealdade.







A Garota do Penhasco 

Li este livro durante as minhas últimas férias da Faculdades antes de eu me formar. Li a história lá em Presidente Prudente/SP e também durante a viagem de carro (eu e minha família viajamos do RS até SP de carro). Fantástico!


Sinopse:


A história de Grania Ryan acaba se entrelaçando com a de Aurora Devonshire, a qual é a misteriosa "garota do penhasco". Grania Lisle é apaixonada por Lawrence Lisle, mas as famílias Ryan e Lisle possuem um século de conflitos. Com desenho de árvore genealógica dentro do livro e descobertas fascinantes sobre mistérios familiares, esta história cativa do início ao fim.


Pontos positivos:


*Reflexões sobre moral e sucesso, já que existe uma personagem bailarina na história (não vou contar quem é hehehe) que fica arrogante após a fama. 


*Inspirações em Anna Pavlova.


*Traz cultura adicional. 


*Reflexões sobre a importância da vida. 





A Rosa da Meia-Noite

Estou lendo este livro! Está sendo uma aventura maravilhosa!


Sinopse:


  A Rosa da Meia-Noite percorre desde os reluzentes palácios dos marajás da índia até as imponentes mansões da Inglaterra, seguindo a trajetória de vida de Anahita Chavan, de 1911 até os dias de hoje. A pequena Anahita, de 11 anos, de origem nobre e família humilde, aproxima-se da geniosa Princesa Indira, no apogeu do Império Britânico, com quem estabelece um laço de afeto que nunca mais se romperia. Anahita acompanha sua amiga em uma viagem à Inglaterra pouco tempo antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Então, ela conhece o jovem Donald Astbury, herdeiro de uma deslumbrante propriedade, e sua ardilosa mãe. 

  Oitenta anos depois, Rebecca Bradley é uma jovem atriz norte-americana que tem o mundo a seus pés. Quando a turbulenta relação com seu namorado, igualmente rico e famoso, toma um rumo inesperado, ela fica feliz por gravar um novo filme em uma região distante como a região de Dartmoor, na Inglaterra. No filme, ela interpreta uma aristocrata dos anos 1920. Por coincidência, o filme é gravado em Astbury Hall. Ari Malik, descendente de Anahita, viaja para a Inglaterra a fim de descobrir os segredos de sua família. Rebecca e Ari acabam sabendo de muitas histórias ocultas sobre a dinastia Astbury. 


Observação: A autora possui muito mais livros publicados. Porém, escrevi as sinopses dos quatro livros que li até agora. ;) Destaque para a Editora Novo Conceito que é uma das Editoras mais maravilhosas que eu conheço!





Além de admirar Lucinda Riley como escritora, também admiro a sua personalidade. Humilde, ela não gosta de usar Twitter por não se considerar uma "grande estrela". Além do mais, busca inspiração em grandes escritores da história da literatura, mas não busca equiparação com eles. Ela simplesmente quer ser tão boa quanto ela puder ser e escrever lindas histórias. Eu me identifico com a escritora em vários pontos: 

*Ela não se preocupa com planejamentos em suas histórias e escreve até onde as palavras levam a sua imaginação. Ela permite que os próprios personagens sejam "vivos" e tomem o próprio rumo.

*Ela compara a escrita à gestação (e, curiosamente, ela realmente leva 09 meses para escrever cada uma de suas histórias).
*Ela já gravou inspirações através de um microfone.
*Ela se define como mulher de uma maneira maravilhosa, admitindo sua fragilidade e força. Ela ama a maternidade e não almeja ser um "homem" como as feministas radicais de nossos tempos tentam por aí... Muito embora os seus livros defendam indiretamente os direitos das mulheres e exaltem a figura feminina, ela sempre coloca espaço para a feminilidade, provando que as personagens femininas podem ter graça, suavidade, força e poder ao mesmo tempo. 

Confiram abaixo uma Entrevista com a autora:


http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/1141874-autora-irlandesa-se-encanta-pelo-brasil-e-vai-escrever-sobre-o-pais.shtml



Abraço,

Taty.





sexta-feira, 24 de março de 2017

Prosa Poética: A princesa e o plebeu


                                            

            

             Olá, pessoal! Hoje eu venho trazer um texto que escrevi em meados de 2011. Muito embora o texto esteja escrito em prosa, eu considero as linhas que escrevi sobre o Amor bastante poéticas, motivo pelo qual chamo a postagem de hoje de Prosa Poética. Não compartilharei a história completa, mas apenas o trecho onde o plebeu tem pensamentos poéticos a respeito do Amor. Está história de amor foi escrita à mão inicialmente em um fichário hehehe. Confiram! Boa leitura!


                                 


A Princesa e o Plebeu


Essa história de amor se passa em tempos medievais, onde castelos luxuosos e catedrais góticas permeavam os reinos ocultos por trás de grandes muralhas.
Contar-se-á a lenda de um pequeno e desconhecido reino, o qual continha uma bela princesa cujo coração era um difícil enigma a ser decifrado. Os nobres mais eruditos e de riquezas esplêndidas tentaram decifrá-la, mas falharam.
 Apenas um homem em todo o reino conseguiu descobrir os enigmas do coração dela. Esse homem não era rico, não era erudito nem tampouco nobre. Ele era um pobre plebeu analfabeto que almejava um dia saber ler e escrever para poder expressar as suas idéias geniais e os pensamentos poéticos que lhe perturbavam. Sua erudição não podia ser adquirida por algum livro, sua riqueza de espírito não podia ser comprada, seu coração era nobre naturalmente sem necessitar de título algum. O nome do nobre plebeu era Lucius.
Lucius ensinou que a beleza é transitória, o luxo é ilusório, a riqueza é limitada e a erudição é adquirida. Ele também demonstrou que o mais soberano dos reis é tão humilde quanto um plebeu e se chama amor.
O amor é maior que a beleza por ser eterno, é maior que o luxo por ser real, é maior que a riqueza por ser ilimitado e é maior que a erudição por ser espontâneo. O amor é erudito por natureza, é simplesmente luxuoso, é humildemente rico e é eternamente belo.
O amor é a maior realidade capaz de nos tirar da realidade e nos transportar para um mundo mais poético e mágico. Mas, o que é a magia senão a personificação mais legítima de uma realidade oculta?
Todos os conceitos para o amor são confusos e paradoxais, pois, para explicar o inexplicável, a linguagem tem de ser simbólica. Em suma: amor não se entende, amor se sente. Não se preocupe em entender o amor, pois ele é complexo demais. Preocupe-se em senti-lo com toda a intensidade.
Lucius é um personagem especial pelo simples fato de sentir o amor, mesmo sem entendê-lo. O coração quando sente, simplesmente compreende.
Lucius, um poeta analfabeto, possuía pensamentos poéticos a todo instante, mas não sabia como transferi-los em palavras escritas devido às suas limitações. Parece impossível adquirir vocabulário sem leitura, porém Lucius sabia a respeito de palavras polidas sem nem sequer saber ler. O vasto vocabulário dele se devia a um poeta louco que lhe contava histórias e recitava-lhe poesias. Lucius foi um grande gênio, pois adquiriu vocabulário apenas por ouvir as palavras proferidas de um poeta insensato.
Todas aquelas palavras poéticas, que ele escutou quando criança ao visitar seu louco amigo, foram guardadas com imenso carinho em sua memória, visto que ele sentia grande emoção quando as escutava. Ele não sabia, mas, quanto mais se emocionava ao escutá-las, mais conhecimento ele adquiria. 
Certa vez, ao avistar a bela princesa percorrendo a aldeia, uma torrente de pensamentos com viés poético e romântico invadiu sua mente magicamente. As palavras desabrochavam como flores e ele, mesmo analfabeto e sem poder escrevê-las, sentia a poesia dentro de sua alma.
Um analfabeto formar poesias em sua mente parece um milagre, pois a poesia é a arte da linguagem. Mas, o amor é capaz de fazer milagres e superar tudo aquilo que é essencialmente racional. Ratifica-se que o amor é simplesmente luxuoso, é erudito por natureza.
E, quando Lucius avistou aquela princesa tão doce a caminhar pela aldeia, seu coração fez brotar os mais puros pensamentos poéticos como os que estão dispostos a seguir:
“ É essa a luz que eu vejo, ela brilha no horizonte mais do que o sol. Dilacerou, dilacerou meu coração naquele instante. Minha alma mergulhou no mar de mel do teu olhar. Aquelas vestes não são como as minhas. Reluzem como ouro ao pôr-do-sol. Aqueles gestos tão delicados personificam a essência sagrada de sua realeza. Não sei qual é o seu título, mas nada disso importa. No reino do amor, ela é a minha rainha, e eu sou seu eterno escravo.
O amor me faz rei, me faz escravo. Liberta-me da angústia desalmada e indiferente e me acorrenta no deserto dos amantes, propiciando-me o mais doce desespero− o de sentir sede de amar.
Oh! Deuses do amor, libertam-me. Eu só quero beber da água do oásis do amor. Será o amor um doce oásis perdido no deserto dessa vida cruenta? Seriam os amantes todos loucos por desejar dessa miragem inalcançável como tu, amor?
Oh! Amor, eu não agüento mais esse sol queimando minha alma e transpirando meu espírito. Diga-me se é possível beber da tua água, senão eu me atirarei por essas pedras e me enterrarei vivo sob essa areia pesada e cruenta que me prende à terra e me lembra que não sou livre.
Se eu fosse livre... Ah! Se eu fosse livre, o amor me daria asas de beija-flor, e eu sairia a voar por esse deserto até o oásis feito de águas doces e beberia o néctar das flores dentro d’água.
Não obstante, eu continuo acorrentado, preso ao destino cruel de ser o único louco a enxergar esse oásis de possibilidades doces e ocultas intrínseco a esse deserto quente e cruel que queima só a pele de minha alma. Os outros não vêem o oásis e, por isso, não se queimam no deserto. Eles são como rochas duras e frias, as quais morrem um pouco a cada dia na mediocridade insensata da cegueira fria.
Os outros não sabem a doce loucura do amor intenso. É como se eu tivesse mergulhado nesse oásis imaginário, embriagado de paixão. Oh! Afrodite, descosturai os olhos de minha amada para que ela possa ver o meu oásis. Mas, não permita que sua pele frágil se queime nas labaredas desse fogo cruento e desértico!
Diga a ela, por meio do vento, que o oásis existe e que há um homem pronto para mergulhar nas camadas mais profundas do amar.  Eu não tenho castelos, mas eu os construirei com a força de minha alma. Eu não tenho títulos, mas o amor me fará rei em plena escravidão de liberdade. O amor é assim: confuso e paradoxal. Prefiro morrer afogado nessa sensibilidade insana à morrer congelado como as rochas duras e medíocres.
Se ela não enxergar o meu oásis, meu fim será morrer queimado nas labaredas da realidade triste. Oh! Mundo, por que tu não deixaste os oásis visíveis? Por que os profetas, os loucos e os poetas sofrem por ver essa luz refletida n’água?
Eu sou a personificação dela, e ela é a minha personificação. Assim como a água do oásis propicia o amor, e o sol desértico me dilacera, eu lutarei pelos lábios de mel dela! Às vezes, não sou eu quem fala, é o amor quem usa minha boca e me dá uma inteligência insana que me faz sofrer de paixão.’’



1.    A história de Lucius

Lucius, um trabalhador rural, mora em uma cabana solitária, rústica e misteriosa, a qual se torna invisível quando imersa na neblina. Seus pais foram mortos em uma batalha entre reinos e, quando criança, ficou órfão muito cedo. Foi criado por um ferreiro, seu tio, o qual o obrigava a efetuar trabalhos braçais pesados.
Num reino retrógrado, onde o conhecimento era restrito ao clero e à nobreza, Lucius, um pobre plebeu, almejava estudar. Pensou em se enclausurar em algum mosteiro para obter conhecimento, mas seu tio o obrigava a trabalhar com ele. Além disso, seu tio não compreendia o desejo do menino em estudar.
Quando criança, Lucius sempre visitava uma pequena biblioteca da aldeia, na qual morava clandestinamente, em seu sótão, um poeta cuja saúde mental não era das melhores. Esse poeta recitava cânticos, poemas, lia estórias, ensinava palavras novas e lecionava oralmente a respeito de história e mitologia grega para o menino Lucius, o qual era seu único amigo. Infelizmente, o querido poeta louco faleceu antes de ensinar Lucius a ler e a escrever.
Quando Lucius já era um adolescente, seu tio faleceu devido a uma forte pneumonia, deixando-o sozinho numa pequena casa no centro da aldeia. Lá, ele vivia cercado de perigos. Certo dia, alguns homens invadiram sua casa, saquearam algumas de suas moedas e lhe furtaram objetos e espadas que haviam sido feitas por seu tio, o ferreito.
Neste dia, Lucius se revoltou contra as maldades do mundo. Afinal, nunca alguém o amou. Seus pais morreram muito cedo, seu tio era um homem bruto e isento de sentimentos e os homens da aldeia nem se importavam com ele – alguns até o assaltaram. O único homem que lhe demonstrou um pouco de carinho e apreço por ele fora o misterioso poeta louco.
As belas palavras do vasto vocabulário daquele homem tão sábio e tão louco ficaram gravadas para sempre na memória de Lucius. Ele pode ser um pobre homem, mas com a alma rica e pura. Além disso, sua única herança era o conhecimento que adquirira com aquele “sábio louco”.
Revoltado com o mundo, Lucius fugiu para uma clareira – bem distante da aldeia – onde cultiva belas flores, as quais têm um viés mágico e inexplicável. No meio rural, também planta trigo para sua subsistência.
Lucius conhece um pequeno comerciante na aldeia provinciana e fornece as flores que cultiva para ele. Em troca, como um escambo, o comerciante lhe fornece alimentos. Raramente, Lucius recebe moeda.

As flores que ele fornece ao pequeno comerciante são famosas. Até a realeza manda os criados buscar essas flores para enfeitar o castelo, principalmente em ocasiões festivas. 


Texto de Tatyana Alcantara Fernandes Casarino